Nós espíritas,estudiosos da doutrina de Allan Kardec, repudiamos todo e qualquer ato de violência contra nossos irmãos da umbanda e do candomblé, bem como qualquer outro ato persecutório das demais religiões.

A exemplo do codificador, estamos prontos a responder críticas e refutar opositores, sempre guardando a máxima maior da caridade, que carreia consigo a prática da indulgência e da benevolência.

Infelizmente ainda campeia pelo mundo atual, velhos vícios da natureza humana. O espírito orgulhoso e sectário, há tanto tempo dominante nas atividades da fé, continua a causar estragos e como afirma o benfeitor espiritual Emmanuel “de quando em quando,rajadas de ódios e dúvidas sopram nas igrejas desprevenidas da Terra. Os crentes olvidam o “não julgueis” e confiam-se a lutas angustiosas”.

Nas ultimas duas semanas foram registrados sete ataques contra terreiros de práticas espiritualistas em nossa cidade do Rio de Janeiro, além de chegar a nossa federativa, denúncia de intimidação e ameaça velada contra atividade de instituição adesa, pertencente a um dos nossos Conselhos Espíritas de Unificação.

Todos estes atos afrontam a Constituição Brasileira em seu artigo 5,parágrafo VI, quando afirma ser “ inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção dos locais de culto e as suas liturgias”

Essas atitudes fanáticas e radicais, são alvo de nosso repúdio.

O orgulho presunçoso e o egoísmo destruidor deve sair do cenário e dar lugar à convivência respeitosa, o aprendizado com as diferenças e pluralidades. O mundo está carente de agentes da fé que saibam discernir e não dissentir, a conhecer e não a condenar, porque nenhum de nós está apto, em quaisquer situações a dar o ponto final sobre qualquer matéria.

Fiquemos com Paulo de Tarso quando afirma “O Mestre Jesus nos ensinou que nenhuma obra útil se poderá fazer na Terra sem a cooperação fraternal.


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