“A percepção do brasileiro quanto às drogas atrela mais risco ao uso do crack do que ao álcool: 44,5% acham que o primeiro é a droga associada ao maior número de mortes no país, enquanto apenas 26,7% colocariam o álcool no topo do ranking. “Mas os principais estudos sobre o tema, como a pesquisa de cargas de doenças da Organização Mundial de Saúde, não deixam dúvidas: o álcool é a substância mais associada, direta ou indiretamente, a danos à saúde que levam à morte”, pondera Francisco Inácio Bastos, pesquisador da Fiocruz e coordenador do 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas. “Tanto o álcool quanto o crack, porém, representam grandes desafios à saúde pública. Os jovens brasileiros estão consumindo drogas com mais potencial de provocar danos e riscos, como o próprio crack. Além disso, há uma tendência ao poliuso [uso simultâneo de drogas diferentes]. Por isso é tão importante atualizar os dados epidemiológicos disponíveis no país, para responder às perguntas de um tema como o consumo de drogas, que se torna ainda mais complexo num país tão heterogêneo quanto o Brasil”, completa Bastos.
(Trecho de notícia publicado no Portal Fiocruz, escrita por Juliana Krapp (Icict/Fiocruz) - acessada em 31/10/19 no site https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-revela-dados-sobre-o-consumo-de-drogas-no-brasil)


A partir dos dados presentes no “Levantamento”, percebemos que o problema das drogas, tão presente nos noticiários brasileiros e mundiais, passa perto de nossos lares sob a forma do uso por pessoas próximas ou da violência associada à venda e ao tráfico ou ao próprio consumo, pois cerca de 4,4 milhões de pessoas reportaram ter discutido com alguém sob efeito de álcool nos 12 meses anteriores ao levantamento.

Tais resultados demostram que o uso de substâncias ilícitas, tipo maconha, cocaina , crack, entre outras, ou drogas lícitas, como álcool, tabaco, remédios controlados sem prescrição, torna-se um problema de saúde pública grave e que deve ser atacado de forma responsável e com uma construção de soluções baseadas não apenas no aspecto legal, mas também sanitário, ou seja, de saúde.

No entanto, percebemos que o abuso das drogas ditas lícitas, com uso legalizado, ou controlado pela legislação atual, que não constitui crime seu uso ou transporte, mas sim a sua comercialização, em algumas situações, não atingiu um controle adequado na nossa sociedade, tendo os principais índices de uso, tanto em adultos como em crianças e adolescentes - ver o Levantamento no link ao final do texto - aumentado nos últimos anos, a exceção do tabaco sob a forma de cigarro.

Desta forma, o argumento de que a descriminalização e a ordenação legal da comercialização das drogas permitiria maior controle sobre seu uso e abuso não encontra justificativa, pois não vemos isso ocorrer em relação às drogas hoje lícitas.

O CEERJ apoia uma reflexão social sobre a necessidade de mudar a abordagem em torno do combate ao abuso de drogas, lícitas ou ilícitas, adotando um paradigma sanitário, de promoção de saúde e não de extinção dos usuários, mas não concorda que, no nosso estágio social atual, devamos promover a descriminalização do comércio de drogas de forma indiscriminada.

Estes são são nossos esclarecimentos ao movimento espírita, quando temos no próximo domingo a “Marcha contra as drogas” em diversas cidades do país, inclusive no Rio de Janeiro.

Acreditamos que a sociedade pode e deve se mobilizar e não apoiamos a descriminalização, mas por conta dos argumentos que listamos acima, além do que os espíritas também devem estar atentos ao possível uso político-partidário de uma mobilização de tal monta, visto que sabemos que a maioria da população não apoia a descriminalização ou legalização, embora por outros motivos.

Encerramos, lembrando sempre que a Doutrina Espirita não possui caráter proibitivo, mas sim de esclarecimento sobre as consequências do uso de nossa liberdade relativa, sendo assim não prescreve condutas nem comportamentos, a exceção da prática da caridade como meio de salvação, do amor a si mesmo e ao próximo.
Paz em cada coração.

Adriano Barros de Almeida
Diretor da AREX – Área de Relações Externas.
Texto construído em colaboração com a assessoria da Área.


Link para os resultados da pesquisa: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/34614

Serviço:

A Marcha das Famílias contra as Drogas acontecerá em várias cidades do país.

No Rio de Janeiro a concentração será no Posto 5 da Praia de Copacabana, no próximo domingo dia 3/11.

Está agendado para o dia 06/11 o julgamento do STF sobre a descriminalização das drogas. Nos últimos dias, diversas instituições parceiras, especialistas em dependência química e outros ativistas mobilizaram-se para uma Marcha Nacional Contra a Descriminalização no próximo dia 03/11.

Alguns locais já confirmados até o momento:

São Paulo/SP – MASP – 14h

Rio de Janeiro/RJ – Orla de Copacabana – Posto 5 – 11h

Brasília/DF – Em frente ao Museu Nacional na Esplanada dos Ministérios – 10h

Belo Horizonte/MG – Praça da Assembleia – 10h

Salvador/BA – Farol da Barra – 9h

Cuiabá/MT -Praça Alencastro – 15h30

Porto Alegre/RS – Esquina Democrática – 14h

Manaus/AM – Ponta Negra – 10h

Aracaju/SE – 13 de Julho – 09h30

Recife/PE – Parque Dona Lindu – 14h

Curitiba/PR – Praça Santos Andrade – 15h

São Luis/MA – Praia do Caôlho – 8h

Blumenau/SC – Praça da Prefeitura – 15h

Maceió/AL – Corredor Vera Arruda/Jatiúca – 09h

Tangará da Serra/MT – Avenida Brasil (em frente à Praça da Bíblia) – 8h

Campos Sales/CE – Praça do Ô – 16h15

Mossoró/RN – Teatro Dix-huit Rosado – 16h

Santa Rosa de Viterbo/SP – Em frente à FEBRACI – 10h

Itapecuru Mirim/MA – Praça Gomes de Souza – 16h

Praia de Camburi/ES – Quiosque 4 – 15h

 

REFLEXÃO SOBRE OS EFEITOS DA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS NO BRASIL

Irmãos queridos, o assunto da Descriminalização das Drogas no Brasil é tão atual e relevante, que me sinto, como espírita, diretora e fundadora do Grupo Espírita Recanto da Prece, no dever de compartilhar algumas reflexões, pois, como professora de Direito Penal, tive a oportunidade de estudar e trabalhar com meus alunos sobre a prática política de criminalizar comportamentos que devem ser tratados em outras instâncias, como a médica, a educacional, a política de geração de empregos, etc. Em muitos casos a criminalização de condutas não resolve a situação, pois as penitenciárias abarrotadas tornam-se universidades do crime. Tive a oportunidade de analisar esta terrível prática em meu livro “A Ideologia Subjacente ao Sistema Punitivo Brasileiro”, bem aceito, graças a Deus, academicamente.
No tocante à descriminalização das drogas, no entanto, há aspectos jurídicos, da área da saúde, da educação e sociais que precisam ser considerados. Por isso, neste campo interdisciplinar precisamos de projetos muito abrangentes que em poucos casos vemos implantados com real interesse político e responsabilidade social. É bom lembrarmos que este tema pode apresentar-se sob a forma da legalização, de despenalização e da descriminalização. Os estudiosos variam ao conceituar cada um desses casos, mas em linhas rápidas, a despenalização considera ainda como crime o uso da droga, mas não penaliza o usuário e o encaminha a tratamento médico e acompanhamento social. No Brasil é assim, mas temos a questão do porte, a quantidade trazida pelo usuário, que muitas vezes destipifica o uso e tipifica o tráfico (o termo “Tipificação” é próprio da Ciência Penal e significa tornar algo crime). Enquanto na descriminalização se retira do ordenamento a norma que estabelecia a conduta como criminosa, na legalização se permite a utilização, em menor ou maior escala e de determinados entorpecentes, não tipificando o uso e indo além do que simplesmente não criminalizar, mas regulando positivamente o comércio, etc, através da produção normativa. Esse é o caso do Uruguai. A legalização pode expandir-se para várias possibilidades, algumas vezes, infelizmente, de acordo com o interesse do grupo narcotraficante que, através de inúmeros recursos de influência, estimula a elaboração das leis através do legislativo. Vale a pena conferir os resultados práticos no Uruguai, como na Holanda, relacionados ao aumento de mortes e de outros crimes referentes ao uso e ao comércio de drogas. Lembremos que possibilitar o comércio e o uso não impedem tráfico ilícito, sabemos que há sempre um mercado clandestino que objetiva esquivar-se da arrecadação de impostos e da determinação legal. Realmente a abertura para a licitude da venda no Brasil, assolado pelo desemprego e anafalbetismo, é algo muito lucrativo para os que pretendem ativar o narcoturismo, sob inspiração Holandesa (para aqueles que desejam aprofundar-se nessa questão, sugiro fortemente um estudo sobre as questões da repercussão da descriminalização na Holanda). Temos também portos bem equipados para a exportação das drogas produzidas nos países latino americanos. Como consequência, é provável que haja muita pressão para a efetivação dos diversos níveis de descriminalização por aqui. Daí a cautela que precisamos ter ao analisar esse complexo assunto. Como houve aumento significativo de encarceramento em boa parte dos países que aderiram a Descriminalização (para uma visão superficial parece um paradoxo, mas estudos esclarecem esse fenômeno), foi ocorrendo um freio, e, na busca de uma saída, o Brasil pode ser uma boa alternativa futura para os milionários empresários deste insano comércio, que em sua maioria, não têm raízes e não vivem na América Latina. Se acresce ao consumo de drogas o que lhe vem em aderência, como o tráfico de mulheres (caso da Holanda e entorno) porque quem faz turismo pela droga costuma buscar tb o turismo sexual. O Brasil, com o seu histórico escravocrata e a quantidade de adolescentes em situação de pobreza, torna-se um paraíso em potencial para que o mercado das drogas e da prostituição se instale de maneira legalizada e arraste consigo toda a degradação do ser humano. Em nossa nação, tão amada e pujante em possibilidades do BEM, já há essa terrível prática na atualidade, que fere a vida de nosso povo tão brutalmente, envolvendo inclusive nossas crianças.
A inserção deste modelo em nosso caso, com as dificuldades dos Sistemas de Saúde e Educacional, além de todos os nossos problemas estruturais, no meu entendimento, poderá conduzir o nosso país a um grande caos rapidamente, pq os investidores desse cruel comércio estão prontos e muito bem organizados. Não é o caso do Estado, que não está aparelhado e que dificilmente terá recursos financeiros e políticos para conter essa degradação humana.
Portugal, com muita prudência e competência, realizou um processo de descriminalização modelo. A classe política se uniu, o Sistema de saúde trabalhou de forma ímpar. Houve também um programa interdisciplinar que funcionou muito bem. Mas, Portugal é praticamente do tamanho do nosso Rio de Janeiro, com uma população infinitamente menor que o nosso Brasil, o que torna as políticas públicas mais efetivas em curto espaço de tempo. Houve e há, ainda, a ajuda da União Europeia. O Brasil, com seu histórico e os problemas que enfrenta atualmente, é um caso muito diferenciado.
Para as grandes fortunas mundiais, que buscam gerenciar, nos bastidores, as políticas internas das nações, naquilo que lhes toca o interesse, pode parecer conveniente manter um imenso reduto de “prazeres de férias tropicais”, muito ao gosto das psicopatologias desintegradoras da personalidade, que buscam um espaço onde “tudo pode ser feito” para descarregar as tensões e desejos, e, assim, preservar os espaços das condutas “regradas” e a “paz” do mundo “desenvolvido”. Não pensam que pela lei divina, em breve estarão reencarnando neste “paraíso”, sentindo em suas vidas as consequências de suas escolhas egocêntricas.
Me perdoem se me alonguei, meus irmãos queridos, pois comentários muito superficiais neste caso pouco contribuem. Viram ”achismos” de quem fala sem jamais ter pelo menos estudado algo a respeito.
Espero que essas reflexões incentivem um aprofundamento nos aspectos que norteiam nossas opiniões, pois elas nos vinculam magnetica e carmicamente aos interesses dos seus idealizadores. É a Educação, a Saúde, a fomentação de empregos, a formação da religiosidade, o Evangelho, enfim, que trarão a solução. Em nosso amado país esse trabalho certamente levará algumas décadas, percurso também trilhado pelas nações designadas como desenvolvidas. Que Deus abençoe a nossa Nação, acolhedora, amiga, generosa, da qual podemos nos orgulhar e que superará seus desafios, os quais todas as nações do mundo têm!
E nem sequer refletimos sobre as inúmeras questões espirituais...
Recebam todos o meu afetuoso abraço,
Yasmin Madeira





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A vida ensina e a Doutrina Espírita explica". Urge o esclarecimento assertivo do que vem a ser a mediunidade com Jesus e dentro das bases de pureza doutrinária prevista por Kardec. Vamos nos pôr em marcha e esclarecer ao público em geral. O escândalo de Abadiânia virá com força mais uma vez hoje a noite em matéria a ser exibida em rede nacional pelo Fantástico da TV Globo. Vamos usar a grande ferramenta da internet para esclarecer...  É nosso papel enquanto comunicadores (que somos todos nós), é nosso dever enquanto espíritas. Vejam por favor abaixo as três peças criadas para este fim:


nota cura
nota cura
nota cura



nota cura mediunidade





campanha 160 anos o livro dos espiritos seloParis segunda metade do século 19. Estamos na cidade das luzes e capital intelectual da Europa. Caminhamos em direção a Rua dos Martyrs n.08 . Vamos encontrar um singelo apartamento no segundo andar. No gabinete, o professor Hippolyte Leon Denizard Rivail, assistido e amparado de perto pela esposa, a doce Amelie Boudet, trabalha incessantemente num projeto libertador. Meses antes numa reunião mediúnica experimental na Rua Tiquetonne, havia recebido a advertência. “ Quanto a ti , Rivail, a tua missão aí está: és obreiro que reconstrói o que foi demolido.”
O legado de amor do Cristo Jesus, já havia deitado raízes em corações sequiosos de justiça e verdade na velha Palestina.Em verdadeiro Renascimento, ganhava novo fôlego agora por determinadas mãos de operoso servidor. Para ele também foi dito pelo próprio Jesus, ou o Espírito da Verdade, que o nobre pedagogo reúnia virtudes que precisariam ser exercitadas na árdua tarefa. O mestre recomendou ao discípulo uma série de cuidados e qualidades: humildade, modéstia, desinteresse, coragem, perseverança, devotamento, abnegação, firmeza inabalável, prudência e tato, para não comprometer o sucesso com atos ou palavras intempestivas.
No dia 18 de Abril de 1857 , ele lançava o pilar da monumental obra .A codificação da Doutrina Espírita rasgava o véu da incredulidade, do sobrenatural e da ignorância. Inspirado e acompanhado por uma “nuvem de testemunhas”, espíritos dedicados ao BEM, que ensinavam a reedição das máximas morais do Cristianismo Primeiro, acrescidas de lógica científica e profundidade filosófica.
Kardec não só entreveu a Verdade como conseguiu alcança-la inteira.
Obrigada Kardec. Hoje aos 160 anos de lançamento do Livro dos Espíritos, nos lembramos de ti e do teu legado.
A Humanidade já sabe de um novo porvir.
Todos temos o consolo da nossa filiação divina.
Da existência de um Pai amoroso e Sábio, que nos ama
Indistintamente.
Fazemos parte de uma família universal.
Nosso destino a felicidade. E que para a caminhada , o augusto convite está posto:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar. Esta é a lei “.


ADPF 442 - legalização do aborto até a 12.semana gestação.


(O Livro dos Espíritos - 647) “Toda a lei de Deus está encerrada na máxima
do amor ao próximo ensinada por Jesus?”

“— Certamente essa máxima encerra todos os deveres dos homens entre si;
mas é necessário mostrar-lhes a aplicação, pois do contrário podem
negligenciá-la, como já a fazem hoje.”

(O Livro dos Espíritos -358) “Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?”

“— Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer
que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que
serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.


Somos espíritas. E o Espiritismo é o Consolador Prometido, o Cristianismo Redivivo. Desta forma, torna-se indissociável de qualquer argumentação realizada pelo espírita o embasamento na Lei de Justiça, Amor e Caridade, lei que resume todas as outras e justifica todas as outras, tendo em vista que tudo o que vivemos, nesta e na outra vida, tem o objetivo central de aprendermos a amar, de exercitarmos esta lei de atração e de relações saudáveis e de edificação da felicidade real, que se inicia no íntimo de cada um de nós.

Dito isto, queremos convidar os espíritas do Rio de Janeiro a refletirem bastante, a meditarem em prece, neste momento grave que é trazido para debate na sociedade a questão da legalização da interrupção voluntária da gestação (aborto provocado), até a 12a semana após fecundação, proposta ao STF, por um partido político.

Necessitamos refletir sobre nossa responsabilidade para com os espíritos que terão suas existências interrompidas, violentamente, ceifando um processo de reencarnação em plena instalação, processo este de difícil e complexa realização, de planejamento meticuloso, mesmo que apressado em algumas circunstâncias, mas que sempre tem a presença da Providência Divina, que tudo sabe, e que sempre move todo o necessário, de forma a ajustar nossos planejamentos reencarnatórios, realinhando-os à Lei de Justiça, Amor e Caridade.

Por conta disso, afirmam os Espíritos da Codificação Espírita, provocados por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, que o aborto constitui crime contra a lei de Deus, pois afronta o realinhamento de sua Lei de Amor, rompe com o processo reencarnatório e com o planejamento do qual fazem parte muitos envolvidos, criança, mãe, pai, e muitos outros atores.

Por conta destes muitos atores é que este momento merece uma reflexão profunda dos espíritas sobre o tema, afinal muito tem se falado sobre uma visão unilateral, o lado da criança, em detrimento dos demais atores do processo, nos discursos a favor da Vida, o que, realmente, é um contrassenso.

Os que são a favor do aborto voluntário de uma gestação sem complicações, sustentam que a criminalização do aborto compromete a dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres e afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas, pobres, de baixa escolaridade e que vivem distante de centros urbanos, onde os métodos para a realização de um aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, afrontando também o princípio da não discriminação.

Outro aspecto apontado como violado é o direito à saúde, à integridade física e psicológica das mulheres, e ainda o direito à vida e à segurança, “por relegar mulheres à clandestinidade de procedimentos ilegais e inseguros” que causam mortes evitáveis e danos à saúde física e mental.

Qual o papel da Casa Espírita neste contexto? Legalizar a morte seria a solução possível?

É urgente que o movimento espírita discuta projetos de acolhimento às mulheres em situação de fragilidade, de todos os matizes, seja financeira, como emocional, ou qualquer outra situação que poderia levá-las a optar pela interrupção da gestação,.... é mais do que urgente que as evangelizações espiritistas discutam sexualidade, gênero, direitos, no contexto da Doutrina Espírita.

Precisamos falar destes temas e mais….

Necessitamos discutir e desconstruir conceitos arcaicos sobre família, evidenciando a presença e a responsabilidade do homem na construção e solidificação da família, no acompanhamento da gestação e no suporte a amamentação, no respeito a mulher e a todos e todas com quem ele se relacionar em sua vida.

Tudo isso é educação espírita!!

Tudo isso é necessário para discutirmos sobre aborto sob o ponto de vista da Doutrina Espírita.

O CEERJ não concorda com a legalização do aborto por inúmeras razões. Primeiro, porque o que protege a saúde das mulheres não é legalizar o aborto e sim promover uma educação para uma vida sexual e reprodutiva saudável, além de atendimento médico e psicológico de qualidade, sempre e não apenas durante a gestação; o que protege as mulheres é uma sociedade que eduque os meninos e futuros pais a aprender a conviver com as mulheres em igualdade e porque há dados falsos naqueles que são apresentados pelos movimentos pró-aborto, o que já vem sendo divulgado amplamente na mídia, alimentados por interesses econômicos escusos¹. O CEERJ não concorda com o aborto porque interrompe a reencarnação de um espírito que lutou muito para estar ali e terá rompida sua oportunidade de vivenciar a Lei de Amor em plenitude.

Por tudo isso, pedimos aos espíritas que reflitam neste momento, trazido por Deus para nós, não por acaso, mas no momento que podemos e devemos trabalhar para a construção de um mundo melhor e mais feliz.

¹http://estudosnacionais.com/anexos/FinanciadoresdaADPF442-MarlonDerosa.pdf


Nota Oficial

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Nota oficial CEERJ aborto -12 semana

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Data de modificação : Ago 2 2018


cachoeiraA cachoeira se apresenta como ápice de uma fonte viva,que percorrendo distâncias como rio,finaliza sua viagem em passagem de potência,revigoramento e beleza .Todos aqueles que se banham em semelhantes águas ,renovam energias, experimentando sensações de vigor e refazimento.


O significado histórico da Páscoa, repousa raízes no Judaísmo,mas foi absorvido e alterado pelo mundo cristão.

Para os judeus, a Páscoa é a celebração que relembra a libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

Já para o católicos cristãos celebra-se a ressureição de Jesus após a crucificação. A celebração inicia-se no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, período compreendido como Semana Santa.

Todas essas decorrências estão plenas de significados,mas deitando nosso olhar para as primeiras origens desta celebração, vamos encontrar nas antigas tribos politeístas um tributo à primavera e a deusa da fertilidade Eostre.É a partir desta raíz histórica,que surge a relação da Páscoa com ovos( nos tempos modernos,de chocolate...) e com a lebre,ícone das festividades tribais, que marcavam a passagem do rigoroso inverno europeu para o período fértil da primavera.


No Judaísmo a palavra Peseach significa “passagem”.

O vocábulo busca traduzir o ápice das pragas do Egito que atingiram as terras e os interesses do faraó do êxodo,no período de Moisés:

Um anjo da morte visita o Egito e para evitar as mortes dos primogênitos, os fiéis hebreus marcam com o sangue de um cordeiro a porta de entrada de suas casas. Este era o sinal para que os filhos daquele lar fossem poupados da morte, e o anjo passava ... .

Uma outra tradição hebraica tem relação com o cordeiro no período da Páscoa: a família judaica acolhia por uma semana um cordeiro para viver com eles dentro de casa. Na convivência, estabeleciam-se vínculos afetivos e de sentimentos com o animal,e no entardecer da sexta-feira, este era sacrificado. Se alimentar do cordeiro da Páscoa era uma experiência de dor, de desilusão com vistas ao exercício da libertação,pela perda de alguém amado.

Neste aspecto, já caminhamos aqui, para uma inter-relação com uma simbologia mais próxima dos preceitos da Doutrina Espírita.

Lembremo-nos da última ceia de Jesus com os apóstolos.

(Mt 26:17-19/Mc 14:12-16 e Lc 22:14-23).

Jesus conviveu com proximidade durante 3 anos com os discípulos. Durante a ceia pascal (tradição hebraica) Jesus se reúne com os apóstolos e diz: “ Não mais beberei,a partir de agora ,deste fruto da videira,até aquele dia em que beba convosco ,(vinho) novo,no Reino de meu Pai” ( Mt 26:29)

O Mestre se despedia dos 12 apóstolos. Ele dizia, um de vocês vai me entregar e trair.Estou me despedindo de vocês.Vou para o plano espiritual.Voltarei ao Pai.Vocês vão experienciar a dor da perda,e a crise da morte será um portal para que eu continue a amparar vocês e a cuidar da expansão do Cristianismo.

E ecoando as derradeiras falas de Jesus e desdobrando seu simbolismo, a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec , no século 19, vai emoldurar a essência e beleza da mensagem do Mestre atestando ao mundo, que a vida não cessa.

Que todos os cristãos espíritas possam nesta Páscoa, se recordar de Jesus e celebrar em sua memória, o teor primeiro de sua missão : a libertação da escravidão da matéria,e o viver sem amarras com vistas a existência futura ,no plano espiritual.

Não permitamos que os ovinhos de chocolate e os coelhinhos da Páscoa

tirem a essência da celebração deste momento que é o profundo amor de Deus por nós e a imortalidade da alma.

Para os espíritas , a Páscoa propõe uma experiência de Deus. De amar e de sentir amado.


Cristo,foi o cordeiro de Deus, se imolou por nós.

Na passagem da cruz se ungiu de sangue,

De perdão e misericórdia ,

Para sinalizar o caminho,

A abertura das águas,

não mais vermelhas,do Mar Morto,

Apontando para a libertação e o consolo.

A celebração da vida.

A imortalidade da alma.


Carta de Paulo aos Gálatas; 2:20

Já não sou eu que vivo,mas é cristo que vive em mim.E a vida que agora tenho na carne,vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim”

Boa Páscoa.