Colaboração: 14º CEU

O Carnaval e Nós

O Espiritismo é uma doutrina que não se utiliza da pedagogia do medo, do famoso: “Não faça isso ou você receberá uma punição divina”. Pelo Contrário, ela é uma Doutrina que visa à correção de nossos atos e pensamentos pelo esclarecimento das Leis Morais que regem o Universo.

Logo, para o espiritismo não existem proibições, mas o esclarecimento de que para toda causa existe um efeito, ou seja, para qualquer ação que venhamos a cometer haverá uma consequência. Sabendo disso podemos optar de maneira consciente sobre a prática ou não de determinada ação.

E por que estamos falando sobre isso? Porque, na verdade, queremos chegar num ponto importante para o momento atual: O ambiente terreno neste período de Carnaval e os cuidados que devemos ter.

Os livros Nas Fronteiras da Loucura e Entre Dois Mundos, ambos do espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografados por Divaldo Franco, nos mostram a visão espiritual do ambiente da Terra neste período, bem como as equipes espirituais se preparam para nos auxiliar nas possíveis quedas venhamos a ter e as suas consequências.

Manoel Philomeno de Miranda nos explica que no período do Carnaval, o pensamento coletivo se volta apenas para as paixões humanas e materiais, caminhando fatalmente para todos os tipos de excessos: bebidas alcoólicas, a sensualidade, as drogas, os relacionamentos momentâneos; situações que a grande maioria não toleraria fora deste período. Todavia, ele nos recorda que para a visão material que temos do Carnaval existe também a visão espiritual, ou seja, a quantidade de espíritos desencarnados que se comprazem deste momento e influenciam a grande multidão de encarnados. São duas multidões que se aproximam pela mesma onda vibratória.

Por isso, nos dias que se avizinham é importante que mantenhamos redobrada a vigília sobre os nossos pensamentos e atos, para que não venhamos cometer ações impensadas e que nos trarão sérios prejuízos espirituais, que exigirão de nós esforços redobrados para a correção.

Sigamos neste momento com a responsabilidade aumentada, sabendo que neste período, por conta das influências inferiores serem maiores, devemos aumentar a nossa atenção em relação ao que pensamos e fazemos, recordando sempre a frase de Emmanuel retirada da mensagem Carnaval, de 1939 e psicografada por Chico Xavier, que embora enérgica, é um verdadeiro alerta de quem não deseja nos ver na adversidade, mas na Paz do Cristo:

"Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.”

Sigamos atentos e em Paz com Jesus!

Sigamos com Deus vibrando em nossos corações!



Colaboração: 2º CEU

VIDA

O ser humano, espécie autoproclamada “suprassumo da criação”, realmente foi e continua sendo capaz de realizar coisas maravilhosas.

Somente para citar esses últimos cem anos, já mandamos gente para o espaço, alcançamos as profundezas abissais, encontramos cura para quase todos os males do corpo e da alma, encurtamos distâncias com a tecnologia, criamos bem-estar, criamos coisas, criamos arte, criamos...

Só uma coisa o ser humano não foi capaz de criar: VIDA!

Essa coisa que ninguém sabe explicar direito, mas que todo mundo sabe bem o que é; esse “sopro nas narinas” que só Deus sabe o jeitinho de fazer dar certo é o que nos faz estar aqui, ocupando nosso lugar no tempo e no espaço.

Quando olhamos a barriga de uma gestante crescendo... ali tem vida! Desde o instante mágico da concepção, aquela célula única, que é um pouquinho do pai e um pouquinho da mãe, terá se multiplicado em alguns bilhões de células – cada uma com uma forma e função específica. Diga àquela criança que ela é bem-vinda entre nós. Não importa a forma como foi gerada ou como se apresente – é inegavelmente um membro da família humana.

Quando nos afligimos ou nos sentimos incomodados com um menor infrator... ali tem vida! Provavelmente aquela criança não teve a mesma oportunidade que nós tivemos, de nascer num lar estruturado, estudar, fazer todas as refeições. Não aumente o seu sofrimento. Se possível, dê-lhe algum amparo, orientação, um gesto de carinho...

Quando vemos uma pessoa se afundando nos vícios, seja álcool, drogas as mais diversas ou jogo, e pensamos “não tem mais jeito”… ali tem vida! São seres humanos como nós, capazes de coisas incríveis – inclusive se recuperar. Estenda sua mão. Aponte uma saída, pois ela existe. Mas depende muito da vontade sincera de quem vive o problema e do apoio de quem está próximo.

Quando sentimos raiva com os escândalos da política… ali também tem vida! Proteste, denuncie, mas não se esqueça: ali também tem um ser humano que erra. E você pode garantir, com toda segurança que faria diferente?

Quando alguma fatalidade nos suprime os movimentos, a saúde ou a consciência plena de nós mesmos ou de alguém que amamos e lá no fundo uma voz diz “seria melhor ter morrido”… ali tem vida! Reinvente a vida! Supere os obstáculos! As paralimpíadas estão cheias de exemplos de reinvenção e superação.
Quando nos sentamos ao lado de um ente querido num leito de hospital, em coma, auxiliado por aparelhos, aparentemente alheio à nossa presença… ali tem vida! Mesmo que os sentidos físicos não deem sinais, o Espírito está ali, por algum motivo precisando passar por aquele estágio. Converse com ele. Pode conversar! Ele com certeza está te ouvindo.

Quando, enfim, é você que já não vê mais sentido em continuar… dentro de você tem vida! Milhões de células trabalhando sem cessar para manter a máquina funcionando. Gerações e gerações suaram a camisa, queimaram pestana, enfrentaram guerras, para hoje você ter todo esse conforto. Dezenas de amigos espirituais trabalharam planejando a sua encarnação e continuam trabalhando até hoje sem que você perceba. Estão torcendo pelo seu sucesso. Sofrem com seus desacertos. Vibram com suas vitórias… e bem acima de todos, mas não longe, bem pertinho… aliás, aí dento de você, tem Deus – aquele mesmo que soprou nas suas narinas, lembra? Pois é… é por causa dele que você está lendo este artigo. Pelo menos um pouquinho de gratidão, né?

Então? Que tal abrir a janela, olhar o céu, estufar o peito, abrir os braços e gritar bem alto:
- AQUI TEM VIDA!!!!


 

Colaboração: 17º CEU

Festa de natal


Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1863 > Abril > Dissertações espíritas 
(Sociedade Espírita de Tours, 24 de dezembro de 1862 - Médium: Sr. N.)

É nesta noite que, no mundo cristão, se festeja o nascimento do Menino Jesus. Mas vós, meus irmãos, deveis também alegrar-vos e festejar o nascimento da nova Doutrina Espírita. Vê-la-eis crescer como essa criança. Ela virá, como ele, esclarecer os homens e lhes mostrar o caminho que devem percorrer. Em breve vereis os reis, como os magos, virem pessoalmente a esta doutrina pedir o socorro que não encontram nas ideias antigas. Eles não vos trarão incenso e mirra, mas prosternar-seão de coração ante as ideias novas do Espiritismo. Já não vedes brilhar a estrela que deve guiá-los? Coragem, pois, meus irmãos! Coragem! Em breve, com o mundo inteiro, podereis celebrar a grande festa da regeneração da Humanidade.

Meus irmãos, durante muito tempo encerrastes no coração o germe desta doutrina. Eis, porém, que hoje ele surge em plena luz, com o apoio de um tutor solidamente plantado e que não deixará que verguem seus galhos tenros. Com esse sustentáculo providencial, ele crescerá dia a dia e tornar-se-á a árvore da criação divina. Dessa árvore colhereis frutos dos quais não conservareis a exclusividade para vós, mas para os vossos irmãos que tiverem fome e sede da fé sagrada. Oh! Então apresentai-lhes esse fruto, e gritai-lhes do fundo do vosso coração: “Vinde, vinde partilhar conosco o que alimenta o nosso espírito e alivia as nossas dores físicas e morais.”

Mas não esqueçais, meus irmãos, que Deus vos fez fermentar o primeiro germe; que esse germe cresceu e já se tornou uma árvore capaz de dar o seu fruto. Restar-vos-á algo a utilizar: os galhos que podereis transplantar. Mas, antes, vede se o terreno, ao qual confiais esse germe, não oculta sob sua camada aparente algum verme roedor, que poderia devorar aquilo que o Mestre vos confiou.

SÃO LUÍS.