Poderia a sociedade reger-se unicamente pelas leis naturais, sem o concurso das leis humanas?

R. Poderia, se todos as compreendessem bem. Se os homens as quisessem praticar, elas bastariam. A sociedade, porém, tem suas exigências. São-lhe neces­sárias leis espe­ciais."

(O Livro dos Espí­ritos, perg. 794 – Allan Kardec)

DIRETRIZ ENEFE

MANUAL

SUMÁRIO

  1. ENEFE: COMO TUDO COMEÇOU

  2. POR QUE NO CARNAVAL?

  3. FUNDAMENTOS DO ENEFE

  1. Visão

  2. Missão

  3. Justificativa Espiritual

  4. Proposta

  5. Objetivos

  1. ORGANIZAÇÃO DO ENEFE

  1. Quem coordena

  2. Quem realiza

  3. A quem se destina

  1. EQUIPES NECESSÁRIAS PARA REALIZAÇÃO DO ENEFE NOS NÚCLEOS

  1. Recepção e secretaria

  2. Lanche

  3. Estudos (elaboração e apresentação do tema)

  4. Divulgação

  5. Coordenação

  1. METODOLOGIA DO ENEFE

  1. Formação continuada dos coordenadores

  2. Diretrizes metodológicas

  3. Conteúdos trabalhados

  4. Vantagens do encontro acontecer em todo o Rio de Janeiro

7. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

a. Situação Atual

b. O Panorama Social Brasileiro

c. Conclusões

d. Implantação e Ampliação de Núcleos de ENEFE

1) Metas a alcançar Curto prazo

2) Metas a alcançar Médio prazo

3) Metas a alcançar Longo prazo

e. Estratégias de Ação

f. Multiplicadores

g. Monitoramento e Avaliação

1. ENEFE: COMO TUDO COMEÇOU

Tudo começou em 1976 com o 1º Encontro de Casais organizado e coordenado por uma equipe de trabalhadores do bairro de Bangu no Município do Rio de Janeiro.

A partir de 1977, o evento passou a ser realizado no município de Angra dos Réis - RJ com o nome de “Confraternização de Casais Espíritas em Angra dos Reis” - CCEAR e assim se solidificou acontecendo, de forma ininterrupta, até 1991.

Em 1989, por ocasião da proposta da FEB da realização, á nível nacional, da Campanha “Viver em Família”, companheiros do antigo DIJ da USEERJ se reuniram para estruturarem um evento voltado especificamente para a família a ser realizado em conjunto com a COMEERJ.

A ideia genial de um “Encontro da Família” foi desenvolvida tendo um tema único para os dois eventos e a infraestrutura, por estar pronta, também foi partilhada.

Por se tratar da família, os objetivos específicos, a metodologia a ser aplicada, os enfoques e as ações estavam voltados para as questões familiares.

Os integrantes das famílias não dormiam no local e podiam levar os filhos pequenos que ficavam no grupo dos pequenos companheiros. Este procedimento, em particular, não deu certo, pois quando a criança começava a se adaptar, os pais iam para casa, ou não voltavam no dia seguinte, ou deixavam as crianças dormindo em casa.

Assim, surgiu a ideia de se usar outros espaços: Casa Espírita, Escolas, que necessariamente, não estavam vinculados ao Polo de COMEERJ e, então, o encontro passou a acontecer dentro e fora dos Polos de COMEERJ. O público alvo principal eram os pais dos jovens que estavam na COMEERJ.

O primeiro encontro aconteceu no ano de 1990 e foi desenvolvido com muita música, criatividade, bom humor e muito estudo desenvolvido através de dinâmicas de grupo. O encontro contou com o apoio de uma taxa de contribuição para lanches ou almoço que seria abolida sempre que alguém não pudesse contribuir.

Era comum convidarem-se oradores e/ou dinamizadores para o desenvolvimento do tema em suas diversas expressões.

Dando continuidade às ideias iniciais, procurou-se abrir espaços para a realização dos Encontros da Família e, assim, foram convidadas várias pessoas de diversas Casas Espíritas e com elas seguiu-se até organizar o evento que aconteceria no período de carnaval.

Desta forma, a partir do ano de 1993, acontece o 1º encontro com a denominação de “Encontro Estadual da Família Espírita – ENEFE”, consagrando o feriado de carnaval como período de realização.

No mesmo ano de criação do ENEFE, em 06 de novembro, a Federação Espírita Brasileira (FEB) lançou, a nível nacional, a Campanha “Viver em Família”, cujo lançamento no Estado do Rio de Janeiro aconteceu, simultaneamente, em vários municípios além da capital. Os municípios participantes utilizaram uma mesma programação e um mesmo horário para o lançamento da campanha.

Os trabalhadores do ENEFE visualizaram na formatação da campanha, toda a estrutura de realização do evento e assim, passam a divulgá-la intensamente e incorporaram ao encontro o seu logotipo.

A campanha que deveria ocorrer, durante o ano de 1994, em comemoração ao Ano Internacional da Família, passou a ser divulgada permanentemente por meio do ENEFE que manteve, na íntegra, os seus objetivos voltados para o trabalho com a família.

A seguir, estão os temas, preparados a partir de 1994, mas com execução em 1995 até os dias atuais:

ENEFE

TEMA

ANO

I

Senhor, que queres que eu faça?

1995

II

O Homem de Bem.

1996

III

Agora é o tempo!

1997

IV

Desperte e seja feliz.

1998

V

Lar, semente do amanhã.

1999

VI

Brasil e Espiritismo: compromisso com Jesus.

2000

VII

Evangelizar é a missão do Brasil.

2001

VIII

O arado está pronto, a terra espera. Arai!

2002

IX

Jesus e nós: uma tragédia de amor.

2003

X

Desperta, ó tu que dormes! Acorda e sê feliz.

2004

XI

Homem novo. Mãos à obra!

2005

XII

Viver pela fé.

2006

XIII

Quem ama muda a história da Humanidade. 150 anos de Doutrina Espírita.

2007

XIV

A arte de viver é ousar com Cristo.

2008

XV

Que fazeis de especial?

2009

XVI

Conheces a verdade, agora liberta-te!

2010

XVII

Ser Cristão: uma questão de vivência.

2011

XVIII

O futuro é agora. Por que te deténs?

2012

XIX

No teu coração, uma semente. Que frutos dará?

2013

XX

A fé ativa, construindo uma nova era.

2014

XXI

Caridade. Sublime virtude para a felicidade.

2015

XXII

Desafios da vida: vivemos como cristãos?

2016

XXIII

Educa-te e construirás um mundo melhor

2017

XXIV

Olha o sol atrás dos montes, confia e vai.

2018

XXV

É hora de agir! Ama e trabalha!

2019

2. POR QUE NO PERÍODO DE CARNAVAL?

Por que no período de carnaval a atmosfera é envolvida por ondas mentais em desequilíbrio emitidas por mentes encarnadas e desencarnadas, causando sérios prejuízos aos habitantes do planeta. Por isso acreditamos ser preciso haver alternativas de atividades que estejam de acordo com os princípios doutrinários do Espiritismo.

As experiências anteriores têm demonstrado que os participantes dos encontros, sentem-se de tal forma identificados com a atmosfera espiritual proporcionado pelo ambiente, que ao regressarem às suas atividades cotidianas demonstram maior interesse pelo estudo da doutrina espírita e despertamento dos compromissos consigo mesmo, com o próximo e com Deus.

3. FUNDAMENTOS DO ENEFE

a. Visão

Que a família se reconheça como núcleo educativo de espíritos reencarnantes.

b. Missão

Fortalecer a família com base nos ensinamentos da Doutrina Espírita, para que ela se veja como agente de mudança junto aos espíritos que lhe estão vinculados a fim de alcançarem a felicidade na comunhão com Deus.

c. Justificativa Espiritual

“Não basta, pois, evangelizar as crianças nas instituições espíritas. É imprescindível que essa educação alcance, também, os genitores ou responsáveis. (...) Cuidar da criança - esquecendo os pais da criança - parece-nos esforço incompleto.”

(Martins Peralva - Estudando o Evangelho, pág. “A primeira escola” - FEB)

APONTAMENTOS NECESSÁRIOS

(...) Está surgindo uma corrente – atendeu-me com o esclarecimento que eu desejava – em nossos arraiais doutrinários, que vem apresentando inovações, apoiando-me em teses com que defendem os seus pontos de vistas, cuja respeitabilidade não discutimos, mas com os quais não concordamos. Alguns afirmam a necessidade de cerrar-se as portas das Sociedades Espíritas, nos meses primeiros do ano sob a alegação de férias coletivas, palavra que aqui não tem qualquer sentido positivo ou útil, já que o trabalho para nós tem primazia, no próprio conceito do Mestre, quando afirma: “Meu Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”. (*) Certamente que o repouso é uma necessidade e se faz normal que muitos companheiros, por motivos óbvios, procurem o refazimento em férias e recreações... Sempre haverá, no entanto, aqueles que permanecem e podem prosseguir sustentando, pelo menos, algumas atividades na Casa Espírita, que deve permanecer oferecendo ajuda e esclarecimento, educando almas pela divulgação dos princípios e conceitos doutrinários com vivência da caridade.

“Um outro grupo advoga ser imprescindível fechar-se a Instituição Espírita nos dias de carnaval e de festas populares outras, por causa das vibrações negativas, para evitar-se perturbações de pessoas alcoolizadas ou vândalos que se aproveitem dessas ocasiões para promoverem desordens.”

A Sociedade Espírita que se sustenta na realização dos postulados que apregoa, tem estruturas que a defendem, de um como do outro lado da vida. Depois, cumpre aos dirigentes tomar providências, mediante maior vigilância em tais ocasiões, que impeçam a intromissão de desordeiros ou doentes sem condição de ali permanecer. Acautelar-se, em exagero, do mal, é duvidar da ação do bem; temer agir corretamente, constitui ceder o campo à insânia. Nestes dias, nos quais são maiores e mais frequentes os infortúnios, os insucessos, os sofrimentos, é que se deve estar a postos no lar da caridade, a fim de poder-se ministrar socorro. Por fim, quanto às vibrações serem mais perniciosas em dias deste porte, não há dúvida. A providência a ser tomada deve constituir-se de reforço de valor e de energias salutares para enfrentar-se a situação.

(*) João: 5.17 – nota do autor espiritual.

(Manoel P. de Miranda em conversa com o irmão Genésio Duarte no Livro “Nas fronteiras da Loucura”, Cap. 17 – Apontamentos Necessários – psicografia de Divaldo P. Franco)

d. Proposta

Criar em cada Casa Espírita do Estado do Rio de Janeiro, durante o carnaval, um ambiente de estudos e aprendizagem sobre a Doutrina Espírita, por meio de dinâmicas, estudos comparados e atividades que envolvam as famílias objetivando a conscientização sobre a finalidade, a responsabilidade e a valorização do núcleo familiar.

e . Objetivos

- Oferecer aos participantes condições que os levem:

  1. à valorização do estudo sistemático da Doutrina Espírita, primando pela sua pureza, vivenciado através de atividades pedagógico-educacionais;

  1. à sensibilização para a vivência dos ensinamentos cristãos, consigo mesmo, perante a família, a instituição Espírita e a Sociedade, com vistas a Missão Espiritual do Brasil.

- Contribuir para a Unificação do Movimento Espírita e da Família Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

- Reafirmar e destacar a importante função educadora e regeneradora da família.

4. ORGANIZAÇÃO DO ENEFE

A organização do evento é simples, começa com a participação dos coordenadores dos núcleos junto aos coordenadores de Polos de COMEERJ na escolha do tema central que servirá de base na elaboração dos roteiros de estudos que irão orientar a formatação dos trabalhos que serão desenvolvidos. A partir do tema, os coordenadores de ENEFE reúnem-se para elaborarem o objetivo geral do evento focado para a temática família e, também, a divisão do trabalho em módulos e seus objetivos específicos, dando ao trabalho uma distribuição lógica e sequencial.

a. Quem coordena?

O ENEFE é coordenado por meio de uma coordenação geral vinculada ao Serviço de Evangelização da Família (SEF) da Área de Educação Espírita (AREE) do CEERJ. Conta, primordialmente, com a participação dos Conselhos Espíritas de Unificação (CEU), os quais congregam os trabalhadores de várias Casas Espíritas de suas regiões, na elaboração e realização do encontro. As atribuições da coordenadoria do ENEFE são as seguintes:

FUNÇÃO

OBJETIVO

COMO?

Coordenação Geral

Manter uma unidade de princípios nas ações desenvolvidas pelos Coordenadores gerais e de núcleos que favoreçam a construção, realização e a continuidade do trabalho desenvolvido pelo ENEFE.

1 - Orientando as ações pertinentes ao desenvolvimento do ENEFE em comum acordo com o SEF da AREE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 - Interligando os núcleos ao trabalho desenvolvido e à Federativa.

Coordenador dos Encontros de Família

Promover, incentivar e acompanhar os núcleos na realização dos Encontros de Família anuais em consonância com os critérios estabelecidos nas Diretrizes ENEFE/CEERJ ressaltando a necessidade da permanência do trabalho voltado para a família.

1 - Orientando as ações em comum acordo com a Direção Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 - Verificando quais as regiões onde acontece o ENEFE e que ainda não há encontros de família e incentivar o(s) núcleo(s) da região a fazer(em) o encontro;

3- Mantendo uma relação atualizada dos núcleos que fazem o encontro, com a data, local, horário e nome do responsável pelo núcleo;

4 - Solicitando o envio pelos núcleos dos cartazes na época da realização do encontro e fazer a divulgação junto a AREE e ao Movimento Espírita;

5 - Fazendo um relatório atualizado dos encontros realizados que deverá ser apresentado à direção geral de dois em dois meses a começar pelo mês de junho.

Coordenador da infância e juventude

Incentivar, orientar e acompanhar as atividades desenvolvidas pelos núcleos para a infância e a juventude de acordo com as Diretrizes ENEFE/CEERJ.

1 – Orientando as ações em comum acordo com a Direção Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 - Verificando quantos núcleos tem atividades com a infância e a juventude;

3 – Chamando os coordenadores da infância e juventude dos núcleos para os encontros de coordenação do ENEFE que acontecem no CEERJ;

4 - Verificando as necessidades dos núcleos na elaboração do material;

5 - acompanhando a elaboração e divulgação do material a ser compartilhado

6 - Apresentando sugestões de atividades.

Coordenador de Arte e Música

Desenvolver junto aos coordenadores de núcleos a prática do uso da música e da arte espíritas na elaboração e realização do ENEFE de acordo com as Diretrizes ENEFE/CEERJ.

1 – Orientando as ações em comum acordo com a Direção Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 – Criando um álbum de músicas espíritas que tratem do tema em trabalho. Cada mês um coordenador será responsável pela música ambiente;

3- Apresentando sugestões de atividades artísticas que tratem do tema (teatro, esquete, jogral, pintura, etc)

Coordenador da Divulgação

Divulgar o trabalho da família realizado pelo ENEFE por todos os meios lícitos de comunicação, de forma compatível com os princípios doutrinários, adequando a metodologia e o veículo de comunicação utilizado aos diferentes públicos a que se destina, de conformidade com o nível cultural, social, econômico e faixa etária.

1 - Orientando as ações em comum acordo com a Direção Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 – Mantendo todos os meios de comunicação utilizados pelo ENEFE para sua divulgação, atualizados com:

  • notícias sobre encontros de família;

  • cursos voltados para capacitação de trabalhadores da família e interessados na tarefa;

  • notícias sobre o ENEFE;

3- Criando cartazes que divulguem as ações realizadas pelo ENEFE (encontros, capacitações, etc)

4- Mantendo atualizada a rede de comunicação – Google Drive (resultados das capacitações, palestras realizadas, contribuições dos coordenadores, etc)

Coordenador dos Trabalhos de Campo

Ampliar a área de abrangência do Encontro através dos CEU.

1 - Orientando as ações em comum acordo com a Direção Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ.

2 – Adotando para trabalho uma área de ação, em comum acordo com a Coordenação Geral do ENEFE, a fim de atender as diretrizes e os objetivos estratégicos do CEERJ;

3- Participando das reuniões com a coordenação geral do evento no CEERJ;

4- Conhecendo a sua área de ação;

5- Mantendo estreitos contatos com todos os CEU de sua responsabilidade divulgando o evento e dando apoio, quando necessário, para a criação de novos núcleos;

6- Estabelecendo uma estratégia local junto aos CEU para a ampliação do evento;

7- Coordenando as reuniões de núcleos de ENEFE de sua área de ação;

8- Ampliando a divulgação das atividades do ENEFE em sua área de ação.

Obs:Estes coordenadores deverão fazer parte da coordenação de um núcleo já estabelecido a pelo menos dois anos e serem tarefeiros atuantes no Movimento Espírita de suas regiões.

b. Quem realiza?

A realização do evento fica a cargo dos grupos de trabalhadores que comporão os Núcleos. O local de realização deverá ser uma das Casas Espíritas envolvidas ou um Polo de COMEERJ da região. À medida que o evento for crescendo, novos trabalhadores serão incorporados, abrindo espaços para novas realizações.

c. A quem se destina?

a) Espíritas e frequentadores vinculados a uma Instituição Espírita, interessado no trabalho com a família.

b) Pais e responsáveis por jovens e crianças que participam do Departamento de Infância e Juventude de uma Instituição Espírita.

c) Pequenos Companheiros: crianças até 12 anos acompanhadas de responsável participante do evento. Devendo participar de programação previamente elaborada em consonância com o Tema Central.

Cumpre esclarecer, que os jovens que possuam mais de 12 anos, somente participam do ENEFE se não estiverem dentro dos pré-requisitos exigidos para frequentarem a COMEERJ. Se eles estiverem dentro dos pré-requisitos, a coordenação do núcleo os encaminha, com a permissão dos responsáveis e por meio da evangelização infanto-juvenil da Casa Espírita que frequente, a uma coordenação de COMEERJ.

5. EQUIPES NECESSÁRIAS PARA REALIZAÇÃO DO ENEFE NOS NÚCLEOS

Para a formação das equipes dos Núcleos também estão presentes a integração e a colaboração de todos os coordenadores, ressaltando-lhe a característica fundamental de cooperação. Para tanto, será necessário a organização das seguintes equipes:

a. Recepção e Secretaria

b. Lanche

c. Estudos (elaboração e apresentação do tema)

d. Divulgação

e. Coordenação

a. Equipe de Recepção e Secretaria

  • Confeccionar cartaz de boas-vindas;

  • Preparar local e mesa para a recepção na entrada do centro;

  • Verificar acomodações para todos;

  • Providenciar livro de presença;

  • Preencher, se necessário, fichas de inscrição para os confraternistas que se inscreverem na hora;

  • Confecção e distribuição de crachás;

  • Dar as boas vindas em nome da casa espírita e do evento;

  • Orientar quanto ao local onde ocorrerá o evento;

b. Equipe do Lanche

  • Confeccionar relação do que será servido no lanche;

  • Verificar a possibilidades de doações de guloseimas para o lanche;

  • Providenciar a compra do que faltar para o lanche;

  • Preparar o local e a mesa onde será servido o lanche.

  • Deixar a cozinha arrumada após o lanche.

c. Equipe de Estudos (elaboração e apresentação do tema)

  • Marcar reuniões de preparação;

  • Estudar o tema sempre focando a família;

  • Desenvolver o tema oportunizando, ao máximo, as sugestões da cada membro do grupo;

  • Procurar atender, através do estudo, a clientela dentro de suas necessidades específicas;

  • Elaborar o estudo trazendo para o cotidiano as lições a fim de atender às necessidades do momento apresentadas pela sociedade;

  • Desenvolver, sempre que possível, o tema através de dinâmicas que facilitem o entrosamento entre os confraternistas e as equipes;

  • Avaliar constantemente o material elaborado para que os objetivos sejam alcançados;

  • Manter um clima de alegria, entusiasmo e colaboração;

  • Valorizar a participação do confraternista;

  • Não esquecer para quem a tarefa está sendo realizada.

d. Equipe de divulgação

  • Preparar cartaz do evento e enviar por e-mail para todas as casas espíritas do CEU correspondente;

  • Visitar as casas espíritas em dias de reuniões públicas e as reuniões do CEU a fim de fazer a divulgação;

  • Aproveitar as visitas às casas espíritas e pedir um espaço para que sejam colocados os cartazes com a divulgação do evento; motivando o comparecimento das pessoas;

  • Contatar a mídia local (jornal, rádio, etc).

e. Coordenação do Núcleo

  • Manter contato constante com as outras equipes;

  • Prover necessidades das equipes;

  • Participar e manter o andamento das reuniões dentro do cronograma traçado;

  • Manter contato com equipe ENEFE/CEU informando quanto à realização do evento;

  • Manter contato constante e participar das reuniões mensais com a equipe ENEFE/CEERJ;

  • Cuidar para que a programação e o roteiro de estudos estabelecidos pelo grupo, sejam mantidos durante o evento;

  • Realizar, junto com a equipe, a avaliação do evento;

  • Enviar avaliação e a programação com os roteiros de estudo para a coordenação/CEERJ;

  • Outras providências que se fizerem necessárias.

6. METODOLOGIA DO ENEFE

  1. Formação Continuada dos Coordenadores

Todo o quarto sábado do mês, a partir da escolha do tema, os coordenadores de núcleos reúnem-se no CEERJ com o objetivo de elaborarem, em conjunto, o encontro. Nestas reuniões, os trabalhadores têm a possibilidade da troca e, os que por ventura apresentarem dificuldade de entendimento ou de desenvolvimento do tema central, encontram nos companheiros, estímulo e solução para as suas dúvidas.

Por ser uma reunião voltada para o estudo e o desenvolvimento do tema, atua como reunião de formação continuada dos trabalhadores, tornando-os aptos à tarefa e agentes multiplicadores do trabalho com a família em suas regiões.

b. Diretrizes Metodológicas

A metodologia utilizada no ENEFE está fundamentada na pedagogia de Jesus e embasada na aplicação teórico-prático da Doutrina Espírita. É desenvolvida através de estudos dinâmicos que possibilitem aos membros das famílias que estarão presentes ao evento, perceberem a si e aos seus familiares como figuras fundamentais dentro de um processo de evolução coletiva que ocupam, simultaneamente, um espaço de convivência chamado de lar.

Para o alcance dos objetivos traçados, a metodologia deverá ser desenvolvida de acordo com o perfil dos participantes de cada núcleo, facilitando-lhes o entendimento proporcionado pelo Espiritismo, em suas lides diárias.

c. Conteúdos Trabalhados

Os conteúdos a serem trabalhados, devem estar, prioritariamente, embasados no pentateuco e nas obras doutrinárias complementares que abordam a temática família. Podem e devem ser usadas outras obras que sirvam de apoio, desde que estejam em consonância com os postulados espíritas.

O conteúdo deverá ser escolhido de forma a tornar a metodologia de fácil aplicação, o que possibilitará a todos os interessados, o conhecimento da verdadeira função da família - a de educadora e fonte de regeneração do espírito encarnado na Terra.

d . Vantagens de o encontro acontecer em todo o estado do rio de janeiro

O ENEFE por ter uma característica peculiar – formação continuada de trabalhadores - agrupa em torno de si uma equipe de trabalhadores que o desenvolve não somente no período de carnaval, mas durante todo o ano em várias regiões do Rio de Janeiro por meio dos Encontros de Família.

Por esta razão, o encontro se tornou um marco na divulgação do trabalho junto às famílias. Por meio dele, os grupos de coordenadores levam a todas as regiões do Estado, o trabalho direcionado especificamente à família.

Existe outro fator importante: participa da unificação, congregando várias Casas Espíritas na elaboração e realização do encontro e, também, permite que no período de carnaval muitas Casas Espíritas estejam abertas levando consolo e esclarecimento a muitos lares.

A seguir, a relação de núcleos do ENEFE em 2018:

NÚCLEOS

CEU

  1. ABOLIÇÃO

15

  1. AGULHAS NEGRAS

40

  1. BANGU A

29

  1. BANGU B

29

  1. BELFORD ROXO

10

  1. BENFICA

32

  1. BOTAFOGO I

5

  1. BOTAFOGO II

5

  1. BOTAFOGO III

5

  1. CABO FRIO

34

  1. CAMPO GRANDE

28

  1. CAMPOS

21

  1. CAVALCANTI

14

  1. CAXIAS I

7

  1. CAXIAS II

7

  1. CAXIAS III

7

  1. CAXIAS IV

7

  1. CAXIAS V

7

  1. CORDOVIL

17

  1. COSMOS

28

  1. ESTÁCIO

12

  1. FRAGOSO

6

  1. GUAPIMIRIM

6

  1. ILHA GRANDE

25

  1. IRAJÁ

23

  1. ITABORAÍ

42

  1. ITAPERUNA

1

  1. JACAREPAGUÁ I

20

  1. JACAREPAGUÁ II

20

  1. JACAREPAGUÁ III

20

  1. JACAREPAGUÁ IV

20

  1. MACAÉ

33

  1. MAGÉ

6

  1. MARACANÃ

12

  1. MARICÁ I

43

  1. MARICÁ II

43

  1. MEIER I

15

  1. MEIER II

15

  1. MIGUEL PEREIRA

31

  1. MIGUELPEREIRA – GOVERNADOR PORTELA

31

  1. NILÓPOLIS

2

  1. NITERÓI

38

  1. OWALDO CRUZ

14

  1. PAVUNA

4

  1. PATY DO ALFERES

31

  1. PEDRA DE GUARATIBA

28

  1. PETRÓPOLIS I

3

  1. PETRÓPOLIS II e III

3

  1. PETRÓPOLIS IV

3

  1. PETRÓPOLIS V

3

  1. PETROPOLIS VI

3

  1. PINHEIRAL

36

  1. PORCIÚNCULA

1

  1. QUEIMADOS

9

  1. RIACHUELO

15

  1. RICARDO DE ALBUQUERQUE

19

  1. RIO BONITO

42

  1. SANTO ALEIXO

6

  1. SÃO GONÇALO I

37

  1. SÃO GONÇALO II

37

  1. SÃO GONÇALO III

37

  1. SÃO GONÇALO IV

37

  1. SÃO GONÇALO V

37

  1. SENADOR CAMARÁ

30

  1. SURUI (PÓLO XV – COMEERJ)

6

  1. TIJUCA I

12

  1. TIJUCA II

12

  1. TIJUCA III

12

  1. TRÊS RIOS

22

  1. VALENÇA

24

  1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

  1. Situação Atual

O ENEFE agrupa em torno de si uma equipe de trabalhadores que o desenvolve, durante todo o ano, em várias regiões do Rio de Janeiro através dos Encontros de Família. Apesar de sua aceitação, esbarra em algumas dificuldades:

  • Como falta de recursos humanos e financeiros,

  • Divulgação incipiente,

  • Adesão de novos trabalhadores e

  • A falta de participação de alguns coordenadores de núcleos no Movimento Espírita.

A principal delas é a falta de Coordenadores REUNIR que levem a proposta do trabalho, por meio dos CEU, às Instituições Espíritas, gerando interesse e vinculação.

  1. O Panorama Social Brasileiro

  • Gravidez precoce (últimos 10 anos: aumento 42% entre 15 e 19 anos, nas classes de baixa renda).

  • Baixa escolaridade.

  • Altos índices de DST e AIDS.

  • Consumo e tráfico de entorpecentes no incremento da mortandade juvenil.

  • Violência urbana crescente; Banalização da vida.

  • A ocupação feminina no mercado de trabalho aumenta. 37,3% dos Lares brasileiros são mantidos pelas rendas das mulheres. No Rio de Janeiro esse percentual é maior, chegando a 41,6%.

  • 01 a cada 04 famílias apenas com a mãe.

  • Cidades com déficit habitacional, saneamento básico, organização espacial, transporte urbano, problema de lixo, crescimento das favelas, entre outros.

  • Geração de empregos menor do que aumento população.

  • 01 em cada 03 brasileiros é miserável: 33% população = R$79,00/mês.(22,3 milhões)

  • Mudança no paradigma da família.

  1. Conclusões

  • A difusão do materialismo entre a faixa jovem da população; a banalização da vida; a eleição de valores puramente materiais; a busca e a liberalização de prazeres imediatos, fugidios e sem substâncias, sinaliza uma necessidade de intensificar a ação evangelizadora, junto aos adolescentes e jovens; as alterações da família tradicional, em outras formas de composições familiares, sugerem adequações de abordagens e atividades de evangelização, observando uma metodologia mais eficiente;

  • Atualmente, quanto mais jovem, maior a chance de não ter religião, apresentando maior incidência de materialismo;

  • A escalada do consumo de tóxicos na sociedade aponta para a necessidade de um trabalho voltado para a valorização da vida e a realidade espiritual, principalmente, com as crianças, adolescentes, jovens e suas famílias;

  • A ausência da figura paterna e a sobrecarga feminina no seio familiar requerem a revitalização de programas doutrinários em prol da percepção e do fortalecimento dos laços de família;

  • São poucas as IE que interligam a evangelização infantil e juvenil com a campanha permanente do Evangelho no Lar, promovendo-a junto aos evangelizandos e aos pais;

Diante do exposto, metas foram organizadas, objetivando dar cumprimento aos objetivos traçados pelo ENEFE.

  1. Implantação e Ampliação de Núcleos de ENEFE

  1. Metas a alcançar Curto prazo (2009 a 2017)

- Manter pelo menos um núcleo de ENEFE em cada CEU do Estado que ainda não participa do evento.

  • Promover, pelo menos, um Encontro de Família anual em 50% das Casas Espíritas que realizam o ENEFE.

  • Estabelecer um Coordenador por área REUNIR.

  1. Metas a alcançar Médio prazo (2017 a 2025)

- Manter pelo menos um núcleo em todos os Municípios do Estado.

- Efetivar, no Município do Rio de Janeiro, pelo menos um núcleo nos bairros que tenham IE.

  • Promover, pelo menos, um Encontro de Família anual em 80% das Casas Espíritas que realizam o ENEFE.

  1. Metas a alcançar Longo prazo (2025 a 2032)

- Criação, em todas as Casas Espíritas, de um núcleo de ENEFE.

- Promover, pelo menos, um Encontro de Família anual em todas as Casas Espíritas que realizam o ENEFE.

  1. Estratégias de Ação

- Ampliar a área de abrangência do Encontro por meio dos CEU.

- Estabelecer Multiplicadores junto aos REUNIR e junto aos CEU, ampliando a coordenação dos trabalhos desenvolvidos pelos grupos de ENEFE sob à coordenação geral do evento no CEERJ. Estes coordenadores deverão fazer parte da coordenação de um núcleo já estabelecido a pelo menos dois anos e serem tarefeiros atuantes no Movimento Espírita que, efetivamente, participem das reuniões do Serviço de Evangelização da Família da Área de Educação Espírita, seja no CEERJ, seja no CEU.

- Promover os Encontros de Família anuais nas Casas Espíritas que realizam o ENEFE, visando a divulgação do encontro, ressaltando a permanência do trabalho voltado para a família.

f. Multiplicadores

Caberá aos Multiplicadores:

  • Participar das reuniões com a coordenação geral do evento no CEERJ;

  • Conhecer a sua área de ação;

  • Manter estreitos contatos com todos os CEU de sua responsabilidade, divulgando o evento e dando apoio, quando necessário, para a criação de novos núcleos;

  • Fazer levantamento das Casas espíritas que já fazem encontros voltados para a família, mas não conhecem o ENEFE e apresentar a proposta;

  • Estabelecer uma estratégia local junto aos CEU para a ampliação do evento;

  • Coordenar as reuniões de núcleos de ENEFE de sua área de ação;

  • Ampliar a divulgação das atividades do ENEFE em sua área de ação.

g. Monitoramento e Avaliação

Os Multiplicadores reunir-se-ão, periodicamente, com a coordenação geral, objetivando:

  • Avaliar as ações implementadas e o alcance das metas estipuladas;

  • Identificar possíveis dificuldades que venham a surgir no decorrer da tarefa;

  • Buscar soluções que viabilizem a continuidade da tarefa;

  • Apresentar, periodicamente, relatórios à Coordenação geral do ENEFE da Área de Educação Espírita do CEERJ.

Rio de Janeiro – RJ, 15 de maio de 2015

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DARCY MOREIRA

Diretora da Área de Educação do CEERJ