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Como era do seu hábito, ao entrar no pátio do Instituto Penal Edgard Costa, o Seu Izalino ia cumprimentando cada preso com que cruzava no caminho. E assim, durante muito tempo, executava o trabalho de assistência espírita, com uma ligeira conversa com esse ou aquele. Distribuía mensagens, levava revistas espíritas etc. Essa era sua forma de trabalhar. Não se sentia confortável para fazer um trabalho expositivo no espaço ecumênico, ali existente.

Foi numa dessas idas ao presídio, que um preso virou-se para ele e iniciou a seguinte conversa:

 — O Sr. poderia fazer uma oração por um amigo que eu perdi? Ele morreu há poucos dias.

 — Por que você não ora por ele?

 — Eu não posso; cometi crimes...

Seu Izalino fez uma prece ali mesmo com ele. Ambos ficaram emocionados. Mais ainda porque o Seu Izalino mostrou para o rapaz que a prece que ele fizesse seria ouvida, porque Deus é pai de amor e bondade, e atende a todos os seus filhos, inda mais quando um deles se preocupa com seu irmão.  

Aí, é que o rapaz abriu a represa do seu coração, e chorou muito.

Vemos como uma simples visita a um presídio pode beneficiar os corações.

Não foi por outra razão que o Nosso Mestre pedia que visitássemos os presos.

Izalino José Pacífico

Agente Religioso
Departamento de Assistência ao Interno Prisional
Grupo Espírita Leôncio de Albuquerque

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