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“Pedimos vênia para reportar-nos ao dinheiro que se faz dínamo do trabalho e da beneficência." Emmanuel, do Livro Dinheiro, psicografado por Chico Xavier.
Ainda temos muitas dificuldades em lidar com a administração dos recursos financeiros em nossas vidas. E, como é natural, levamos esses embaraços para as atividades que desempenhamos no Movimento Espírita.
Gabriel Salum, atual Presidente da FERGS, em artigo na Revista Reen-carnação, nº 448, à página 31, nos esclarece que: “é fundamental que tratemos de sustentabilidade econômica e financeira com serenidade e clareza, observando o dinheiro como recurso providencial, talento a ser preservado, empregado e multiplicado para o atingimento do ideal que ora nos consorcia.”
Sabemos que os Centros Espíritas, ao serem criados, têm como finalidade principal o estudo, a prática e a divulgação da Doutrina Espírita, além de atender aos necessitados de toda ordem que batem à sua porta, dentre outras atividades.
Com o crescimento das tarefas e a chegada de novos frequentadores, verificamos a necessidade de organizar a administração da Casa, a fim de poder atender a procura pelos serviços prestados. Tal situação leva a Diretoria à busca de recursos materiais (espaço físico, móveis, utensílios e materiais diversos) e, com isso, chegamos à exigência dos recursos financeiros para manutenção da estrutura administrativa da Instituição Espírita (IE), essencial ao desenvolvimento das atividades de evangelização das crianças e dos jovens, estudos, palestras públicas e outras.
Como temos limitações de ordem moral na procura por recursos, pois não podemos fazê-lo em detrimento da nossa finalidade doutrinária, as Instituições Espíritas acabam encontrando no seu frequentador a principal fonte de recursos, para financiar os serviços, através da contribuição mensal e da participação em eventos promovidos pelo Centro Espírita. Então, de forma natural, o maior interessado no desenvolvimento das tarefas doutrinárias, torna-se o principal financiador da Casa Espírita.
O CEERJ, como Federação Espírita do Estado, tem como primeira finalidade estatutária “promover a unificação do movimento espírita no Estado do Rio de Janeiro.” Representa também o Movimento Espírita Estadual em âmbito Regional e Federal, participando dos trabalhos promovidos pelo Conselho Federativo Nacional, da FEB, para encaminhar as demandas e sugestões das Instituições do Rio de Janeiro e colher informações e orientações que irão nortear, em linhas gerais, as atividades espíritas em nosso Estado.
Dentro do Estado, fornece suporte necessário às Instituições Espíritas, através do CEU - Conselho Espírita de Unificação, além de manter serviços em suas respectivas áreas de atuação, que são disponibilizados para as Instituições Espíritas.
Para manutenção da prestação de serviços ao Movimento Espírita, o CEERJ conta com três fontes principais de recursos: 1) Contribuições: composta de mensalidades das Instituições Espíritas Adesas, colaborações de pessoas físicas e doações diversas. 2) Receitas da Venda de Livros e 3) Aluguéis.
Assim como, para o Centro Espírita, a contribuição do frequentador associado é de suma importância na composição de suas receitas; para o CEERJ, a mensalidade da Instituição Espírita é fundamental na composição dos recursos que irão financiar as suas despesas de manutenção. Por outro lado, destacamos que as Instituições Espíritas são a razão de ser da existência do CEERJ, pois é para elas que ele desenvolve suas atividades.
A fim de não pesar nas finanças das Instituições Espíritas, além dos recursos oriundos das mensalidades, o CEERJ desenvolve atividades visando conseguir receitas que ajudem na sua sustentabilidade financeira, preservando a sua condição de Instituição Espírita.
A venda do livro, realizada através da Livraria e da Livraria Virtual, atendendo a pessoa física, e da Distribuidora que atende as Instituições Espíritas do Estado, além de ser uma fonte de recursos para o CEERJ, encerra uma função muito importante da Federativa, qual seja, a divulgação da Doutrina, através do livro espírita, um instrumento nobre nesse mister.
Assim como as instituições espíritas buscam recursos para financiar suas atividades entre os frequentadores, o CEERJ conta com as mensalidades das IE para a sua manutenção. E urge que nos conscientizemos, enquanto Dirigentes Espíritas, de que as instituições dirigidas por nós precisam colaborar financeiramente com o CEERJ, pois o desenvolvimento do espiritismo no Estado passa também pela ação federativa.
Para encerrar, lembramos que o Estatuto Social do CEERJ estabelece que a mensalidade ou contribuição da Instituição Espírita é voluntária, ficando, portanto, por conta da disponibilidade financeira e da consciência de cada Dirigente Espírita a realização da mesma.
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A Doutrina Espírita se apresenta aos espíritas de todos os tempos como o alicerce libertador-com os mais amplos horizontes da iluminação da humanidade.Organizados estamos,graças à destemidos e obstinados precursores do passado,que souberam diminuir suas individualidades para construir o todo da estrutura unificada.
Agindo em conjunto,ensaiamos o salutar exercício da convivência cristã,diminuindo a ação aniquiladora da dissensão.
Em união reforçamo-nos contra o mal que ainda existe em nós e que nos cerca na vida hodierna.
Com unificação garantimos a consolidação do Movimento Espírita espraiando a divulgação doutrinária em bases corretas e equilibradas.
Dedicados alistamo-nos na fileiras de serviço, fazendo girar a dinâmica da tarefa auxiliadora ,utilizando com boa vontade, nossos parcos recursos de sentimentos nobres.
Contribuímos na maior parte das vezes com o que nos sobra em haveres,aprendendo pelo hábito e rotina, a haurir felicidade de um gesto caridoso.
Já vai muito tempo, quando o bálsamo suavizante da Boa Nova visitou o mundo em desalinho, para nos indicar o caminho redentor.
Hoje vivemos a Era do Espírito, e como espíritas temos diante de nós a tarefa primeira de estruturação moral íntima,gerando natural e imediato impacto na transformação do mundo à nossa volta.
Seguimos as encorajadoras palavras do Mestre que assinala o tento promissor: Buscai e Achareis.
Na condição de discípulos,fartamo-nos excessivamente no campo das bênçãos divinas.
Alcançados na compreensão da Verdade Maior, pela fé raciocinada,e experimentados no consolo libertador que nos informa a condição de filhos de Deus,somos sabedores das nossas potencialidades infinitas.
Porém,somos filhos perdulários de uma casa generosa e rica que malversam os bens recebidos, em vez de utilizá-los em benefício próprio.
Dispensamos oportunidades de espiritualização na troca de facilidades temporais que estimulam nossas posições “em zonas de conforto”.
Afirmamos acompanhar o Cristo,mas não seguimos a orientação de que “è necessário que Ele cresça e que eu diminua” .
Lutamos por nobres ideais redentores,mas esposamos a fé ao modo daqueles que se adaptam por fora a certas convicções intelectuais,guardando o ranço de velhas ausências morais.
Conjugamos o solidarizar,mas nos furtamos à necessidade de presença operosa nas atividades que favoreçam a divulgação doutrinária,deixando relegados à margem do caminho irmãos sedentos de luz.
Usamos a nossa Doutrina para soluções imediatistas que nos falem de perto ao ego, olvidando que nós mesmos é que deveríamos ser usados por ela na construção de nosso próprio bem,através do bem a todos aqueles que nos acompanham na Terra.
Falamos de uma urgente e necessária mudança de comportamento do Movimento Espírita.
Falamos de um necessária e inadiável reflexão a respeito de nosso comportamento como tarefeiros do BEM , no labor de nossas atuações frente às nossas instituições.
Falamos da constante ausência sentida, daqueles que privilegiam presença exclusiva em atividades que sejam de “sua alçada”.
Falamos da tímida representatividade dos irmãos espíritas em eventos de divulgação doutrinária que tenham caráter abrangente e de inclusão extensiva para todos.
A divulgação doutrinária e o permanente agir cristão é providência imperativa e não deve se coadunar com o “morno” .
Já soam os clarins de uma nova Era. A data limite está posta. Terminamos esta reflexão que em primeiro serve à sua autora, recordando a letra imorredoura do Evangelho quando da parábola do Grande Banquete: Mateus (22:1-14)
“ 22:11 O Rei, entrando para contemplar os convivas,viu ali um homem que não estava vestido com a veste nupcial,22:12 e disse-lhe:Companheiro,como entraste aqui sem a veste nupcial?Ele se calou.22:13 Então o Rei disse aos servidores:Depois de amarrar os pés e suas mãos,lançai-o para fora,nas trevas exteriores;ali haverá o pranto e o ranger de dentes.22:14 Porque muitos são chamados,mas poucos escolhidos.”
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(O Livro dos Espíritos - 647) “Toda a lei de Deus está encerrada na máxima
do amor ao próximo ensinada por Jesus?”
do amor ao próximo ensinada por Jesus?”
“— Certamente essa máxima encerra todos os deveres dos homens entre si;
mas é necessário mostrar-lhes a aplicação, pois do contrário podem
negligenciá-la, como já a fazem hoje.”
mas é necessário mostrar-lhes a aplicação, pois do contrário podem
negligenciá-la, como já a fazem hoje.”
(O Livro dos Espíritos -358) “Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?”
“— Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer
que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que
serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.
que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que
serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.
Somos espíritas. E o Espiritismo é o Consolador Prometido, o Cristianismo Redivivo. Desta forma, torna-se indissociável de qualquer argumentação realizada pelo espírita o embasamento na Lei de Justiça, Amor e Caridade, lei que resume todas as outras e justifica todas as outras, tendo em vista que tudo o que vivemos, nesta e na outra vida, tem o objetivo central de aprendermos a amar, de exercitarmos esta lei de atração e de relações saudáveis e de edificação da felicidade real, que se inicia no íntimo de cada um de nós.
Dito isto, queremos convidar os espíritas do Rio de Janeiro a refletirem bastante, a meditarem em prece, neste momento grave que é trazido para debate na sociedade a questão da legalização da interrupção voluntária da gestação (aborto provocado), até a 12a semana após fecundação, proposta ao STF, por um partido político.
Necessitamos refletir sobre nossa responsabilidade para com os espíritos que terão suas existências interrompidas, violentamente, ceifando um processo de reencarnação em plena instalação, processo este de difícil e complexa realização, de planejamento meticuloso, mesmo que apressado em algumas circunstâncias, mas que sempre tem a presença da Providência Divina, que tudo sabe, e que sempre move todo o necessário, de forma a ajustar nossos planejamentos reencarnatórios, realinhando-os à Lei de Justiça, Amor e Caridade.
Por conta disso, afirmam os Espíritos da Codificação Espírita, provocados por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, que o aborto constitui crime contra a lei de Deus, pois afronta o realinhamento de sua Lei de Amor, rompe com o processo reencarnatório e com o planejamento do qual fazem parte muitos envolvidos, criança, mãe, pai, e muitos outros atores.
Por conta destes muitos atores é que este momento merece uma reflexão profunda dos espíritas sobre o tema, afinal muito tem se falado sobre uma visão unilateral, o lado da criança, em detrimento dos demais atores do processo, nos discursos a favor da Vida, o que, realmente, é um contrassenso.
Os que são a favor do aborto voluntário de uma gestação sem complicações, sustentam que a criminalização do aborto compromete a dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres e afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas, pobres, de baixa escolaridade e que vivem distante de centros urbanos, onde os métodos para a realização de um aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, afrontando também o princípio da não discriminação.
Outro aspecto apontado como violado é o direito à saúde, à integridade física e psicológica das mulheres, e ainda o direito à vida e à segurança, “por relegar mulheres à clandestinidade de procedimentos ilegais e inseguros” que causam mortes evitáveis e danos à saúde física e mental.
Qual o papel da Casa Espírita neste contexto? Legalizar a morte seria a solução possível?
É urgente que o movimento espírita discuta projetos de acolhimento às mulheres em situação de fragilidade, de todos os matizes, seja financeira, como emocional, ou qualquer outra situação que poderia levá-las a optar pela interrupção da gestação,.... é mais do que urgente que as evangelizações espiritistas discutam sexualidade, gênero, direitos, no contexto da Doutrina Espírita.
Precisamos falar destes temas e mais….
Necessitamos discutir e desconstruir conceitos arcaicos sobre família, evidenciando a presença e a responsabilidade do homem na construção e solidificação da família, no acompanhamento da gestação e no suporte a amamentação, no respeito a mulher e a todos e todas com quem ele se relacionar em sua vida.
Tudo isso é educação espírita!!
Tudo isso é necessário para discutirmos sobre aborto sob o ponto de vista da Doutrina Espírita.
O CEERJ não concorda com a legalização do aborto por inúmeras razões. Primeiro, porque o que protege a saúde das mulheres não é legalizar o aborto e sim promover uma educação para uma vida sexual e reprodutiva saudável, além de atendimento médico e psicológico de qualidade, sempre e não apenas durante a gestação; o que protege as mulheres é uma sociedade que eduque os meninos e futuros pais a aprender a conviver com as mulheres em igualdade e porque há dados falsos naqueles que são apresentados pelos movimentos pró-aborto, o que já vem sendo divulgado amplamente na mídia, alimentados por interesses econômicos escusos¹. O CEERJ não concorda com o aborto porque interrompe a reencarnação de um espírito que lutou muito para estar ali e terá rompida sua oportunidade de vivenciar a Lei de Amor em plenitude.
Por tudo isso, pedimos aos espíritas que reflitam neste momento, trazido por Deus para nós, não por acaso, mas no momento que podemos e devemos trabalhar para a construção de um mundo melhor e mais feliz.
¹http://estudosnacionais.com/anexos/FinanciadoresdaADPF442-MarlonDerosa.pdf
Nota Oficial
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CEERJ AREX SOBRE AS ELEIÇÕES 2020
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Nota AREX setembro - suspensão de atividades presenciais.docx
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Orientações para retorno às atividades presenciais 27-07-2020
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Nota sobre reabertura 2020 julho
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Nota oficial CEERJ aborto -12 semana
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Nota CEERJ sobre o COVID-19
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NOTA SOBRE DECRETO MUNICIPAL COVID-19
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