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FORMAÇÃO E TRAJETÓRIA DO MOVIMENTO ESPÍRITA

NO ESTADO DO RIO JANEIRO

A importância dos centros de memória para as instituições

Os centros de memória são um espaço relativamente recente de preservação do patrimônio histórico das organizações. Nascidos a partir do conceito de centro de documentação – nome técnico dado às entidades responsáveis pela coleta, análise e preservação de informações sobre determinado tema –, os centros de memória têm se desenvolvido bastante ao longo dos anos 2000 como mecanismo de preservação da memória das organizações, sejam elas empresas ou entidades, visando, entre outras coisas, potencializar o seu uso como ferramenta estratégica de gestão.

Um centro de memória é por definição uma área, setor ou unidade que tem como objetivo reunir, organizar, conservar e produzir conteúdo a partir da memória institucional, presente tanto na documentação histórica da organização quanto na memória de seus colaboradores e de outros atores relacionados à vida institucional.

Além do aspecto documental, das informações contidas em documentos de arquivo, coleções bibliográficas e objetos, preservados por seu valor histórico, a memória de uma organização está também nas pessoas. Uma parte significativa do trabalho realizado nos centros de memória é justamente coletar a memória dessas pessoas, utilizando diversas ferramentas e metodologias de registro, como a da história oral, com a realização de entrevistas.

O acervo histórico preservado, tratado adequadamente, é fonte para o desenvolvimento de projetos e serviços variados, dando apoio às ações institucionais.

Podemos delimitar três grandes áreas em que a memória pode contribuir com a instituição.

A primeira delas é a reputação institucional. A ideia de que a memória de uma organização pode ter um uso estratégico para a sua administração é um conceito novo. Gradativamente, ao longo dos anos, a memória tem sido percebida como um fator importante para a reputação das organizações, ao demonstrar como os valores e a missão institucional podem ser responsáveis, em diferentes momentos, pelo fortalecimento da imagem institucional junto ao público externo.

As outras duas áreas são intrínsecas: a cultura organizacional e a gestão do conhecimento.

A cultura organizacional influencia a própria existência da organização. A memória institucional pretendida como a representação que o grupo faz do próprio passado, construída a partir dos dados de sua trajetória mostra a importância de cada colaborador dentro do contexto institucional. É ideia de pertencimento. Conhecer a história na qual o indivíduo está inserido dá novo sentido ao trabalho desempenhado e pode transformá-los em agentes de fortalecimento e disseminação da cultura. A partir do sentimento de pertencimento se faz necessário receber e tratar informações produzidas pela instituição em diversas áreas formando instrumentos de gestão do conhecimento acumulado ao longo do tempo.

Os centros de memória têm um importante papel no processo de garantir a existência de um local em que a informação produzida, através de dados históricos, seja preservada e que esse acervo de informação e conhecimento tenha uso futuro, não sendo apenas um espaço de exposição estático.

Para esse uso dinâmico é importante a criação de mecanismos de gestão do conhecimento produzidos pela instituição tornando o local espaço de acesso à circulação de informação e a troca de experiências entre os diversos integrantes da instituição.

A preservação e disseminação da memória institucional são de grande importância, mas a implantação de um centro de memória não é algo tão simples. Para sua criação é necessário cumprir várias etapas e ações estratégicas validadas pela direção da instituição.

Ponto importante a ser notado é que o centro de memória deve ser independente, não deve ser um setor subordinado; deve ser tratado como uma unidade de assessoria, para atendimento a qualquer área dentro da organização.

A equipe, dentro do possível, deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais de diversas áreas do conhecimento desde historiadores até TI, possibilitando diferentes visões sobre a memória da organização.

A infraestrutura do centro de memória deve ter atenção especial por ser sua característica mais visível. Deve ser instalada conforme as ações pretendidas. É necessário que exista uma reserva técnica. É necessária uma rede de dados para atividades em ambiente digital. É necessário que haja um espaço de encontro como local de reflexão, pesquisa e troca de informações.

Considero que a mais importante dimensão do centro de memória é fortalecer o engajamento da instituição com sua atribuição histórica; tratando o seu passado como patrimônio a ser apropriado por todos tanto no âmbito social e como cultural.

MOVIMENTO ESPÍRITA

NO ESTADO DO RIO JANEIRO

Estamos em um momento de resgate histórico em diversas áreas de conhecimento e instituições. Vemos hoje uma onda de revisionismo em vários países com remoção de estatuas, mudança de nomes de ruas e espaços culturais, retirada de certos filmes de catálogos... Se isso é bom ou não para nossa cultura é um longo debate.

O mais importante é que estão sendo despertados o interesse e a necessidade de conhecimento da história para a valorização do passado e entendimento do presente. Em nossa Doutrina não está sendo diferente. Para enfrentarmos os problemas atuais e os incertos desafios de um mundo pós-pandemia é muito importante conhecermos nosso passado e os personagens que formaram e consolidaram o Movimento Espírita no estado do Rio de Janeiro.

Vamos então fazer uma prazerosa viagem ao passado e relembrar, através de uma linha do tempo, a chegada, desenvolvimento e a consolidação de nossa Doutrina no Rio de Janeiro. Importante ressaltar que será usada nesse artigo a grafia original das fontes pesquisadas.

Vamos iniciar com as primeiras notícias chegadas ao Brasil vindas da Europa sobre as manifestações dos espíritos:

  • Em 14/06/1853 é publicado no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro notícias sobre as "mesas girantes".

  • Em 02/07/1853, o correspondente em Paris do Diário de Pernambuco, conta que "não se pode pôr o pé em um salão, sem ver toda a sociedade em torno de uma mesa redonda, tendo cada um o dedo mínimo apoiado no do vizinho, e esperando todos em silêncio que a tábula queira voltear".

  • Em 15/07/1853, o jornal O Cearense transcreve a primeira notícia sobre as mesas girantes: "Apareceu agora em França um fato que despertou sumamente a curiosidade pública: quero falar-lhes das tábulas volteantes (tables tornantes) que embora tenham sido inventadas na América inglesa, os franceses deram carta de naturalização...”.

Os primeiros movimentos do Espiritismo no Brasil surgiram no Ceará, Pernambuco e na Bahia. A propaganda da Doutrina Espírita ganhou impulso a partir de 1865, quando ocorreu a primeira sessão espírita do Brasil, realizado no Grupo Familiar do Espiritismo em 17 de setembro de 1865, sob a direção Luís Olímpio Teles de Menezes.

Este é o primeiro e legítimo agrupamento de espíritas no Brasil, destinado igualmente a orientar a propaganda e a incentivar a criação de outras sociedades semelhantes pelo resto do País.

O próximo passo também foi dado por Teles de Menezes ao criar, em julho de 1869, o primeiro jornal espírita do Brasil - "O Echo D’Além-Tumulo".

Enfim chegamos ao Rio de Janeiro.

Vamos dividir essa história em duas partes: do final do Império até o ano de 1900 e de 1900 até o Pacto Áureo.

No Rio de Janeiro estava instalada a corte imperial. Todos os importantes acontecimentos relevantes do mundo repercutiam aqui. A cidade tinha grande influência dos costumes franceses, desde a arquitetura, movimentos artísticos até pensamentos filosóficos. Naturalmente as notícias acerca de uma nova filosofia aguçaram a curiosidades de nossos pensadores. Outro ponto que impulsionou essa curiosidade foi a vivência de alguns nobres brasileiros que retornavam de seus estudos na Europa trazendo consigo entre seus livros acadêmicos as primeiras obras publicadas sobre o Espiritismo.

Em 1860, o professor Casimir Lieutaud, fundador do Colégio Francês no Rio de Janeiro, publicou a tradução das obras "Os tempos são chegados” e "O Espiritismo na sua mais simples expressão". Na então capital do Império as primeiras sessões espíritas foram realizadas por franceses na década de 1860.

Em 23 de setembro de 1863 o Jornal do Commercio publica um artigo na seção “Crónicas de Paris”, tecendo comentários sobre o Espiritismo. A importância desse artigo se deve por ter sido citado na Revista Espírita de julho de 1864. Ao final de sua criteriosa analise diz nosso codificador: “Constatamos com satisfação que a ideia espírita faz sensíveis progressos no Rio de Janeiro, onde conta expressivo número de representantes, fervorosos e devotados. A pequena brochura O Espiritismo na sua expressão mais simples, publicada em português, muito contribuiu para ali espalhar os verdadeiros princípios da doutrina.”.

Em 1873 foi fundada a primeira instituição espírita do Rio de Janeiro devidamente organizada; a Sociedade de Estudos Espiríticos - Grupo Confúcio. Por seu regulamento o grupo deveria seguir estritamente os princípios e conceitos expostos no O Livro dos Espíritos e no O Livro dos Médiuns. Nesse grupo foram promovidas as primeiras traduções das obras básicas de Kardec. Seu lema era "Sem caridade não há salvação; sem caridade não há verdadeiro espírita.”

Em 1875, o Grupo Confúcio lançou o primeiro periódico no Rio de Janeiro, a "Revista Espírita", sob a direção de Antônio da Silva Neto.

A Sociedade de Estudos Espiríticos encerra suas atividades em 1876 e da lugar à Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, sob a direção de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio.

Nesse momento o Movimento Eepírita se vê em divergências ideológicas. Um grupo priorizava o aspecto cientifico e filosófico outro sustentava o aspecto religioso. Eram conhecidos como “científicos” e “místicos”.

Em 1877 um grupo se afasta da Sociedade e cria a Congregação Espírita Anjo Ismael (20 de maio).

Um ano depois (1878), outro grupo se separa e funda o Grupo Espírita Caridade (8 de junho).

A Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade se divide em dois grupos. Em três de outubro de 1879 surge à Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade. No ano seguinte o outro grupo cria o Grupo Espírita Fraternidade (1880).

Antônio Luís Sayão tenta em vão conciliar a “Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade” com o “Grupo Espírita Fraternidade”. Nesse contesto, junto a eméritos espíritas, entre eles Bittencourt Sampaio, Luiz Sayão fundou em 15 de julho de 1880 o "Grupo dos Humildes", conhecido como “Grupo do Sayão”. Mais tarde o grupo da origem ao “Grupo de Estudos Evangélicos do Anjo Ismael” (Grupo Ismael).

No ano seguinte (1881), o “Grupo Fraternidade” se divide e com apoio de Francisco Raimundo Ewerton Quadros foi fundado o Grupo Espírita Humildade e Fraternidade.

O ano 1881 marcou o início da perseguição oficial ao Espiritismo. Em 28 de agosto uma a ordem policial que proibiu o funcionamento da “Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade” e dos centros filiados. Houve grande mobilização do ME junto às autoridades até que em seis de setembro foram recebidos pelo próprio imperador Pedro II.

A primeira ação policial contra o Espiritismo inspirou a fundação em outubro de 1881, do Grupo Espírita Vinte e Oito de Agosto, data que os espíritas quiseram fixar para a posteridade.

Sob essa delicada situação no dia 6 de setembro de 1881 a Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade realiza o Primeiro Congresso Espírita do Brasil, com o objetivo de reunir e orientar as instituições espíritas.

A partir das resoluções desse congresso é criado em três de outubro o Centro da União Espírita do Brasil, a primeira instituição unificadora do movimento espírita nacional, dirigida por Afonso Angeli Torteroli.

Em 28 de agosto de 1882 aconteceu a I Exposição Espírita do Brasil, na sede da Sociedade Acadêmica. Na ocasião foi lançado ainda o jornal "O Renovador".

Em 21 de janeiro de 1883 Augusto Elias da Silva, lança o periódico “Reformador”.

Em uma reunião de colaboradores do periódico em 27 de dezembro de 1883 foi sugerida a criação de uma instituição que fosse neutra, ou seja, nem mística nem científica. Participaram dessa reunião Francisco Raimundo Ewerton Quadros, Manoel Fernandes Filgueiras, João Francisco da Silveira Pinto, Maria Balbina da Conceição Batista, Matilde Elias da Silva, Luis Móllica, Elvira P. Móllica, José Agostinho Marques Porto, Francisco Antônio Xavier Pinheiro, Manoel Estêvão de Amorim e Quádrio Léo.

Este grupo reúne-se novamente no dia 1º de janeiro de 1884 na casa de Elias da Silva, na Rua da Carioca nº 120 – sobrado e funda a Federação Espírita Brasileira, tendo como primeiro presidente Ewerton Quadros.

Em 17 de agosto de 1885, na rua da Alfândega, a FEB inaugurou o ciclo de conferências públicas com os grandes pioneiros do Espiritismo no país. As palestras trazem grande interesse ao público e para acomoda-los se transfiram para o Salão da Guarda Velha (atual Avenida 13 de Maio). É nesse salão que a 16 de agosto de 1886, Adolfo Bezerra de Menezes proclama publicamente sua conversão ao Espiritismo diante de mais de aproximadamente 1.500 pessoas. Grande marco para a Doutrina Espírita.

O ultimo fato importante, antes da queda da monarquia foi a fundação em 1887 do Grupo Espírita Sete de Março por Elias da Silva.

No início do ano de 1889 Ewerton Quadros deixa a presidência da FEB e se inicia o primeiro mandato de Bezerra de Menezes.

Bezerra de Menezes entregou-se ao trabalho da unificação e sua ação mais importante para essa meta foi a convocação de um congresso em 31 de março de1889 onde 34 grupos compareceram e concordaram em criar o Centro Espírita Fraternidade, um novo centro federativo, no qual cada agremiação teria um representante.

No final do ano de 1889 desejando dedicar-se mais ao Centro Espírita Fraternidade Bezerra de Menezes passa a presidência da FEB a Francisco Dias da Cruz.

O crescimento da DE causou certo impacto na sociedade. A imprensa com o apoio da Igreja desferia duros ataques. Vejamos um trecho do mais importante jornal da época: “O espiritismo mais perigoso do que a magia com as suas encantações e talismãs não pode ficar impune só como indústria ilícita, cabe sob o gládio vingador da lei como arte de curar ou início de curar, deve desfiar todo o seu rigor, porque é uma ameaça à segurança da saúde, da vida e quiçá da honra.” (JORNAL DO COMMERCIO, 12/1890).

Em 11 de outubro de 1890 o Estado promulgou o Código Penal da República onde o Espiritismo é criminalizado:

Código Penal de 1890

CAPITULO III

DOS CRIMES CONTRA A SAUDE PUBLICA

Art. 157. Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilegios, usar de talismans e cartomancias para despertar sentimentos de odio ou amor, inculcar cura de molestias curaveis ou incuraveis, emfim, para fascinar e subjugar a credulidade publica:

Penas - de prisão cellular por um a seis mezes e multa de 100$ a 500$000.

O Governo autorizou a polícia a invadir residências à procura de infratores. Em 1891 vários espíritas foram detidos. Com a proibição de se reunirem, muitos centros espíritas fecharam as suas portas, a fim de que não incorressem nas penas da Lei. A FEB foi suspendeu a publicação de sua revista “Reformador”.

Mesmo em meio a essa opressão Bezerra de Menezes funda o Grupo Espírita Regeneração (18 de fevereiro de 1891), a “Casa dos Benefícios”.

Em 4 de abril de 1894 é fundada outra casa federativa, o Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil.

No final de 1894 Dias da Cruz deixa a presidência da FEB. Assume Júlio César Leal que renuncia à presidência em julho de 1895. Em três de agosto de 1895 numa assembleia extraordinária o Bezerra de Menezes é aclamado e assume novamente a presidência da FEB.

Bezerra de Menezes segue a frente da FEB até desencarnar em 1900, encerrando assim a primeira parte, a parte pioneira da história do espiritismo no Rio de Janeiro.

Como interseção faremos referência - e reverência – a algumas das primeiras Casas Espíritas fundadas no estado do Rio de Janeiro:

  • CENTRO ESPÍRITA JACAREPAGUÁ - 28/08/1872 – Rio de Janeiro

  • CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA - 02/08/1888 – Nova Friburgo

  • UNIÃO ESPIRITA FERNANDES FIGUEIRA E BEZERRA DE MENEZES - 12/12/1888 – Rio de Janeiro

  • ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA RITA DE CÁSSIA - 22/05/1901 – Rio de Janeiro

  • CENTRO ESPÍRITA CRISTÓFILOS - 01/05/1904 – Rio de Janeiro

  • INSTITUTO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES - 30/06/1907 – Rio de Janeiro

  • GREMIO ESPIRITA NAZARENO - 25/12/1908 – Rio de Janeiro

  • CENTRO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES - 12/09/1912 – Rio de Janeiro

  • CENTRO ESPIRITA DE VALENÇA - 09/12/1912 – Valença

  • CENTRO ESPÍRITA HUMILDADE E CARIDADE - 13/04/1913 – Nova Iguaçu

A partir dos anos 1900 surgem vários movimentos no caminho da unificação.

  • Em 01 de outubro de 1904, após reuniões com representantes de Centros Espiritas do Rio de Janeiro e de alguns outros estados, a FEB anuncia o programa de unificação Bases de Organização Espírita.

  • Em 21 de dezembro de 1924, foi criado na FEB o Conselho Federativo.

  • Em 1925 é aprovado o regulamento de adesão das federativas à Federação.

  • Em 31 de março de 1926, durante o Primeiro Congresso Constituinte Espírita Nacional, realizado na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a “Liga Espírita do Brasil” por Aurino Barbosa Souto. Congresso realizado após união ecumênica em resposta a reforma constitucional do governo de Arthur Bernardes que pretendia oficializar o estudo do Catolicismo no Brasil.

  • De 3 a 8 de outubro de 1926 é realizada a primeira reunião do Conselho Federativo da FEB.

Fato importante nesse período foi inaugurada em 10 de dezembro de 1911 a nova sede da FEB, na Rua do Sacramento (atual Avenida Passos).

A 1 de maio de 1912 é fundado por Inácio Bittencourt o periódico “Aurora”. Sob sua presidência será fundado, em 1919, o Abrigo Tereza de Jesus, obra assistencial ainda em pleno funcionamento nos dias de hoje.

Em 1937 com a implantação do Estado Novo no país, a repressão ao Espiritismo aumentou. No dia 27 de outubro a FEB tem suas portas fechadas pela polícia e só reabre dias depois após ordem direta do Ministro da Justiça, Macedo Soares.

Na Era Vargas a perseguição foi muito grande. Naquela época era necessário um ofício destinado a polícia para abrir um Centro Espírita. As instituições eram obrigadas a manter um livro com dados pessoais dos frequentadores que deveria ser levado à delegacia de polícia para registro oficial. Anualmente, os médiuns e os dirigentes eram convocados a comparecer na delegacia policial para serem examinados por médico destacado pela Secretaria de Higiene e Saúde Mental. Somente depois desse exame é que os considerados aptos poderiam atuar.

Em 1939 foi realização do I Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas.

Em 11 de junho de 1941 foi fundada a Sociedade de Medicina e Espiritismo do Rio de Janeiro, tendo como primeiro presidente o Dr. Levindo Gonçalves de Mello.

Em 30 de dezembro 1945 foi fundado o Hospital Espírita Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro, por Agostinho Pereira de Souza com a finalidade de dar assistência médico-hospitalar gratuita na área da Psiquiatria, exclusivamente a mulheres com distúrbios mentais e atendimento médico-ambulatorial a ambos os sexos.

Nesse período a FEB se dedicou a tarefa de fortalecer seu departamento editorial. Guillon Ribeiro, que desencarna em 1943 atuou para que a FEB instalasse sua própria oficina tipográfica e Wantuil de Freitas, seu sucessor, seguiu seus passos dando total prioridade à tarefa do livro espírita. A grande meta de Wantuil de Freitas era a industrialização do departamento editorial da casa. A concretização dessa meta produziu grande avanço doutrinário, inclusive auxiliando e impulsionando as diversas editoras espíritas.

De 18 a 20 de julho de 1948 foi realizado 1º Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, no Rio de Janeiro, idealizado por Leopoldo Machado.

De 3 a 12 de outubro de 1949, foi organizado pela Liga Espírita do Brasil o II Congresso Espírita Pan-americano no rio de Janeiro. O evento ocorreu no teatro João Caetano. Ocorreu que no dia cinco de outubro alguns dos participantes do Congresso se reuniram no Hotel Serrador e logo após dirigiram-se à sede da FEB com o objetivo de terem uma conversa com seu presidente Wantuil de Freitas. Foram ouvidos e Wantuil de Freitas apresenta uma agenda em que é criado o Conselho Federativo Nacional. Lins de Vasconcelos, uns dos signatários, no dia 8 de outubro escreve um artigo no Jornal Mundo Espírita noticiando o evento nos termos: "5 de outubro, Dia Áureo da Confraternização Espírita", celebrizando a expressão “Pacto Áureo”.

O próximo passo para a consolidação do “Pacto Áureo” foi a “Caravana da Fraternidade”, idealizada por alguns de seus signatários, que teve por finalidade, além de divulgar os objetivos da unificação, colher adesões dos Estados do Norte e do Nordeste. Os caravaneiros Artur Lins de Vasconcelos, Carlos Jordão da Silva, Francisco Spinelli, Ary Casadio e Leopoldo Machado saíram do Rio de Janeiro, no dia 31 de outubro de 1950, com destino a Salvador. Luiz Burgos Filho se junta ao grupo no Recife e apenas este e Leopoldo Machado chegam até Manaus. A caravana se encerra com uma visita a Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, no dia 11 de dezembro de 1950.

Liga Espírita do Brasil deixaria de ser federativa nacional e passaria a atuar apenas no Estado do Rio de Janeiro, além da mudança da sigla.

Para a consolidação do “Pacto Áureo” foi formada a “Caravana da Fraternidade”, idealizada por alguns de seus signatários, que teve por finalidade, além de divulgar os objetivos da unificação, colher adesões dos Estados do Norte e do Nordeste. Em 31 de outubro de 1950 os caravaneiros Artur Lins de Vasconcelos, Carlos Jordão da Silva, Francisco Spinelli, Ary Casadio e Leopoldo Machado saíram do Rio de Janeiro, no dia 31 de outubro de 1950, com destino a Salvador. A caravana se encerra com uma visita a Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, no dia 11 de dezembro de 1950.




IMERSÃO TEMÁTICA COM A  COORDENAÇÃO NACIONAL DA FEB

Tratamos da Comunicação Social Espírita neste momento de pandemia e novos cenários de atuação nos meios virtuais.

Arquivos das Apresentações:



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https://www.youtube.com/watch?v=FBVD-e3kL8I
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O evento aconteceu no dia 06 Junho de 2020. Maratona Virtual de Comunicação das 9:00 às 19:30.



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Participação dos coordenadores regionais da FEB

haroldodutradiasCONVIDADO:
Haroldo Dutra Dias

Haroldo Dutra Dias é juiz de direito, humanista, escritor, tradutor e palestrante internacional. Estudioso de temas importantes, há mais de vinte anos, como: Filosofia, Psicologia, Habilidades Socioemocionais, Espiritualidade e Literatura Grega. Realiza treinamentos em tribunais, empresas e organizações. É articulista e autor de diversas obras.

 

  • Ambientação a partir das 8:30.
  • Fala inicial sobre estrutura CEERJ.
  • Comunicação para a Nova Era, Filosofia e Funções: O Comunicador Mensageiro.
  • Desafios da Comunicação e do comunicador espírita no Movimento Espírita diante de uma nova realidade virtual.
  • A missão transversal da comunicação espírita em um novo continente invisível e realidades de integração.
  • Intervalo com vídeos e músicas
  • Espiritismo.NET, uma casa espírita virtual.
  • Jovem, herdeiro dos novos tempos e a experiência da transição da ACSE, essências de uma mudança.
  • O livro espírita, conhecimento e mídia de evangelização.
  • A quarta fase de divulgação do Espiritismo - Revista Espírita.
  • A gestão de conteúdo e a malha federativa. Uma visão institucional da FEB.
  • Ambientação Musical, a arte e a música sublime em favor da comunicação evangelizadora
  • Pelos Caminhos de Paulo, o resgate de um convite. A comunicação espírita diante dos novos tempos.




 






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