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“Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes ver-me” ( Mateus, 25:36 )

Estão aí as palavras evangélicas que têm servido de mote ao nosso trabalho: estive preso e vieste ver-me. 

E completa Jesus, mais adiante: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes”.

Mas há um detalhe que pode passar despercebido a muitos de nós. Esse ensino é o que Jesus mais repete – num mesmo momento – entre todas as suas falas. São quatro vezes seguidas ao todo: as duas primeiras num contexto de afirmação e as duas últimas num contexto de negação. Usa da repetição como recurso para enfatizar a idéia e com a finalidade de que ficasse muito claro o que Ele desejava de seus seguidores. Que pelos tempos afora, jamais se esquecessem disso.

O uso desse recurso deve-se, talvez, também ao fato de já saber que não faríamos, aquilo que considerava um ponto capital de seus ensinos. 

E assim, perderíamos a grande oportunidade de ajudar aqueles que se encontram aptos a serem ajudados, aqueles “terrenos” bons de serem semeados. 

Como já dissemos em artigo anterior, as condições de privação de liberdade faz algumas consciências despertarem um pouco, precisando apenas de esclarecimento espiritual para seu soerguimento.

Invistamos nisto!!!! Jesus conta conosco!!!!

Samuel Kaplan
Coordenador do trabalho na Penitenciária Vieira Ferreira Neto
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