Área de Educação Espírita

Serviço de Evangelização da Família

Setor da Família

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GRUPO DE ESTUDOS COM OS PAIS

Junho/2018


Apresentação:

Como atender aos pais que procuram o Centro Espírita em busca de consolo e orientação para as suas questões familiares?

Essa pergunta tem motivado a Área de Educação Espírita/ Serviço de Evangelização da Família/Setor da Família – AREE/SEF/Família – a buscar orientações que viabilizem o atendimento aos pais pelos Centros Espíritas.

Desta forma, o CEERJ, por meio da AREE/SEF/Família, vem discutindo com os Conselhos Estaduais de Unificação – CEUs – , por intermédio dos REUNIR, as questões que lhe são solicitadas quanto ao atendimento à família na Casa Espírita. Uma das questões mais solicitadas refere-se à implantação e/ou desenvolvimento de Grupos de Estudos com os Pais.

Percebeu-se que a maioria dos evangelizadores, presentes nos diferentes grupos de trabalho nos REUNIR visitados, solicitava um material de apoio que lhes auxiliasse no entendimento e na realização dos estudos com os pais.

A FEB disponibilizou, há alguns anos, para o Movimento Espírita Nacional um livro/temário chamado “Família, vida e paz”, com subsídios para a implantação e desenvolvimento das campanhas “Viver em Família”, “Em Defesa da Vida” e “Construamos a Paz, Promovendo o Bem!”

Na introdução deste livro, encontramos a página chamada Campanha na Campanha na qual Emmanuel nos diz que “Campanha, além de outros significados na sinonímica, pode também figuradamente expressar esforço para conseguir alguma coisa”.

Desta forma, o SEF/Setor da Família une-se à FEB nesse esforço e oferece ao Movimento Espírita Estadual, em termos de colaboração, este “ 1º Caderno de Atividades/Dinâmicas – Grupos de Estudos com os Pais ”.

O objetivo principal é atender às solicitações dos trabalhadores quanto a um material de apoio que lhes auxiliem na dinamização do trabalho.

Não são roteiros prontos e muito menos uma apostila. São dinâmicas que facilitam o entendimento e o desenvolvimento dos estudos nos Grupos com os Pais.

Por entendermos ser a iniciativa da FEB um grande auxílio na elaboração dos estudos, selecionamos alguns dos temas apresentados e, por meio de dinâmicas utilizadas, anteriormente, por vários Núcleos de Encontro Estadual da Família Espírita - ENEFE -, em diferentes anos de atividades, compomos este primeiro caderno.

Apresentamos, também, no final deste caderno, algumas sugestões de Encontros de Família como subsídios para a elaboração de outros Encontros.

É fundamental lembrar que este caderno não exclui a necessidade, do evangelizador de grupos de pais, de se qualificar para a tarefa. É apenas, como já foi dito, uma pequena colaboração, um pontapé inicial ou uma fonte motivadora.

Esperamos que essa colaboração seja útil para todos os que realizam e/ou se interessam pela realização desse trabalho.

Que Jesus nos oriente e nos fortaleça nessa empreitada.

Área de Educação Espírita

Serviço de Evangelização da Família

Setor da Família

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AS ATIVIDADES/DINÂMICAS

 

 1. O AMOR – FONTE DE VIDA

1.1. O poder do amor

 

Dinâmica : O segredo do sucesso: amar.

Objetivos:

- Despertar para as virtudes necessárias para o sadio convívio familiar, tendo o amor como bússola a lhe orientar a jornada da vida.

- Perceber que o amor eleva o Espírito a sua condição divina.

Material utilizado : Texto “A viagem das mil luas”

Nº de participantes : máximo 40 pessoas.

Desenvolvimento : Escolher entre os participantes 2 que leiam corretamente.

Estes terão acesso ao texto completo de “A viagem das mil luas”. Um será o narrador e o outro o jovem viajante. Deverão ler com calma assinalando cada um a sua participação. Em seguida, o orientador recortará o texto, entregando a cada grupo uma parte que corresponda a um sábio (sete grupos, sete sábios).

Cada grupo deverá escolher dentre seus membros quem será o sábio e organizar a dramatização de sua parte, só no que se refere ao sábio e ao presente poderão ter outros símbolos criados pelo grupo ou o orientador poderá levá-los.

Após a preparação dos grupos, todos ficarão sentados, o narrador desempenhará sua função e o jovem se porá a caminho. Somente o figurante principal de cada grupo ocupará o local reservado ao sábio que está representando.

O orientador deverá acompanhar o último grupo, pois a mensagem é mais forte e poderá auxiliar o trabalho do mesmo.

Após a dramatização, deverão se reunir em grupos para comentar o texto e a participação.

Reflexão : Tudo na vida é importante, entretanto, se em nossa viagem (vida) não levarmos amor, de nada adianta estarmos sobrecarregados de outras qualidades.

A família deve ser o lugar onde as virtudes são cultivadas, interiorizadas a fim de que o amor surja em todas as suas manifestações luminosas.

Só o amor constrói, só o amor derruba barreiras, só o amor edifica.

Texto: A viagem das mil luas*

Era uma vez uma civilização rica e avançada. Seus habitantes viviam em harmonia, eram livres e felizes. De lá partiam navios para todos os cantos do mundo levando a ciência,a medicina, a agricultura e as artes. Para lá seguiam peregrinos em busca de conhecimentos avançados.

Qual era o segredo daquelas pessoas e de seu sucesso em época tão remota?

Na formação dos jovens, havia uma etapa muito importante a ser cumprida: A viagem das mil luas...

Após muitos anos de estudo, os jovens deveriam partir para uma grande jornada que os levaria a conhecer terras distantes e lugares desconhecidos. Eles se preparavam desde a infância, primeiro com a ajuda dos pais e depois com a ajuda de mestres dedicados.

Antes de partir havia o ritual da despedida. Havia no centro de uma praça o Templo dos navegadores, onde cada jovem entregava seu plano de viagem. Sabiam, desde crianças, que um navegador sem plano é um pássaro sem rumo. Sabiam que para controlar seus destinos era preciso plano e determinação. A entrega do plano representava essa intenção.

No extremo oriental da praça, havia um templo um pouco menos onde os jovens nunca tinham entrado. Pela primeira vez o jovem que partia conheceria seu interior e o segredo das pessoas mais admiradas por todos : os sete sábios do Templo Sírius. Deles receberiam conselhos e orientação para a longa jornada que começava com a luz da manhã.

Esta é a história de um desses jovens prestes a partir em sua viagem das mil luas.

Depois de tantos anos de preparação, o que mais poderia aprender naquela noite?

Que conselhos receberia agora que ficaria a sós com cada um dos sete sábios?

O jovem subiu as escadarias do templo, atravessou-o e viu-se diante de um jardim. O sol criava um ambiente misterioso e lá o esperava o primeiro sábio. Sentou-se ao seu lado.

Algumas nações progridem, outras desaparecem, algumas pessoas resistem, outras desistem. Onde está a diferença? Seria o destino, a sorte de cada um? Na nossa civilização não pensamos assim – prosseguiu o mestre. A diferença está na visão que as pessoas têm de seu futuro. Se você acreditar que terá sucesso na viagem, é muito provável que assim será. Se você, no entanto, acreditar que não terá sucesso, é certo que assim será. Você se lembra de que quando era menino, sonhava que um dia seria marinheiro de verdade e sairia para conhecer o mundo? Esse dia chegou e isso ocorreu porque primeiro você sonhou. O sábio abriu então uma caixinha de madeira trabalhada e de dentro tirou um pequeno marinheiro de chumbo, que o jovem imediatamente reconheceu, pois era um de seus brinquedos favoritos. E disse: - Leve consigo esta lembrança para que você nunca perca aquilo que as crianças trazem dentro de si: o otimismo.

O segundo sábio recebeu o jovem já dentro do templo, um local semelhante a uma biblioteca. Havia muitos livros, alguns experimentos, objetos e cartas de navegação.

- A travessia do mar não é para principiantes – disse o sábio –e, por esse motivo, você vem se preparando durante todos esses anos. Entretanto, à medida que a viagem prosseguir, maior será a complexidade dos problemas. E você só continuará se estiver cada vez mais preparado. Atrás do desempenho de um grande músico, ou de uma bailarina, ou de um carpinteiro, existe uma jornada de práticas, estudos, dedicação e, acima de tudo, método. Você aprendeu o método dos navegadores, use-o para sempre aprender cada vez mais. Quando estiver em alto-mar, você encontrara um pássaro formidável, o maior de todos, o albatroz marinho. Único pássaro capaz de dar uma volta completa ao redor do planeta. Ele faz isso com muito planeio, sem bater as asas parte do tempo, usando de forma inteligente sua envergadura de quase quatro metros, evitando calmarias, dormindo sobre as águas, inspire-se nele – disse o sábio – e leve consigo esta pena de albatroz como símbolo da competência que será necessária.

Estava começando a chover quando o rapaz conheceu o terceiro sábio, Estavam no meio do verão, de forma que no início da noite o ruído da chuva criava um ambiente de intimidade e harmonia. E o sábio falou;

-Existem navegadores que partem cheios de entusiasmos e otimismo. Levam consigo suas cartas e sabem utilizá-las. Acontece que muitas vezes as coisas não acontecem exatamente como foram planejadas. Uma tempestade inesperada, uma calmaria fora de hora, uma doença, ou um inverno incomum poderão adiar os planos. É aí que alguns desistem, e não tentam novamente. Veja a vida dos rios, por exemplo. Na sua rota para o mar, também encontram obstáculos aparentemente intransponíveis. Mas não desistem; modificam-se, se for preciso, criam novos meandros, passam pelos lados e pelos obstáculos e chegam ao seu destino.

O sábio entregou ao jovem uma pedra negra, totalmente opaca, arredondada e lisa.

E disse: - Este seixo é encontrado no fundo dos rios de montanhas, perto de vulcões, de onde veio, há milhares de anos; leve-o em sua bagagem para que o ajude a ter persistência.

Ao entrar no local onde estava o quarto sábio, o jovem percebeu que a única luz era proveniente de uma lamparina sobre o piso. O sábio estava sentado no chão e de forma semelhante o rapaz se acomodou, bem à sua frente, para escutar o que tinha a dizer.

- Ao longo de sua grande aventura – disse o mestre – você terá que enfrentar muitos perigos. Haverá noites em que os demônios e espíritos virão assustá-lo. Você sentirá muito medo. Todos sentem medo durante a viagem, tenha plena consciência disso. Entretanto, muitas vezes nossos medos são irracionais, e basta a luz de uma pequena chama para mostrar que estamos tendo inimigos imaginários. A temida floresta poderá ser seu esconderijo seguro.

Mas muito cuidado! Outras vezes o perigo é real. Se assim for, respeite-o, prepare-se bem e enfrente-o confiante.

Com essas palavras o mestre entregou a Lâmpada e disse:

- Leve-a consigo. Ela simboliza a coragem. Não há nada a temer!

O som de uma flauta indicou ao rapaz que ele estava num ambiente diferente dos anteriores. Havia uma diferença também com o quinto sábio que passava a impressão de ser um pouco mais jovem que os demais. Ele disse ao rapaz:

- Todos nascemos com habilidades para criar coisas novas. Não existe nada definitivo, tudo pode ser melhorado. Porém, alguns viajantes acreditam que não nasceram com esse dom e seguem navegando sempre do mesmo jeito, sem inovações, nem melhorias, muitas vezes o ato de criar é um ato de descobrir. Todas as coisas já estão criadas, basta estar receptivo para captá-las. Se for preciso – continuou o sábio -, abandone idéias preconcebidas, rejeite os preconceitos, destrua os mitos. Deixe de lado suas inibições, suas preocupações e ansiedades. Assim você estará sensível às novas idéias, principalmente, àquelas que sempre estiveram junto de você.

O sábio então entregou ao jovem um pequeno frasco de vidro e lhe disse:

- A areia deste frasco, trabalhada corretamente, ajuda a erguer um castelo. Com a técnica certa esta mesma areia poderá ser transformada em vitrais. Leve-a consigo como alimento para sua criatividade.

A sala onde se encontrava o sexto sábio era despojada de qualquer tipo de adorno, mas era ampla e confortável. A noite tinha avançado bastante, e o jovem sentiu um pouco de fome. O sábio, ao perceber, compartilhou com ele o pão e as frutas que comia. E lhe disse:

- Com sua determinação e com os presente que recebeu, você progredirá. Cruzará mares, atravessará cordilheiras, conhecerá cidades e pessoas encantadoras, frequentará templos e palácios luxuosos. Poderá ter a sensação de ser um navegante poderosos e destemido e de que nada no mundo poderá detê-lo. Talvez passe a se considerar mais virtuoso ou superior que os outros. Cuidado!! Esta é uma grande cilada que poderá até matá-lo, fisicamente ou espiritualmente! Somos imperfeitos. Aceite seus próprios erros, e anote-os em seu manual de erros do passado, para não repeti-los no futuro. Renove-se com eles.

O sábio então levou o jovem até a janela, apontou para Canopus e disse:

- Veja aquela estrela brilhante. Apesar de sua luz,. De sua beleza, de sua longevidade, ela é só uma entre todas as estrelas do universo. Nem melhor, nem pior, apenas diferente de todas as outras. Então presenteou o rapaz com uma estrela do mar – por que o mar também é infinito – disse:

- Esta é a estrela da humildade. Leve-a sempre consigo.

O sétimo sábio era o mais antigo e, portanto, o mais evoluído de todos. Diz lenda que teria vindo de uma estrela distante para ajudar na evolução das pessoas através do desenvolvimento de sua consciência. Chamava-se Ânima.

Era uma mulher de rara serenidade e beleza. Que assim falou:

- As criaturas da guerra, com suas flechas pretas e seu desejo de destruição, também usam o otimismo, a competência, a persistência, a coragem, a criatividade, até mesmo a humildade!! Um ladrão, um impostor, um bandido, todos esses também podem usar essas habilidades. Onde está a diferença?

- A diferença – disse o jovem – está nos valores de cada um.

- Sim, mas o que são valores? – perguntou Ânima.

- Os valores estão contidos nos princípios éticos e morais de cada pessoa, disse ele.

- Sim, mas onde é que tudo é espontâneo, natural, universal? – ela perguntou.

Então, finalmente o jovem percebeu que estavam falando do amor.

O amor – disse Ânima – será a única moeda aceita em todas as épocas e em todos os lugares por onde você passar.

Ame o próximo, perdoe seus defeitos, não seja intolerante. Todos os viajantes que encontrar pelo caminho estão como você – e cada um à sua maneira – em busca da mesma paz de espírito. Enquanto o homem tiver amigos – gente que ele ame e que o ame – ele será feliz. Mas, se não tiver esse laço de amor com a vida, não terá razão para continuar vivendo. Lembre-se: o seu poder é infinito. Você que irá determinar – com suas atitudes – como será sua viagem e como será sua vida.

Despediram-se com um abraço – um abraço de alma.

O ruído dos pássaros e o aroma das plantas indicavam que logo seria a hora de partir.

Conto popular – autor desconhecido


 

1. O AMOR – FONTE DE VIDA

 

1.1. O poder do amor

Dinâmica: Amor em movimento

1. Francisco C. Xavier - Contos desta e de outra vida – Irmão X – F. Xavier) Cap. O Anjo, o santo e o pecador.

2. ESE- cap.XI- A Lei de Amor- item 9

Objetivo: Favorecer o entendimento acerca da prática da caridade como amor em movimento em nós.

1º momento:

O facilitador dará para cada participante o texto impresso chamado “O Anjo, o santo e o pecador” e fará uma leitura dramatizada que será acompanhada por todos.

O Anjo, o santo e o pecador.

O Pecador escutava a orientação de um Santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um Anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
ANJO — Amigos, Deus seja louvado!
SANTO — Louvado seja Deus!
PECADOR — Louvado seja!

O ANJO (Dirigindo-se ao Santo) — Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitar-vos apoio fraternal.
O SANTO — Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO — Em nome d'Ele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO — Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR — Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.

O ANJO — Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere..... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro?
O SANTO — Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR — Senhor, disponde de mim.

O ANJO — Infeliz mulher embriagou-se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência .
O SANTO — Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...
O PECADOR — Dai vossas ordens, senhor!

O ANJO — Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... E' imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO — Não me compete buscar os delinquentes senão para corrigi-los.
O PECADOR — Determinai, senhor, como devo fazer.

O ANJO — Um irmão nosso, viciado no furto, planeja assaltar, na presente semana, o lar de viúva indefesa... Necessitamos do concurso de quem o dissuada de semelhante propósito, aconselhando-o com amor.
O SANTO — Como descer ao nível de um ladrão ?
O PECADOR - Ensinai-me como devo falar com ele. Sem Vacilar, o Anjo tomou o braço do Pecador prestativo e ambos se afastaram, deixando o Santo em meditação, chumbado ao solo.

Enovelaram-se anos e anos na roca do tempo, que tudo alterara. O átrio mostrava-se diferente. O santuário perdera o aspecto primitivo e a morte despojara o Santo de seu corpo macerado por cilício e jejum, mas o crente imaculado ai tinha em Espírito, na postura de reverência.

Certo dia, sensibilizando mais intensamente as antenas da prece, viu que alguém descia da Altura, a estender-lhe o coração em brando sorriso.
O Santo reconheceu-o.
Era o Pecador, nimbado de luz.
— Que fizeste para adquirir tanta glória? — perguntou-lhe, assombrado.
O ressurgido, afagando-lhe a cabeça, afirmou simplesmente:
— Caminhei.

 

2º momento:

Formar subgrupos e apresentar as seguintes questões para análise dos participantes:

a) Quem aceitou as tarefas propostas pelo Anjo?

b) Qual a diferença de comportamento entre o Santo e o Pecador?

c) Quais os sentimentos que moviam o Pecador a ajudar?

d) Pode-se considerar o Pecador como uma pessoa ousada?

e) Quantas pessoas foram socorridas?

Pessoas socorridas:

• criança doente

• delinquente homicida

• alcoólatra

• suicida

• matricídio

• ladrão

• senhora viúva indefesa

3º momento:

f) Quais as virtudes que o Pecador prestativo desenvolveu ajudando o próximo?

g) O Pecador contribuiu para a melhora da qualidade de vida das pessoas ajudadas? E para a sociedade e para o mundo?

h) O que o Pecador quis dizer com caminhei ?

Texto para análise e fechamento da atividade:

A LEI DE AMOR - “(...) Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam: fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.

 

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TEMA: O AMOR – FONTE DE VIDA

Dinâmica: Amor como condição única para o progresso e felicidade do homem na vida em família e na sociedade.

1- O Livro dos Espíritos – parte III, cap. VII, questões 774 e 775

Objetivo: Sensibilizar o grupo para compreender a necessidade do amor como o grande doador de vida.

Tempo total: 60 minutos

1ª parte :

Tempo: 20 minutos

Dividir o grupão em subgrupos.

Apresentar o seguinte questionamento: 20 minutos

· Quando o homem perde a capacidade de querer bem, de perdoar e de amar plenamente, a vida em sociedade se torna menos atraente. Não será esta a razão de tantos desencontros na família?

O questionamento será apresentado em slide ou escrito em folhas e dado para todos os participantes.

Os grupos analisam a pergunta e, em consenso, apresentam suas sugestões para a questão.

2ª parte :

Tempo: 20 minutos

Os grupos recebem o Livro dos Espíritos para estudo e de posse de suas conclusões, deverão compará-las com as perguntas 774 e 775.

3ª parte:

Tempo: 15 minutos

O facilitador promoverá, com os grupos, uma discussão em torno das conclusões elaboradas por eles, fazendo o fechamento dos estudos.

4ª parte:

Tempo: 5 minutos

Avisos e prece de encerramento.

 

 

 

2. VIDA A DOIS

 

2.1. Compromissos afetivos e moral entre os cônjuges

FRANCO, Divaldo P. Amor, imbatível amor. Pelo Espírito Joanna de Ângelis, Cap. 1.

 

Dinâmica: Da folha rabiscada.

 

 

Objetivo: Perceber que o lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as criaturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade.

Desenvolvimento:

a) O facilitador apresentará ao grupo um rolo de papel 40kg contendo vários rabiscos.

b) Desenrolar como um tapete e pedir para que todos façam um desenho, aproveitando aqueles riscos. Nenhum risco pode ficar de fora e, obrigatoriamente cada um terá que usar ao menos um desses rabiscos no seu desenho.

c) Ao final, todos apresentarão seus trabalhos.

d) Durante a apresentação do trabalho, pedir que sejam relatados os graus de dificuldade que sentiram para cumprir a tarefa.

e) O facilitador deverá resgatar a atividade fazendo um paralelo com a vida a dois, pois, quando encontramos o nosso par, já encontramos alguns hábitos antigos no parceiro, coisas prontas e temos que nos adaptar e que os graus de dificuldade variam de indivíduo para indivíduo, mas, certamente todos têm em si um potencial criativo que pode ser empregado para vencer todas as situações.

Texto para estudo do grupo:

 

CASAMENTO E COMPANHEIRISMO

(...) O lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as criaturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade. Por isso, quando o egoísmo derruba os vínculos do matrimônio por necessidades sexuais de variação, ou porque houve um processo de saturação no relacionamento, havendo filhos, gera-se um grave problema para o grupo social, não menor do que em relação a si mesmo, assim como àquele que fica rejeitado. Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento. Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição. Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado. (...)

 

 

 

 

2.4. O relacionamento conjugal

Dinâmica: Os nossos barulhos

Objetivo: Perceber que os conflitos familiares, quando bem resolvidos, auxiliam na caminhada de todos.

PRIMEIRA PARTE – 7’

o Colocar os confraternistas em círculo;

o Distribuir uma folha de papel de seda para cada um;

o “olhe para essa folha; é VOCÊ!”

o Pedir que sacudam bem, tomando o cuidado de não amassá-la – ouvir seu som;

 

SEGUNDA PARTE –10’

o Colocar a música;

o Ao som da música, pedir para que os participantes fechem os olhos, façam uma respiração profunda e pensem em sua vida, suas reflexões, suas qualidades:

o Abrir os olhos;

o Olhar mais uma vez para a folha lisa;

o Pensem em seus defeitos, suas vivências, decepções, alegrias, seus comportamentos, suas ações, suas mágoas, suas expiações;

o Agora amassem a folha, bem devagar, lentamente, até colocá-la dentro das suas mãos;

o Abram a folha com cuidado, para não rasgá-la;

o Olhem a folha, agora, com suas marcas.

o Sacudam, ouçam novamente seu som

o Já não fazem o mesmo som de antes

TERCEIRA PARTE – 10’

Observe as marcas das transformações.

No primeiro momento, a folha fez ruído; do mesmo modo que ocorre conosco na imaturidade; mas a vida se encarrega de nos modificar e nos tornar melhores.

Quando nos permitimos aprender, nos transformar e crescer com as experiências e marcas da vida percebemos que os ruídos (CONFLITOS) desaparecem.

Assim é a vida a dois, cada um representa uma folha de papel que está ao lado de outra folha de papel que TAMBÉM faz barulho, ambos estão sendo amassadas pela vida. Tenhamos paciência e boa vontade para não rasgar a folha que está ao nosso lado e nem a nós mesmo.

“Somos Espíritos criados simples e ignorantes, mas com potencial para atingir a plenitude de ser. Essa é uma lição básica do Espiritismo. O caminho evolutivo é longo. Vivendo muitas vidas, iremos preenchendo nossos vazios internos com as virtudes que precisamos fazer germinar e crescer. Enquanto isso, nossas manifestações na vida de relação com os nossos semelhantes mostram as imperfeições predominantes em nós mesmos. Segundo os Espíritos, o orgulho e o egoísmo são as duas raízes de todos os males. Ainda estão muito presentes em nosso mundo, porque a Terra é um planeta de provas e expiações, e os Espíritos que aqui encarnam, considerando aquele caminho evolutivo de que falamos, estão mais próximos do início da jornada que do seu fim. Precisamos ter paciência com o outro, porque também estamos no mesmo barco. Temos nossas próprias fragilidades. Ter paciência, contudo, não é acomodar-se com as coisas como estão, ao contrário, é trabalhar para que mudem, mudando primeiro a nós mesmos” Autor: Dalva Silva e Souza.

 


 

 

3. FAMÍLIA: CONCEITO E ORGANIZAÇÃO

3.2 – A Estrutura Familiar nos Tempos Atuais

1. Francisco Cândido Xavier – Livro No mundo maior - pelo Espírito André Luiz

2.Francisco Cândido Xavier – Livro No mundo maior - pelo Espírito André Luiz

3. Francisco Cândido Xavier – Livro O Consolador – ditado pelo espírito Emmanuel

4. Francisco Cândido Xavier – livro E a vida continua ditado por – André Luiz

Dinâmica: Como é a minha família?

Objetivo:

Perceber que as diversas formações familiares não nos isentam da responsabilidade de exercer no meio doméstico a fraternidade, a compreensão e o respeito uns pelos outros a fim de, juntos, caminharmos em busca do amor universal.

Primeiro momento:10’

O facilitador perguntará aos participantes: O que é família?

As respostas serão escritas em um quadro ou numa folha de papel 40 kg.

Logo depois das respostas, o facilitador apresentará um cartaz e explicará que há diferentes tipos de família, tais como:

* famílias em que o pai e a mãe trabalham fora de casa
* famílias onde só a mãe ou só o pai trabalham fora de casa
* famílias com pai, mãe, filhos, avós ou tios
* famílias onde o pai ou a mãe já desencarnaram e só tem os irmãos
* famílias em que os avós moram com os filhos e os netos
* famílias com filhos adotivos
* famílias onde tem dois pais
* famílias onde os avós são os responsáveis por todos
* famílias com número diferente de filhos (um, dois, três)
* famílias formadas só pelo homem e a mulher sem filhos
* famílias que têm apenas mãe e filhos ou só pai e filhos
* famílias em que os pais se separaram e não moram mais juntos
* famílias onde os pais se separaram e casaram de novo ou tem outra(o) namorada(o)

Segundo momento: 10’

Como é a sua família?

Deixar que os participantes falem de suas família , de como elas são formadas.

Terceiro momento:25’

· Podemos afirmar só pela composição das famílias qual delas é a mais feliz?

  • E a mais adequada?

· E a que mais segue os ensinamentos de Jesus?

  • E a que tem mais problemas?

Vejamos, agora, o que os Espíritos nos falam sobre família:

Apresentar as frases abaixo escritas em um cartaz, ler e refletir com os participantes..

1) “A família é uma reunião espiritual no tempo, e, por isto mesmo, o lar é um santuário. Muitas vezes, mormente na Terra, vários de seus componentes se afastam da sintonia com os mais altos objetivos da vida; todavia, quando dois ou três de seus membros aprendem a grandeza das suas probabilidades de elevação, congregando-se intimamente para as realizações do espírito eterno, são de esperar maravilhosas edificações.” Francisco Cândido Xavier – Livro No mundo maior - pelo Espírito André Luiz

2) “Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.”

Francisco Cândido Xavier – Livro Palavras de Emmanuel ditado pelo Espírito Emmanuel

3) “O colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual. Em seus laços, reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva.

____ Preponderam nesse instituto divino os elos do amor, fundidos nas experiências de outras eras; todavia, ai acorrem igualmente os ódios e as perseguições do pretérito obscuro, a fim de se transfundirem em solidariedade fraternal, com vistas ao futuro.

____ É nas dificuldades provadas em comum, nas dores e nas experiências recebidas na mesma estrada de evolução redentora, que se olvidam as amarguras do passado longínquo, transformando-se todos os sentimentos inferiores em expressões regeneradas e santificantes.

____ Purificadas as afeições, acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetua no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito.”

Francisco Cândido Xavier – Livro O Consolador – ditado pelo espírito Emmanuel

Conclusão apresentada pelo facilitador: 10’

Bem, nos textos apresentados diz alguma coisa que mostre que uma dessas formações familiares estão erradas?

Do que nos falam os textos?

Falam da vida e da importância da família. Falam de compromissos assumidos. De responsabilidades. Estamos no grupo familiar que precisamos estar para evoluirmos.

Alguém gostaria de compartilhar o seu pensamento conosco?

Fechar a atividade apresentando o texto abaixo. 5’

“Somos uma família só, perante a Divina Providência, e estamos todos interligados, com o dever da assistência mútua. A evolução é a nossa lenta caminhada de retorno para Deus. Os que mais amam vão à frente, traçando caminho aos seus irmãos.”

Francisco Cândido Xavier – livro E a vida continua ditado por – André Luiz


 

3.3. O lar como primeira escola de educação do ser humano .

Evangelho Segundo O Espiritismo - Cap. XIV Honrai vosso pai e vossa mãe – item 8 – A parentela corporal e a parentela espiritual

O livro dos Espíritos –parte segunda - q. 208, 379, 383, 385, 582

A Gênese, cap. XVIII, itens 27 e 28

 

Dinâmica: A família e a proposta de renovação da terra – 60’

Objetivos:

- Proporcionar o entendimento acerca da função sagrada dos pais e responsáveis pelas crianças e jovens que lhe estão sob tutela.

- Entender o momento atual de transição da Terra e, assim, poder refletir e contribuir de forma efetiva no desenvolvimento familiar, educando a nova geração a fim de dar à família o caráter transformador que lhe é próprio.

 

1) Dividir o grupo em 3 subgrupos e dar para cada um os textos abaixo para estudo e solicitar que cada um tenha um relator. (25’)

 

GRUPO 1 - ESE, cap. XIV – 8 e 9 - A responsabilidade dos pais diante do reencarnante.

GRUPO 2 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Q. 208, 379, 383, 385, 582 - A missão dos Pais. Porque é importante a evangelização da criança?

GRUPO 3 - A GENESE, cap. XVIII, 27 e 28 - O que torna a educação moral indispensável para a renovação?

2) Após os estudos, solicitar que os relatores dos subgrupos apresentem as suas conclusões destacando o que mais lhes chamou a atenção nos textos. (9’- cada subgrupo terá 3’ para se apresentar)

3) Abrir para discussão no grupão apresentando as seguintes perguntas: (9’ - cada subgrupo terá 3’ para se apresentar)

· O que o grupo 1 percebeu nos outros grupos que lhes ajuda no entendimento acerca da função da família?

· E o grupo 2?

· E o grupo 3?

4) Ampliou a visão de vocês sobre a importância da família? (4’)

5) Qual a conclusão final de vocês em relação ao estudo apresentado? (4’)

6) Avisos e prece final.

3.3 O lar como a primeira escola de educação do ser humano

Chico Xavier – Livro O Consolador ditado por Emmanuel– questão 110.

Atividade: A melhor escola ainda é o lar.

Objetivo: Auxiliar os participantes a refletirem sobre a importância do convívio familiar como base para a educação do ser.

1. Dividir os participantes em subgrupos para melhor desenvolvimento do texto.

2. Os subgrupos receberão prancheta, folha, caneta e texto com a questão e resposta 110 do livro “O Consolador – Emmanuel/Chico Xavier).

3. Deverão eleger entre os participantes, um relator e um responsável por acompanhar o tempo.

4. Os subgrupos após reflexão do texto, deverão relacionar atitudes cristãs que proporcionem as bases do sentimento e caráter, que auxiliarão no convívio familiar mais harmonioso e feliz (25 minutos).

5. Cada subgrupo terá até cinco minutos para apresentar as conclusões para o grupo geral.

6. O facilitador poderá fazer ponderações, se necessário, concluindo o trabalho, após as apresentações.

Texto:

“Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?”

“A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem. Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.”

O Consolador – Emmanuel/Chico Xavier – questão 110.


3.3. O lar como a primeira escola de educação do ser.

Dinâmica: Conhecendo os meus valores.

1- Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. II - Allan Kardec.

2- (Jornal Verdade e Luz Nº 176 de Setembro de 2000)

Objetivo: Auxiliar os participantes a identificarem seus valores de vida e a refletirem sobre os mesmos.

Duração: 30 minutos

Material: Sala ampla, folhas de papel sulfite, pincéis atômicos, fita crepe.

Desenvolvimento:

  1. O facilitador solicitará aos participantes que caminhem pela sala ao som de uma música de meditação e pensem sobre "O que é mais importante na sua vida"?
  2. O facilitador pedirá a cada participante que pegue 1 folha de papel e 1 pincel atômico.
  3. O facilitador pedirá que a folha seja dividida em 3 partes, no sentido do comprimento.
  4. A seguir, o facilitador pedirá que, em cada tira de papel, seja escrita uma palavra que corresponda a um valor da vida do participante.
  5. Enquanto isso, o facilitador marcará no chão da sala, com fita-crepe, 3 degraus de uma escada.
  6. Certificando-se de que todos terminaram, o facilitador pede que cada participante vá até os degraus e coloque uma tira com a palavra escrita em cada degrau, em ordem decrescente de importância.

Sugestões para reflexão:

  1. No início da dinâmica, foi difícil detectar os principais valores? Deu branco?
  2. Que valores aparecem mais?
  3. Que tipos de valores são?
  4. Por que eles não estão na mesma escala da prioridade?
  5. Durante nossa vida, esses valores sofrem mudanças?

Resultado esperado: Os participantes terão um melhor entendimento sobre os próprios valores de vida e sobre a diversidade de valores presentes em cada um da sua família.

Comentário:

Os valores não surgem na vida em sociedade de um segundo para outro. São construídos na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas escolas, nas manifestações culturais, nos movimentos e organizações locais. Conhecê-los, compreendê-los e praticá-los é uma questão fundamental da sociedade atual.

O respeito à igualdade de direito de cada um, independe do que está escrito nos códigos jurídicos. No século 21, devemos manifestar senso de justiça, de imparcialidade, de respeito à igualdade de direitos dos seres humanos.

Tudo isso inicia dentro do lar com a família.

Então temos a família, como o melhor lugar para o ensino-aprendizagem dos valores, de modo a cumprir (em se tratando de educação na vida em sociedade) a finalidade do pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do trabalho. Sem a prática de valores, não podemos nem falar em cidadania.

“No subtítulo "O Ponto de Vista", cap. II, do Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos dá uma bela aula sobre a questão dos valores. Valor é o que orienta a nossa vida. Conforme a tabela de valores que adotamos é o modo como administramos nossa vida. A pessoa que tem uma crença vaga na imortalidade tende a seguir o ditado popular: "Vale mais um pássaro na mão do que dois voando". Ante uma expectativa duvidosa sobre a vida futura, trata de gozar o presente, buscando a satisfação dos seus apetites, custe o que custar. É o mundo competitivo que vivemos. A lei humana que deveria disciplinar e organizar a vida em sociedade acaba não sendo obstáculo aos astuciosos, bastante espertos e inteligentes para burlar essas regras sociais, só sendo pegos em atividades lesivas ao bem comum, em raras oportunidades. A pessoa pode ostentar um rótulo religioso, aparentar crença na imortalidade até por conveniência, mas a maneira como efetivamente vive demonstra a falta de sinceridade, ou de convicção nessas crenças.

Quem sabe que a vida continua, após a morte do corpo físico, e que a Justiça Divina, a Lei de Causa e Efeito, não dorme, e que ninguém transgride impunemente essas Leis, por certo se orientará por outra tabela de valores.

Os bens do Espírito - o saber e as virtudes - passam a ser considerados, e mesmo buscado como os bens maiores.

O presente é resultado do passado, assim como no presente estamos construindo o futuro. O Criador nos dá liberdade para escolher caminhos, e nos faz responsáveis por tudo que realizamos. É uma questão de inteligência evitar aquilo que nos causa algum prazer no presente, mas que compromete o futuro. "Essa visão de conjunto os homens do tempo do Cristo não podiam compreender, e por isso o seu conhecimento foi reservado para mais tarde". *

* - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. II - Allan Kardec.

(Jornal Verdade e Luz Nº 176 de Setembro de 2000)

3.3. O lar como a primeira escola de educação do ser.

Dinâmica: O que é mais importante na vida?

O Evangelho Segundo o Espiritismo- Cap. XXV - Buscai e Achareis, item 6 Observai os Pássaros Do Céu

 

Objetivo: Proporcionar aos participantes uma reflexão acerca dos verdadeiros valores da vida.

Objetivo: Perceber o real valor das pessoas, coisas e acontecimentos em nossas vidas.

1º momento: Apresentar a seguinte questão:

0bservem a lista, e digam o que vocês escolhem como mais importante?

Os participantes escolherão, mas não precisam responder. (10”)

· Ter a casa sempre limpa.

· Fazer boas compras no supermercado.

· Viver bem com sua família.

· Ter roupas boas.

· Comidas maravilhosas

· O filho estudando em escolas boas.

· Ter um bom relacionamento com Deus.

· A amizade de seus filhos.

· Educar bem os seus filhos.

2º momento: Dinâmica do pote

OBS: A medida que contar a história, o facilitador deverá fazer, passo a passo a dinâmica para que os participantes observem.

Certa vez, o mestre pegou um pote de barro e chamou o seu discípulo e colocou algumas pedras, muito grandes, dentro do pote e perguntou ao discípulo: - Está cheio? E o discípulo respondeu: - Sim. O mestre pegou uma sacolinha cheia de pedregulhos e a virou dentro do pote e tornou a perguntar ao seu discípulo: - E agora, o pote está cheio? E o discípulo respondeu com firmeza: - Sim, mestre. Desta vez o pote está totalmente cheio. O mestre então pegou uma lata de areia e a derramou dentro do pote, areia preencheu os espaços entre as pedras grandes e os pedregulhos. Após o mestre encher o pote com a areia até o topo, o discípulo afoito disse: - Pronto! Agora acabou, mestre, não é possível colocar mais nada neste pote. O mestre respondeu com um sorriso e virou um copo d'água dentro do pote de barro. A água encharcou e saturou a areia.

Chamar um participante para fazer essa parte.

Depois disso, o mestre pegou um novo pote vazio e pediu que o discípulo repetisse a experiência, só que desta vez na ordem inversa dos elementos. O discípulo começou colocando a água, depois areia, depois os pedregulhos e por último tentou colocar as pedras grandes, mas estas já não couberam no vaso, pois boa parte havia sido ocupada com coisas menores. O mestre então se dirigiu ao discípulo e concluiu a lição: - O pote de barro é a nossa vida. A nossa disponibilidade de tempo é o que cabe dentro do nosso pote. As pedras grandes são as coisas realmente importantes da sua vida: o seu crescimento pessoal e espiritual e seus relacionamentos com a família e amigos. Se você der prioridade a isso e se mantiver aberto para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus afazeres com a profissão, seus bens e direitos materiais, seu lazer e todas as demais coisas menores que completam a vida. No entanto, se você preenche sua vida com coisas pequenas, as coisas realmente importantes nunca terão espaço em sua vida.

Conclusão:

Perguntar a eles:

Agora que percebemos que devemos dar valor as coisas que são mais importante na nossa vida, vamos voltar a primeira dinâmica.

Lembram que perguntamos, logo no início, o que era mais importante para nós, na vida na nossa vida?

Pois bem, em que parte no pote está o que nós escolhemos, do lado das coisas realmente importantes ou ele vai encher o pote e as coisas importantes ficarão de fora?

· Mudou a nossa percepção sobre a verdadeira importância que devemos dar as pessoas, coisas, fatos, e etc?

  • Deixar que eles respondam.

Concluir com a leitura do texto do Evangelho _ Cap. XXV - Buscai e Achareis

Observai os Pássaros Do Céu

6. Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; – acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; – porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração.

Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?

Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? – e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?

Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; – entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. – Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!

Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? – como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidade delas.

Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. – Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (S. MATEUS, 6:19 a 21 e 25 a 34.)

 

3.4. A importância da reencarnação

 

J.Raul Teixeira – Livro Desafios da vida familiar pelo espírito Camilo, Parte I.

O Livro dos Espíritos – parte segunda- Cap. II questão 132

O Livro dos Espíritos – parte terceira- Cap. VII questão e 775

O Evangelho Segundo o Espiritismo- Cap. IV itens 18 e 19

Dinâmica: O plano divino da família.

Objetivo: Perceber que a família auxilia o ser renascido a se preparar para aprender a conviver, conhecer e respeitar a humanidade.

1) Dividir os participantes em subgrupos, acompanhados de um coordenador.

2) Cada subgrupo receberá prancheta, caneta, papel e texto para análise, reflexão e conclusões.

3) Os participantes devem analisar, refletir com base no texto recebido e interpretar como a família auxilia o ser na sua reencarnação , registrando as principais conclusões do grupo (30 minutos);

4) Apresentação do texto e conclusões para o grupo geral em até 6 minutos por grupo. 24’

5) O facilitador da atividade, poderá fazer ponderações, se necessário, concluindo o trabalho após as apresentações dos subgrupos. 5’

Textos para estudos nos subgrupos:

Grupo 1: Primeira forma de interação humana

“...Dessa forma, a fim de aprendermos, ao longo das eras, a nos dedicar o verdadeiro amor, reciprocamente, deveremos, antes, aprender a vivenciar esse amor em suas expressões mais variadas, em pequenos grupos aos quais chamamos familiares – verdadeiros laboratórios em que aprendemos a conviver com espíritos das mais diferentes inclinações, gostos e posturas ante a existência – locus em que aprendemos a respeitar individualidades, personalidades, distintos posicionamentos. Não foi sem razão que Carlos Marx e Frederico Engels estabeleceram que a família representa o primeiro grupo histórico e a primeira forma de interação humana aos quais os indivíduos se ajustam. ”

OBS: *Locus = lugar.

*Carlos Marx (Sociólogo, jornalista, filósofo)/Frederico Engels (filósofo social e político alemão) – juntos fundaram o marxismo ou socialismo científico.

Grupo 2: A importância da família para a vida do espírito encarnado

“...É graças ao esforço da convivência com três, cinco, dez pessoas na relação doméstica que cada indivíduo - viajor na estrada evolutiva terrena – adquire elementos intelectuais e sentimentais para lograr no remoto futuro compreender, cooperar e amar a imensa família universal, no que se refere ao universo terrestre.

Por meio da instituição familiar e de tantas outras composições em que a Divindade situa Seus filhos, reencarnados e desencarnados, é que o mundo vai alcançando, gradualmente, as várias dimensões do seu progresso intelectual, ético, moral, espiritual, enfim. ”

Grupo 3: No mundo espiritual

“...Antes do renascimento, roga o espírito ao Senhor a chance de poder estar no seio de uma família que disponha de todos ou de vários elementos que lhe permitam avançar: a pobreza, a riqueza, pais enérgicos e exigentes, pais que o coloquem no trabalho desde cedinho, para que aprenda a valorizá-lo, Exora também a oportunidade da cultura intelectual ou da sombra do analfabetismo, o brilho acadêmico ou a “touca cirúrgica” da deficiência cerebral.

Para todas essas situações, vale saber que o cenário devido será o palco familiar. ”

OBS: Exorar = suplicar.

Grupo 4: Da simplicidade à angelitude

“Para alcançar esse estado de interação com todos os irmãos da humanidade, de amar sem nada exigir e de servir incondicionalmente aos propósitos das leis divinas, o espírito humano começa a realizar sua viagem evolutiva – ou seu drama evolutivo – desde as formações sociais mais rudimentares, devendo aprender a tomar as resoluções básicas para as suas necessidades mais gerais, amadurecendo e ampliando pouco a pouco a sua cultura, aprimorando a sua seleção de valores, a fim de ir-se acercando dos níveis evolucionais que o aproximarão sempre mais do Criador.

Nessa divina viagem de aprendizado, tendo partido da “estação” da simplicidade e da ignorância, o espírito chegará à “estação” da angelitude...

Nesses caldos culturais variadíssimos, nessas psicosferas riquíssimas é que cada espírito renasce, ora na masculinidade, ora na feminilidade, alternando as experiências... aprendendo a amar... conseguindo a compreensão para as diversíssimas peculiaridades que se encontram no mundo. ”

Todos os textos dos grupos são trechos do livro Desafios da vida familiar, J.Raul Teixeira, pelo espírito Camilo, Parte I.

Conclusões do facilitador:

Fazer as devidas ponderações, se necessário.

Reforçar os conceitos, estudando as questões 132 e 775 de O Livro dos espíritos e itens 18 e 19, do capítulo IV de O Evangelho Segundo o espiritismo.


3.5 . A parentela corporal e a parentela espiritual.

Evangelho Segundo o Espiritismo: ESE, cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.

Dinâmica: A minha, a sua e a nossa visão de vida são iguais?

Objetivo: Perceber que as escolhas feitas por nós é que dirigem a nossa vida.

Desenvolvimento:

1) Apresentação do trabalho – 10’

Apresentar a eles algumas palavras escritas em cartolina e com letras grande para que todos possam ver e pedir a eles que escolham uma que, no momento, represente o que esperam de suas famílias.

Cada participante escolhe uma palavra,

Se alguém escolher a mesma palavra, escrevê-la em outra tira de papel.

Os participantes, um a um, respondem por que escolheram uma determinada palavra.

2) Questionamentos feitos pelo facilitador: 30’

Ouvindo e comparando as respostas dadas por cada um de nós, percebemos:

  • Alguém aqui tem a mesma visão de vida que o outro tem?

· Temos os mesmos problemas, as mesmas alegrias, as mesmas expectativas em relação as nossas famílias?

  • Sofremos quando as nossas expectativas não são atingidas?

· Temos alguma responsabilidade na construção do que queremos em relação a nossa família?

· O que pode ser feito para que os nossos anseios em relação as nossas famílias sejam realizados?

Dar um espaço de 10 minutos entre as perguntas para que todos possam interagir uns com os outros.

3) Depois que todos responderem, fazer com eles uma análise do texto do Evangelho Segundo o Espiritismo: ESE, cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.

(...) De todas as provas, as mais duras são as que afetam o coração. Um, que suporta com coragem a miséria e as privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, pungido da ingratidão dos seus. Oh! que pungente angústia essa! Mas, em tais circunstâncias, que mais pode, eficazmente, restabelecer a coragem moral, do que o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se bem haja prolongados despedaçamentos d’alma, não há desesperos eternos, porque não é possível seja da vontade de Deus que a sua criatura sofra indefinidamente? Que de mais reconfortante, de mais animador do que a ideia que de cada um dos seus esforços é que depende abreviar o sofrimento, mediante a destruição, em si, das causas do mal? Para isso, porém, preciso se faz que o homem não retenha na Terra o olhar e só veja uma existência; que se eleve, a pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a justiça infinita de Deus se vos patenteia, e esperais com paciência, porque explicável se vos torna o que na Terra vos parecia verdadeiras monstruosidades. As feridas que aí se vos abrem, passais a considerá-las simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família se vos apresentam sob seu aspecto real. Já não vedes, a ligar-lhes os membros, apenas os frágeis laços da matéria; vedes, sim, os laços duradouros do Espírito, que se perpetuam e consolidam com o depurarem-se, em vez de se quebrarem por efeito da reencarnação.

Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Esses mesmos Espíritos, em suas migrações terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no espaço, originando-se daí as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, acontece ficarem temporariamente separados, mais tarde tornam a encontrar-se, venturosos pelos novos progressos que realizaram. Mas, como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação no meio daqueles outros, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar.

Acolhei-os, portanto, como irmãos; auxiliai-os, e depois, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, a seu turno, poderão salvar outros. – Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

CONCLUIR perguntando a eles o que o texto tem a ver com as escolhas das palavras?

PALAVRAS PARA AESCOLHA DOS PARTICIPANTES: ESPERA, SIMPATIA, HARMONIA, FARTURA, EQUILIBRIO, FÉ, PAZ, PROSPERIDADE, COMPREENSÃO, CALOR, SIMPLICIDADE, ALEGRIA, CORAGEM, UNIÃO, CASA PRÓPRIA, SABEDORIA, EMPREGO, RESPEITO, ETC...

 

4. DINÂMICA FAMILIAR E OS SEUS DESAFIOS

4.1. Relacionamento entre pais e filhos e entre os demais membros da família, consanguínea e não-consanguínea.

Dinâmica: Das relações sociais.

Objetivo: Perceber a importância da participação de cada um na construção da harmonia familiar.

Desenvolvimento:

Os participantes receberão uma folha com o desenho de uma casa.

Numa caixa de sapatos estarão pequenos adesivos verdes e em outra caixa terá pequenos adesivos vermelhos.

O participante pegará dois adesivos verdes e um vermelho.

Será convidado a pensar qual a característica dele que prejudica o seu relacionamento familiar e ao consegui-lo colocará no desenho da casa a etiqueta vermelha.

Logo após o término da primeira tarefa, será pedido aos participantes para pensarem em como conseguirão superar a característica (defeito) e contribuir positivamente no grupo familiar. Após conseguirem encontrar como contribuir para o bem familiar, colará o adesivo verde no desenho da casa.

Terminada as duas etapas, será proposto a todos:

· Será necessário manter a vigilância sobre os seus objetivos?

· Então escrevam na frente da casa desenhada, a vigilância necessária para atingir o seu objetivo.

Ao consegui-lo colocará outro adesivo verde.

Essa casa será colocada num envelope.

Será apresentada ao grupo uma grande caixa de papelão, na qual está escrito CAIXA DE ENTRADA DO E-MAIL DE JESUS na qual os participantes colocarão suas casas devidamente adesivadas.

Fechamento: Dividir o grupão em subgrupos, e pedir que cada subgrupo tenha um relator para apresentarem as suas conclusões. Dar para cada participante o texto “Em família” para que seja estudado e, de preferência, em consenso, escrevam as suas conclusões.

Apresentação dos relatores dos subgrupos – 3’ para cada um.

Conclusão final apresentada pelo facilitador.

Avisos e prece.

 

Texto Em Família

A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando em quando, o amor nos congrega em pleno campo de vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram à esfera superior, dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menor burilada e menos atendida.

A criatura no ocaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-as ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas e destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.

O lar é o ponto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo e, quem não transporta no coração o lastro da experiência, dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de recomeçar.

(Livro: Família / pelo espírito Emmanuel; Psicografia Chico Xavier.)


 

4.1. Relacionamento entre pais e filhos e entre os demais membros da família, consanguínea e não consanguínea.

 

Dinâmica: A caminhada de cada um

1- Livro dos Espíritos – parte III – cap. VII. Questão 774

Objetivo:

Perceber a necessidade do respeito e da colaboração fraterna entre os membros da família em relação ao desenvolvimento de cada um.

Material:

Uma grande folha de papel e lápis colorido para cada participante.

Desenvolvimento:

1º momento:

O coordenador da atividade motiva todos os participantes a desenharem em um papel o próprio pé. Em seguida, encaminha a discussão, de forma que todos participantes tenham oportunidade de dizer o que pensam:

Depois de desenharem os pés, colocarem eles num saco.

Cada participante, sem olhar, pega um de pé do saco .

Questões para reflexão :

  • Pegaram o seu pé?
  • São do seu número?
  • Como andar com os pés dos outros?

Fala do coordenador: Cada um tem um caminho a seguir e, para isso, Deus lhe deu os pés adequados para a sua caminhada.

Assim é na família, queremos que todos andem com os nossos pés, isto é, segundo o modo que caminhamos.

Orientar é diferente de dirigir. Orientar é encaminhar, indicar o rumo. Dirigir é estar á frente, no comando.

Apresentar a questão 774 do Livro dos Espíritos:

774. Há pessoas que, do fato de os animais ao cabo de certo tempo abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens, mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza. Que devemos pensar a esse respeito?

“Diverso do dos animais é o destino do homem. Por que, então, quererem identifica-lo com estes? Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.” (205)

2º momento:

O facilitador deverá propor a todos: Vamos procurar os nossos pés?

Os participantes deverão procurar e formar o par com os seus pés desenhados e o facilitador deverá perguntar:

  • Como é estar com os nossos pés de volta?

Conseguimos retornar a nossa caminhada com segurança? O caminho que cada um escolhe trilhar é pessoal.

  • Vamos nos abraçar
 

 

4.4. A vida em sociedade: influência dos amigos, colegas e vizinhos.

1. FRANCO, Divaldo P. O despertar do espírito. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 9. ed. Salvador:LEAL, 2014. cap. Relacionamentos humanos (Relacionamentos sociais ).

2. ______. S.O.S. família. Por Joanna de Ângelis e outros Espíritos. 18. ed. Salvador: LEAL, 2014. Cap.20 Alienação Infanto-juvenil e Educação.

 

Dinâmica: Indivíduo » Família » Sociedade: processo em construção

 

Objetivos: Considerar a importância de cada parte (membros da família) frente ao todo (cidadãos, membros da sociedade)

 

Número de Participantes: 10 a 15 pessoas

Tempo Estimado: 45’

Material:

- Papéis com pequenos trechos dos textos de referência

- Quadro branco ou espaço de mural similar

- Fita adesiva

- Caneta Pilot

Desenvolvimento:

- Cada integrante tira de uma caixa um trecho dos textos;

- Faz a leitura individual e busca compreendê-lo, entender qual a mensagem trazida

- Cada um deve ler o seu trecho para todos do grupo e falar como poderia trazer essa mensagem ao seu dia-a-dia, para o trato com os filhos.

- Ao final, devem colar os trechos em um quadro branco ou similar, de maneira que juntos façam sentido. Com as canetas pilot podem acrescentar as conjunções ou termos que julgarem necessários.

Sugestões de trechos:

 

“O calor humano, no inter-relacionamento social, constitui fator básico para o crescimento psicológico, desenvolvendo a área da afetividade com toda a gama de sentimentos profundos que existem em germe no imo de cada ser.”

 

“Todo ser humano é portador de força criadora que se desenvolve através do relacionamento com outro da mesma espécie. Para o êxito do come􀆟mento, torna-se fundamental o autodescobrimento, a fim de serem identificados o lado negativo que faz parte da personalidade, a face escura desse poder natural, evitando que predominem nas relações que sejam estabelecidas.”

(FRANCO, Divaldo P. O despertar do espírito, 2014)

 

“Urge que a educação assuma o seu papel no organismo social da Terra sofrida destes dias. Educação, porém, no seu sentido profundo, integral, de conhecimento, experiência, hábitos e fé racional.”

 

“Voltemo-nos para a infância e a juventude e leguemos-lhes segurança moral e amor, mediante os exemplos de equilíbrio e de paz, indispensáveis à felicidade deles e de todos nós, herdeiros que somos das próprias ações.”

(FRANCO, Divaldo P. S.O.S. família, 2014)

 


 

4.4. A vida em sociedade

Dinâmica: Estudo de caso – Família, sociedade e progresso.

Objetivo: Perceber a importância da família na formação de uma sociedade onde o progresso deve ser conquistado e realizado de forma a trazer bem estar geral.

Desenvolvimento:

1. Entregar o texto Família e Sociedade para cada participante e ler o texto dramatizando-o.

2. Dividir o grupo em subgrupos, dar uma folha de papel e lápis para as anotações e pedir que eles leiam o texto e respondam as seguintes questões:

· Qual a relação de vida do seu Jorge?

· Qual a relação do seu Jorge com a sociedade? Contribui com o progresso?

· Seu Jorge é um homem mau?

· Quais os seus sonhos?

Os relatores dos subgrupos apresentam as suas respostas para todo o grupão.

O dinamizador, após ouvir as respostas dadas pelos relatores, apresenta as questões 766 a 768 do L.E e as analisa com o grupão e no final do estudo faz as seguintes perguntas:

· Qual a herança deixada por seu Jorge para os seus filhos?

· Se nada mudasse como seria a vida dos descendentes? Haveria progresso?

Texto baseado no capítulo VII do Livro dos Espíritos: DA LEI DE SOCIEDADE.

Texto Família e Sociedade.

Seu Jorge vive há muito tempo numa cidade do Interior em que nasceu. Como seus pais, trabalha na roça e se acostumou à vida simples que leva e que não pretende mudar.

Quando é perguntado sobre o uso da televisão e dos bens de consumo que ajudam na administração da roça e melhora a vida doméstica, ele responde que prefere escutar o canto dos passarinhos e que a modernidade não é coisa de Deus. Foi assim que aprendeu com seus pais e é assim que ensinou a seus filhos.

Como sempre trabalhou na roça que herdou de seus pais, ele utiliza os mesmos meios rudimentares para manter o plantio e a pequena colheita que mal serve para o sustento de sua família.

De uns tempos para cá, seu Jorge vem observando que não está mais conseguindo colher o suficiente para manter a família e os gastos naturais com a própria plantação.

Olhou, olhou e não conseguiu perceber o que estava dando errado. Chamou o Carlos, seu filho de 16 anos, e perguntou a ele o que ele achava que estava acontecendo. O filho respondeu que fazia exatamente o que o pai mandava e que também não sabia o que fazer.

Como a família morava muito longe e seu Jorge não tinha meios de comunicação, ele ficou a mercê dos acontecimentos.

A necessidade bateu forte na família e seu Jorge viu-se obrigado a pedir ajuda para resolver a situação familiar.

Percebeu que precisava resolver o problema antes que ficasse pior, mas não sabia como procurar ajuda.

 

5. INFÂNCIA E JUVENTUDE

5.2. O desenvolvimento espiritual da criança.

Dinâmica: Primeiras lições de moral da infância

KARDEC, Allan. Revista Espírita fevereiro de 1864 - Primeiras Lições de moral na infância.

Objetivo: Facilitar o entendimento dos pais e responsáveis para que percebam que a fase da infância é a mais propícia para a educação das crianças, pois durante esse período, elas são mais acessível às impressões que recebem, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-las.

Desenvolvimento:

1- Colocar em um cartaz as seguintes afirmativas e perguntar se os participantes já falaram alguma das frases para os seus filhos:

1- Tu comerás o bolo se fores obediente.

2- Se chorares não ganhará bolo.

3- Se te comportares, comerás o doce.

4- Como não te comportaste, darei o teu bolo a outro.

5- Dê o seu brinquedo a alguém. A criança recusa. Diz-se, dê que lhe darei um outro.

Anotar ao lado de cada frase o número de vezes que ela for falada.

A seguir, dividir o grupo em 4 subgrupos e entregar os textos para serem analisados: 15’

  • Grupo 1 - ( ESE, cap. XIV – item 9 )
  • Grupo 2 - Revista Espírita – Ano VII, nº
  • Grupo 3 - L.E – questão 383
  • Grupo 4 - L.E – Q. 385

Perguntar: o que vocês acharam dos textos? Estão de acordo com as respostas que vocês assinalaram?

Vamos ver o que Kardec nos fala sobre os fatos que originaram as frases.

Fomos um dia testemunha de um fato muito característico nesse gênero. Era uma criança de dois anos e meio mais ou menos, a quem se havia feito semelhante ameaça, acrescentando-lhe: "Nós o daremos ao irmãozinho, e tu não o terás;" e, para tornar a lição mais sensível, coloca-se a porção sobre o prato deste; mas o irmãozinho, tomando a coisa a sério, come a porção. Em vista disso, a outra se torna vermelha e seria preciso não ser nem o pai nem a mãe para não ver o estrondo de cólera e de ódio que jorra de seus olhos. A semente foi lançada; pode produzir bom grão? Retornemos à pequenina da qual falamos. Como não toma nenhuma conta da ameaça, sabendo por experiência que será executada raramente, esta vez se fez mais firme, porque compreendeu-se que seria preciso dominar esse pequeno caráter e não esperar que a idade lhe venha dar um mau hábito. E preciso formar as crianças cedo, dizia-se; máxima muito sábia, e, para colocá-la em prática, eis como se a toma." Eu te prometo, lhe diz sua mãe, que se tu não obedeceres, amanhã de manhã, a primeira pequena pobre que passar, dar-lhe-ei teu bolo." O que foi dito foi feito; esta vez queria-se resistir e lhe dar uma boa lição. No dia seguinte de manhã, pois, tendo percebido uma pequena vizinha na rua, fê-la entrar, e se obrigou a filhinha a tomá-la pela mão e a lhe dar, ela mesma, seu bolo. Sobre isso, louvores dados à sua docilidade. Moralidade: a filhinha disse: "É indiferente, se soubesse disto, teria me apressado em comer meu bolo ontem;" e todo o mundo de aplaudir a essa resposta espirituosa. A criança, com efeito, recebeu uma grande lição, mas uma lição do mais puro egoísmo, do qual não deixará de se aproveitar numa outra vez, porque ela sabe agora o que custa a generosidade forçada; resta saber que frutos dará mais tarde essa semente, quando, mais idosa, a criança fará a aplicação dessa moral em coisas mais sérias do que um bolo. Sabem-se todos os pensamentos que só esse fato pôde fazer germinar nessa jovem cabeça? Como se quer, depois disso, que uma criança não seja egoísta quando, em lugar de despertar nela o prazer de dar, e de lhe re- 5 presentar a felicidade daquele que recebe, se lhe impõe um sacrifício como punição? Não é inspirar a aversão pelo ato de dar, e por aqueles que têm necessidade? Um outro hábito igualmente frequente é o de punir uma criança vendo-a comer, na cozinha, com os domésticos. A punição está menos na exclusão da mesa do que na humilhação de ir à das pessoas de serviço. Assim se encontra inoculado, desde a mais tenra infância, o vírus da sensualidade, do egoísmo, do orgulho, do desprezo aos inferiores, das paixões, em uma palavra, que são, com razão, consideradas como as pragas da Humanidade. É preciso ser dotado de uma natureza excepcionalmente boa para resistir a tais influências, produzidas na idade mais impressionável, onde elas não podem encontrar contrapeso nem na vontade nem na experiência. Por pouco, pois, que o germe das más paixões aí se encontre, o que é o caso mais comum, tendo em vista a natureza da maioria dos Espíritos que se encarnam sobre a Terra, não pode senão se desenvolver sob Essas influências, ao passo que seria preciso tentar descobrir-lhe os menores traços, para abafá-las.

(KARDEC, Allan. Revista Espírita fevereiro de 1864 - Primeiras Lições de moral na infância.)

 

E agora, como estamos percebendo o modo pelo qual nos dirigimos às crianças: é educativo?


5– INFÃNCIA E JUVENTUDE

5.3 –A adolescência e seus Desafios

(1)XAVIER, Francisco C. Vida e sexo. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 2, p. 19.

(2)KARDEC, Allan. O evangelho Segundoo Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 129. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 11, item 11. (3)Idem, ibidem. Cap. 5, item 4.

 

Dinâmica: A Família e os desafios vividos pelas crianças e os jovens na atualidade.

Objetivo: Auxiliar os responsáveis a:

- perceberem as ações externas e internas dos fatores que levam a desarmonia familiar;

- perceberem que a vigilância amorosa aliada a orientação permanente e segura são elementos fundamentais na formação do caráter dos espíritos que reúnem sob o mesmo teto na forma de familiares.

Desenvolvimento: Divisão dos participantes em quatro grupos/distribuição dos grupos em salas ou espaços independentes.

Fase 1 – 15 minutos

Cada grupo (1 a 3) irá receber e discutir sobre uma imagem, simbólica, dos seguintes temas:

1.O ciclo da violência atingindo à família

2. Preconceito e conflito na família (gravidez na adolescência)

3. Prática de violência física ou psicológica intencional e repetida que causa dor e angústia no indivíduo e na família.

Fase 2 - 25 minutos

Deverão montar sua forma de apresentação. Sua apresentação terá as etapas Introdução (“o que vimos na imagem?”), Desenvolvimento (“qual o maior problema desta família?”) e Conclusão(“que soluções temos para esta família?”).

(LEVAR AS FOLHAS IMPRESSAS PARA OS GRUPOS)

O grupo 4 receberá as 3 imagens e um pequeno texto que servirá de embasamento para sua apresentação. Sua apresentação terá as etapas Introdução e Conclusão.

(Texto: Paz no Lar, Paz no Mundo, O reformador, fevereiro de 2010)

 

APRESENTAÇÃO DOS GRUPOS – grupos 1 a 3 terão 3 minutos cada um e 5 minutos para o Grupo 4.

Fase 3 – Na ordem, as imagens serão mostradas e cada grupo irá fazer a sua apresentação ao término da etapa de Desenvolvimento. Serão apresentadas as 3 imagens, pelos 3 grupos. Em seguida, será dada a oportunidade de todo o grupão se manifestar. O grupos farão suas conclusões e o grupo 4 finaliza com suas reflexões.

 

Página para estudo do grupo 4:

Paz no lar, paz no mundo!

Falando-se em paz, remetemo-nos logo a países sem lutas, sem violência e tumulto de toda a sorte. Há colóquios de paz pelo desarme de grandes nações que, vez por outra, acabam em insultos e ameaças, resultantes da falta de base do verdadeiro sentido de fraternidade. Entende--se também por paz o direito de se respirar em clima de perfeita quietude, longe dos demais transtornos da esfera social.

Paz, sinônimo de concórdia, de entendimento entre criaturas humanas, começaria essencialmente num reduto doméstico.

Lar, esse bendito recesso da conjuntura consanguínea, significa sublime fonte da educação para o êxito dos valores morais e intelectuais ante os transes complexos da existência; se bem conhecidos e compreendidos, esses valores ajudam sobremaneira a criatura humana a superá-los.

Em tese, lar é um espaço onde se dariam por princípio as primeiras noções de convivência proveitosa em prol de uma sociedade mais humana, fraterna, segura e justa.

Âmbito em louvor ao exercício da perfeita dignidade, cada núcleo doméstico se caracteriza pela conduta de seus membros. Quis Deus que, na ambiência familial, as virtudes conduzidas pela firmeza de caráter fossem levadas a efeito pela crença nos vínculos interpessoais saudáveis segundo lei do bem irrestrito, sobretudo em relação aos mais próximos, incluindo nesse bem qualquer ser vivo organizado, dotado de sensibilidade, com ou sem movimento, afora o conjunto de condições peculiares e de influências atuantes em nosso meio ambiente. Quem de verdade ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo ama o ar que respira, rios, mares, plantas, animais.

Mais que um aglomerado de pessoas, o instituto de convivência foi estabelecido para o auxílio em comum entre a parentela consanguínea.

Sendo, ainda, importante grupo de reeducandos, os lares terrenos deveriam ser primorosos recintos de nobre tradição moral com base na solidariedade e respeito fraternos entre os seus indivíduos.

Por isso, Deus, a eterna e suprema bondade e justiça, fez as criaturas associarem-se em regime de reparação através do meio palingenésico, tendo em vista o exercício da boa convivência em favor do progresso espiritual. Mas a família consanguínea, não se iluda, segundo o Espírito Emmanuel, é formada “[...] de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis ante as leis do destino”.1 (Grifo nosso.) Cada lar representa a garantia da sobrevivência dos valores morais de interesse do próprio gênero humano, e não dá para estabelecer o bem em nossa sociedade sem essa garantia.

Por exemplo, enchemo-nos de dó ante lastimoso padecer de mães afligidas por filhos viciados em drogas, leves ou pesadas, principalmente, se estes se transformaram em criminosos cruéis, alguns dos quais homicidas a partir da infância...Muitos infortúnios não ocorreriam, se certos pais combatessem, desde cedo, em seus filhos o princípio das más tendências: o egoísmo, filho do orgulho, que “é o causador de todas as misérias do mundo terreno”. 2 Cobrando explicação de si mesmos ou do Criador, é comum aquela patética e famosa pergunta: Onde foi que eu errei?! A maior parte de pais e mães considera os filhos propriedade exclusiva e, ao colherem o que semearam, ou seja, a falta de respeito, a ingratidão, julgam-se os maiores “coitadinhos”... 3

Concluindo, a paz entre as potências do mundo só será realmente obtida com base na fraternidade pura, com responsabilidade e respeito mútuos, sem restrição, e não apenas à custa de manifestações públicas de gesticulações, exibições de símbolos, de cartazes e de anúncios na TV. Paz verdadeira não depende de eventos de caráter diplomático, as mais das vezes sem nenhum efeito positivo, notabilizados por atitudes teatrais de sorrisos, abraços e apertos de mão para sair no noticiário.

Não adianta: paz, exatamente, tem de começar primeiro em casa, e ponto final.

Como vimos, lar não é apenas uma construção em certo espaço de terreno, limitada por paredes e tetos, com sala, quarto, cozinha, demais dependências, e o carro na garagem... Quando nos referimos à família, não falamos de um grupo de pessoas do mesmo sangue, reunidas num mesmo endereço destinado a repastos, descanso e lazer, nem nos referimos a indivíduos que não costumam dirigir cumprimentos nem pedir licença, desculpas, um não sabendo onde o outro está, se volta cedo ou tarde, ou se não volta... Fiquemos, portanto, com estas brilhantes palavras da veneranda Joanna de Ângelis, sublime especialista em ciência dos fenômenos psíquicos e do conjunto de reações da individualidade

encarnada:

A Doutrina Espírita, atualizando a lição evangélica, descortina na família esclarecida espiritualmente a Humanidade ditosa do futuro promissor.

Sustentá-la nos ensinamentos do Cristo e nas lições da reta conduta, apesar da loucura generalizada que irrompe em toda parte, é o mínimo dever deque ninguém se pode eximir.4

FIGURAS PARA ESTUDO:

FIGURA 1

1.O ciclo da violência atingindo à família

 image4

FIGURA 2

2. Preconceito e conflito na família (gravidez na adolescência)

image5

FIGURA 3

3. Prática de violência física ou psicológica intencional e repetida que causa dor e angústia no indivíduo e na família.

 image6

 

 5.3. A adolescência e seus desafios.

Nazareth- Joamar Zanolini - Livro Um Desafio Chamado Família

Dinâmica: O adolescente lá de casa.

Objetivo: Facilitar um espaço de discussão e entendimento entre os pais e responsáveis acerca das rotinas e hábitos adquiridos pelos jovens e a responsabilidade de cada um.

São apresentados os tópicos abaixo, um a um, escritos em cartolinas recortadas em forma de pé, para que os participantes escolham aquele(s) com os qual(is) mais se identifiquem. Quais assuntos dificultam mais a relação familiar. Depois, com o grupo arrumado em círculo, será colocada uma música bem animada e se fará correr um grande pé de cartolina colorida, tipo "batata quente".

Quando a música parar, a pessoa que estiver de posse do pé terá que falar acerca de um dos tópicos cujo pezinho ele escolheu.

Depois de cada apresentação, todos poderão opinar e contar experiências parecidas que tenham vivenciado, atuando o facilitador como o dinamizador e organizador desses relatos, conforme o esquema abaixo.

Família que é Família, sempre pega no pé quando os assuntos se referem aos hábitos dos filhos adolescentes.

Frases sobre alguns hábitos para serem escritas nos pés que serão discutidos pelos participantes:

· Religião (diferentes/impor/discussões em torno do tema/falta de respeito)

· Pressões psicológicas/Chantagens emocionais (No meu tempo...)

· Fim de semana com pais separados (opção/obrigação)

· Namoro (cobranças: horário/telefone/vai aonde?/dormir fora de casa/viajar juntos/grávida!?!)

  • Banho (duração/frequência)

· Estudo (nunca é suficiente!!/falta uniforme, $ para passagem e livros)

· Atenção à família (depois de uma determinada idade você só quer rua!)

· Amigos (quem são/onde vai/a que horas volta/horas no telefone/dormir aqui/lá/viajar)

· Comida (só o básico/biscoito/bobagens/sem horário/o dia inteiro)

· Bebida/drogas (pais que bebem ou são usuários de drogas/amigos que bebem/usam/vendem)

· Limpeza (quarto - obrigação/colaboração na casa/um cômodo para muitas pessoas/falta privacidade)

· Roupa (bagunça no quarto, armário/marcas favoritas/usadas/sem poder comprar)

· T V/Games/Computador/Internet/Som sempre alto

· Horário (todos - tentativa de controle quase absoluto por parte dos pais/falta de controle, ausência, abandono)

· Dinheiro (cabe em tudo: não dá para nada extra/jovens que trabalham dentro ou fora de casa para ajudar a família/mesada/pendurado no telefone).

Exemplo de pé com um assunto. Lembrando que as frases podem ser escritas à mão nos pés.

Banho (duração/frequência/só frio/sem chuveiro

image7


Textos para estudo:

Deveres dos pais

Emmanuel diz-nos: "Entretanto quantas ansiedades e quantas flagelações quase todos padecem, antes de se firmarem no porto seguro do dever a cumprir!". Nossos filhos adolescentes reclamam dos pais mais do que receberam na infância: mais orientação, mais incentivo, mais apoio.

Emmanuel também ressalta que "essa fase da existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção". Não são somente aqueles cuidados como na infância, mas também a preocupação de que nossos filhos estejam preparados para os primeiros voos e para enfrentarem o desafio do mundo que está fora do refúgio doméstico. Cabe a indagação de Jesus a Simão Zelote : "Achas que os moços de amanhã poderão fazer alguma coisa, sem os trabalhos dos que agora estão envelhecendo?".

Atitudes incoerentes dos pais.

Os pais que não aproveitarem ainda os primeiros dias da infância para educar os filhos, aperfeiçoando -lhes o sentimento e o caráter, não terão base para lidarem com os adolescentes em seu lar, pois o trabalho educativo deve iniciar-se junto com a chegada dos filhos ao ninho doméstico. Faz-se mister vigilância sobre as tendências de nossos filhos e também sobre nossas atitudes para com eles, a fim de evitar que, em vez de fertilizar as boas sementes, estejamos adubando a erva daninha em seu coração. Há uma famosa lista preparada pelo Departamento de Polícia de Houston, Texas, EUA, que se intitula "10 maneiras de se formar um delinquente", a qual nada mais é do que a mostra de como o relaxamento dos pais levará os filhos a um estado de despreparo moral ante a vida. As dez regrinhas se baseiam nas atitudes de pais que não ensinam seus filhos a assumirem responsabilidades, receberem negativas, valorizarem o trabalho e os estudos, verem os outros com olhos fraternais e terem alguma orientação religiosa. Referências bibliográficas: (l)Emmanuel"Caminho, Verdade e Vida"-Lição 151:Mocidade-Editora FEB. (2)Humberto de Campos "Boa Nova " - Lição 9: Velhos, Moços - Editora FEB.

Pais e filhos adolescentes.

“E indispensável amparar convenientemente a mentalidade juvenil" Emmanuel

Os pais precisam conscientizar-se de que o lar deve ser uma escola, oficina e hospital espirituais, onde os filhos recebam o "knowhow"necessário para aproveitarem a oportunidade abençoada da reencarnação, impossível em uma educação sem Evangelho, sem diálogo, sem disciplina, sem amor, sem corrigenda e sem bons exemplos. No dizer de Chico Xavier , "a infância levará para a frente o retrato de nossa própria conduta para com ela. E, se abandonamos a criança, exigindo, de futuro, que em plena mocidade obedeça à força, o assunto se faz muito difícil". Neste difícil período da adolescência, acusar os filhos, tomá-los de rebeldes, desesperar-se, desanimar-se, destacá-los como ingratos. reclamar e queixar-se sistematicamente ou então ceder sempre, deixá-los livres desordenadamente, são atitudes, às vezes, comuns, porém totalmente equivocadas, atestando a incompetência moral dos pais. Os pais precisam deixar seus filhos viverem, sem tumultuar seu desenvolvimento, buscando orientá-los e sendo-lhes amigos, evitando o que acontece com muitos, que saem da infância carregando a confusão pelo abandono ou pelos exemplos lamentáveis, buscando refúgio em vícios e desequilíbrios.

Atitudes evangelizadas dos pais.

A boa lavoura requer muitos cuidados, desde a preparação da terra até à colheita. A educação é uma lavoura divina de luz, em que no solo do coração filial plantamos a semente do amor e da verdade para a colheita da vitória espiritual. Sintetizando várias observações de nosso amigo espiritual Emmanuel , verificamos que é preciso, desde cedo, abençoar nossos filhos, considera-los amigos, orar por eles, irradiar-lhes simpatia, estimulá-los à obediência, dialogar evangelicamente com eles, ter-lhes carinho, vigilância, energia, brandura, governar-lhes os impulsos, exercer-lhes autoridade com equilíbrio, amparar-lhes os caprichos, renunciar a diversas coisas por eles, desenvolver-lhes os sentimentos bons.

Educação é Evangelho .

Elucida-nos Emmanuel que "Jesus forneceu padrões educativos em todas as particularidades de sua passagem pelo mundo". Somente no exemplo do Cristo encontraremos todas as repostas para os problemas da convivência doméstica, pois, se há um título que Jesus aceitou em sua passagem física pela Terra, esse foi o de MESTRE, por excelência. Ante os filhos adolescentes, saibamos usar de amor e energia, ternura e esclarecimento, com muita paciência, esperança e compaixão.

Recordemos aquela belíssima história de Meimei sobre uma mãe desolada que, ao desencarnar, pergunta a Jesus quem teria colocado em seus braços o filho, que, após ter recebido todo o seu amor e abnegação na infância, se transformou em um suplício para o seu coração Primeiramente, Jesus responde: "Filha, só o amor pode educar os filhos de Deus". Ela prossegue reclamando não ter capacidade para educá-lo, recebendo de Jesus a resposta, de tê-lo encaminhado, dando-nos a importante lição de que cada filho é enviado aos braços paternos mais aptos a auxiliá-lo. A convivência sadia com nossos filhos requer muito esforço e renúncia, contudo somente com a educação vitoriosa conseguiremos promover a humanidade a um mundo mais feliz, na fraternidade e no amor. Encerramos com Emmanuel "Não olvides aplicar em auxílio deles a terapêutica do amor, esquematizada em tolerância, bondade, ternura e compreensão". Tenhamos conosco a certeza de que onde existir um lar alicerçado no entendimento mútuo, nele haverá pais e filhos que confiam uns nos outros e convivem harmoniosamente. Referências bibliográficas: (1)Em Manuel, Verdade e Vida-Lição 151 -Editora FEB. (2)Chico Xavier-Entrevistas-Questão 100 - Editora IDE. (3) Emmanuel - O Espírito da Verdade Lição 46 - FEB: Encontro Marcado Lição 34 - Editora FEB. (4) Meimei .Amizade - Lição 8 - Editora IDEAL (5¡ Emmanuel - Chico Xavier Pede Licença - Lição 16 - Editora GEEM.


7. CONFLITOS E DESARMONIAS FAMILIARES

7.2 . Conflitos familiares

Dinâmica: Os nossos problemas e as nossas dificuldades. 70’

Objetivo: Perceber as nossas dificuldades através de uma nova ótica: a do outro.

1ª. Etapa: 5’

Distribuir papéis, pedindo que escrevam um problema que esteja vivendo.

Não é para se identificar.

Pedir que coloquem os papéis escritos em uma caixa. Pode ser de sapato.

Embaralhar bem os papéis e pedir para que retirem aleatoriamente um da caixa.

2ª. Etapa: 15’

Nesta etapa não pode haver interrupções ou ajuda dos colegas. Cada um deve assumir o problema que retirou da caixa como se fosse seu. Deverá ler em voz alta em primeira pessoa (“eu”) e dar uma solução para o problema.

Obs: Não será permitido debate nem perguntas sobre o assunto durante as exposições.

3ª. Etapa:15’

O facilitador lerá as questões abaixo para reflexão, que então serão abertas para debate com todo o grupo.

- Como vocês se sentiram ao escreverem os seus problemas no papel?

- Como se sentiram quando os seus problemas foram relata­dos por outra pessoa?

- Como se sentiram ao explicarem o problema de outra pessoa?

- No entender de vocês, o outro compreendeu o seu problema?

- Conseguiu pôr-se na sua situação?

- Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa?

- Como vocês se sentiram em relação aos outros mem­bros do grupo?

Questão conclusiva:10’

- Muito bem, e em família, conseguimos analisar com tranquilidade as dificuldades dos nossos familiares e propor soluções como fizemos nesse exercício?

Fechamento do estudo: 15’ O facilitador deverá dar apoio ao grupo verificando se todos sabem ler e escrever e, caso contrário, oferecer ajuda.

Concluir o estudo com a leitura da página Harmonia em família e pedir que os participantes marquem as partes do texto que mais chamou a atenção deles. 5’

Apresentação das escolhas: 10’ – cada participante diz qual a parte do texto que mais lhe chamou a atenção e o por que.

 

Página - Harmonia em Família

Para construir o equilíbrio na família, indispensável buscarmos a luz do Evangelho, que ilumina os corações, pacifica as mentes, harmoniza personalidades diferentes.
Jesus nos afirma — ao final do Sermão do Monte — que todo aquele que ouve e pratica Suas palavras será comparado ao homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. (Mateus, 7:24).
Os lares formam cidadãos para o mundo. Aprimorar aqueles é a melhor forma de aperfeiçoá-lo. Neio Lúcio (Espírito), no livro “Jesus no Lar”, diz, no Capítulo I, intitulado O culto cristão no lar:
“... como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?”
(...) Ilustrando a importância da nossa conversão ao Evangelho, em Atos dos Apóstolos (16:31), Paulo e Silas recomendaram ao próprio carcereiro: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa.”
Muitos querem uniformizar os membros da família, e buscam impor-se aos demais, para que pensem por sua cabeça. Não veem que cada qual é um universo à parte, com valores, experiências e sonhos distintos.
Isto não acontece com o verdadeiro discípulo de Jesus, porque, assimilando as lições do Evangelho, transforma-se, amparando e modificando, pelos exemplos, os demais, à sua volta. Aceita-os como são. Aprende a ver beleza na pluralidade de caracteres que compõem sua família. Pois no contraste está o encanto. “Um jardim é mais belo quando há flores variadas. A visão do deserto, sem o oásis, é cansativa.”
Assim, o lar e seus componentes. E isso depende apenas de nos educarmos, renovando hábitos, adotando postura criativa, fraterna. Quando há essa compreensão, os integrantes desse lar ajudam-se uns aos outros, estimulando o crescimento de todos, para que os valores existentes em potencial se desenvolvam e frutifiquem, contribuindo não só para a própria evolução, mas para a do grupo e a da comunidade.
Sofremos mais pela carga de aflição que adicionamos aos problemas do que pelos sofrimentos que eles trazem por si mesmos. Reagimos com desequilíbrio. Devemos agir com serenidade, sem perder a calma e sem agredir aqueles que estão próximos a nós.
(...) É também no lar onde devemos aprender a observar não só as leis humanas, em geral, mas as Leis de Deus. É no lar que se forma o caráter do cidadão. É ali que se dá sua formação moral. Essa é a verdadeira educação que vem do berço, através não só das palavras, mas dos exemplos. Essa é a maior responsabilidade da família.
Para construir um lar cristão, não devemos nos preocupar somente com o pão material, destinado ao corpo que um dia morrerá, mas, sobretudo com o pão espiritual, que alimenta o Espírito imortal: a Fé, a Oração, a Esperança, o Amor, a Fraternidade. Judiciosamente nos ensinava Jesus (Mateus, 6:33) “(...) buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
Para manter a harmonia em família, devemos compreender que o respeito não se impõe: é conquista. E deve ser recíproco. Desenvolver o diálogo, estimulando a compreensão; o amor à oração e ao Evangelho no lar; este último não só estudado, mas vivido, é a forma adequada de se construir a harmonia nos corações.

Fonte:http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/harmonia-em-familia/?PHPSESSID=db8habs2n069uqpu88vgv7dgg5#ixzz5EgishK4E


 

7.2. Conflitos e desarmonias familiares

Dinâmica: Conflito ou escândalo?

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. VIII – item 12

Objetivos: Aprender a valorizar as situações de conflito e estabelecer possibilidades novas de resolução.

Participantes : Se o grupo é grande, trabalhar em pequenos grupos.

 

Material: Série de figuras, fotografias, desenhos, caricaturas e recortes de jornal ou revista. Que apresentem situações de conflitos tais como: cena de casal brigando, alguém falando mal de alguém, briga de mulheres, briga de homens, alguém apontando o dedo para alguém, etc..)

 

Desenvolvimento:

Os participantes buscam uma figura ou mais, com situações similares que tenham vivido, descrevendo-as e escrevendo numa planilha ("dependência", "atropelamento", "injustiça", violência verbal", briga de casal, pessoas falando mal de outra, etc):

· os sentimentos despertados pela situação.

· Atitudes tomadas diante da situação de conflito

· as consequências da atitude tomada (tanto no plano da eficiência prática, como na evolução pessoal interior).

Depois de todos se pronunciarem abrir para debate no grupão.

PLANILHA 1

Situações vividas

(1)

Sentimentos vividos

(2)

Atitude tomada diante do conflito.

(3)

Consequências causadas pela atitude tomada.

(boas ou más) (4)

As soluções empregadas foram adequadas? (5)

         
         
         

· Analisando as respostas dadas na planilha 1, tem alguma coisa que vocês mudariam à partir da coluna 3?

· Listar na planilha 2 o que eles acham que pode mudar à partir de novas atitudes

PLANILHA 2

Novas atitudes

Novas soluções propostas

Novos sentimentos

     
     

Logo após, o grupo responde qual o maior conflito percebido nas famílias por eles e qual a solução encontrada.

· Ler com eles o texto do Evangelho:

Cap. VIII - Bem -aventurados os que têm puro o coração

ESCÂNDALOS. SE A VOSSA MÃO É MOTIVO DE ESCÂNDALO, CORTAI-A.

12. No sentido vulgar, escândalo se diz de toda ação que de modo ostensivo vá de encontro à moral ou ao decoro. O escândalo não está na ação em si mesma, mas na repercussão que possa ter. A palavra escândalo implica sempre a ideia de um certo arruído. Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque este lhes faria sofrer o orgulho, lhes acarretaria perda de consideração da parte dos homens. Desde que as suas torpezas fiquem ignoradas, é quanto basta para que se lhes conserve em repouso a consciência. São, no dizer de Jesus: “sepulcros branqueados por fora, mas cheios, por dentro, de podridão; vasos limpos no exterior e sujos no interior”.

No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão amiúde empregada, é muito mais geral, pelo que, em certos casos, não se lhe apreende o significado. Já não é somente o que afeta a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, toda reação má de um indivíduo para outro, com ou sem repercussão. O escândalo, neste caso, é o resultado efetivo do mal moral.

13. É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma consequência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

Após a leitura, perguntar para o grupo:

· O que o texto que lemos tem a ver com a nossa dinâmica?

Conclusão: Mostrar que conflito não é sinônimo de escândalo e que o processo para a paz constitui na busca de soluções sem violência, pois o conflito é positivo e necessário para o crescimento do ser humano. O conflito é o processo lógico que ocorre quando tentamos uma tarefa comum, e na solução do conflito está o caminho para conseguir a paz "positiva" sem que haja, necessariamente, escândalos. Mas, quando o conflito trás prejuízo para o outro, aí teremos o escândalo.


7.2. Desvinculações conjugais: ciúme exacerbado, uniões infelizes, adultério, separações e divórcio.

Dinâmica: Resgate interrompido

Baseado no livro Ação e Reação de Francisco Cândido Xavier, por André Luiz. Capítulo 14.

Objetivo: Proporcionar aos participantes uma reflexão em torno dos compromissos assumidos pelo casal diante da família.

Personagens/Família simples moradora de subúrbio:

Mentor espiritual- Silas –

Pai: Lineu, rude e de conduta deplorável -

Mãe: Marcela, educada , dedicada ao lar -

Filha especial: Renata, caçula.-

Filho Primogênito: Roberto, 9 anos , sonha em ser bailarino, mas não é homossexual.

Filha :Luciana, pai tem grande afeição

Amante de Lineu:Mara, jovem leviana e inconsequente

Mãe entra com os filhos, sentam -se na cama. A mãe chorosa e triste, começa a fazer prece pelo seu esposo. Prece -E.S.E. CAP XXVIII, 27

Mentor entra e fala para a plateia.

Silas: Passamos a cooperar na rearmonização dessa família. Marcela se vê atormentada com as cartas de Mara, espírito que encontra-se magneticamente ligado a Lineu pelas forças genésicas e da leviandade.

A mãe pega a carta da amante e a queima (ou amassa e joga fora).

A mãe volta a cama dos filhos. Roberto, primogênito acaricia a mãe.

Após horas de espera, Lineu chega em casa com sinais de alcoolismo e de aventuras inconfessáveis.

Marcela: Lineu o leite das crianças acabou.

Lineu: Se queres dinheiro, vá trabalhar. Se eu soubesse que casamento era essa prisão... um contrato que me escraviza a existência inteira! . . .

Lineu (para a plateia): Melhor estaria com Mara, sempre alegre e compartilhando comigo tantas alegrias, não me recrimina e me pede nada, somente noites de prazer. (se possível, nesse momento passar no telão, imagens de Lineu com Mara)

Marcela: Eu tenho procurado mais serviço de lavanderia, contudo os afazeres domésticos e os cuidados com a Renata, você sabe que ela precisa de cuidados especiais, me sobram pouco tempo.

Lineu: Que pretende você de mim? posso, acaso, fazer mais? Sou um homem dependurado em lojas e armazéns... Devo a todos!... por sua causa, simplesmente em razão do seu desperdício... Não sei até quando poderei aturá-la. Não será mais aconselhável regresse você à terra que teve a infelicidade de vê-la nascer? Seus pais estão vivos…

Marcela em lágrimas emudecia, mas, sendo a voz dele estentórica, quase sempre o pequeno Roberto acordava e acorria em socorro da mãe, enlaçando-a, estremunhado. Lineu avançava sobre o miúdo interventor a sopapos, clamando com insofreável revolta:

Lineu: Saia daqui! saia daqui!..

Menino, agarrado ao colo materno, sofria pancadas até recolher-se, de novo, ao leito, em pranto convulsivo.

As filhinhas choramingam, eis que o genitor se desfazia em ternura, ainda mesmo quando plenamente embriagado, proferindo, bondoso:

Lineu: Minhas filhas!... minhas pobres filhas!... que será de vocês no futuro? é por vocês que ainda me encontro aqui, tolerando a cruz desta casa!…

Outro dia .

Mãe cuidando da filha especial, Roberto treinando passos de balé em frente ao espelho, Luciana brincando de boneca.

Mentor entra

Silas: Estamos em ação, a benefício de Marcela e dos filhinhos.

Do atormentado lar, ameaçado de completa destruição, quase que diariamente, à noite aqui aplicávamos alguns minutos em tarefas.

Entra Lineu sem cumprimentar Marcela, dirigindo-se as filhinhas.

Lineu olha para Roberto com ar e gestos de desaprovação.

Roberto se recolhe, a mãe vai até a ele e o afaga.

Lineu: senta-se a mesa e fica a matutar.

Silas: Contudo, apesar de nosso esforço, o chefe da família mostrava-se, cada dia, mais indiferente e distante. Enfadado e irritadiço, como vimos, não concede à esposa nem mesmo a gentileza de leve saudação.

Fascinado pela outra, passara a odiá-la. Pretendia desobrigar-se do compromisso assumido e trilhar nova senda.

Todos saem de cena.

Divisão em 02 grupos.

Cada grupo fará a análise da história. Um analisará a situação com a visão da sociedade; outro analisará a situação à luz da Doutrina Espírita.

  • Apresentação da conclusão de cada grupo (começar com o grupo que analisa com a visão da sociedade).
  • Conclusão feita pelo coordenador.

 


 

7.4. Deficiência ou ausência de educação moral

O Livro dos Espíritos – parte III – cap. I, questão 629 e 630

O Livro dos Espíritos – parte III – cap. III, questão 685

O Livro dos Espíritos – parte III – cap. VIII, questão 796

O Livro dos Espíritos – parte III – cap.XII, questão 917 e 918

O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap.17 - item 3

 

Dinâmica: O amor e o tempo como principais aliados na formação da educação moral do ser.

Objetivos:

Facilitar ao grupo:

- Reconhecer na educação moral, a base sólida para a construção dos laços da família, onde se forma o Homem de Bem.

- Ampliar a reflexão de que o espaço educativo no lar, é um lugar para se viver e trabalhar os sentimentos, entendendo que o AMOR e a SABEDORIA são asas que nos libertam e que cada espírito encarnado, colocado junto a nós, no seio familiar, traz sua maturidade espiritual, cabendo a nós, respeitar o TEMPO de cada um deles em sua jornada evolutiva.

Desenvolvimento:

Texto: "A Ilha dos Sentimentos"
Narrador: Era uma vez uma ilha onde moravam vários sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a riqueza, o amor e a sabedoria.
Um dia avisaram que a ilha iria afundar. Foi um terror! Todos se apressaram para sair de lá, cada sentimento procurou um barquinho a fim de fugir. O único que não se apressou foi o Amor. Sentia tanto carinho pela ilha que precisava despedir-se, saúda-la pela última vez... antes que ela afundasse. O amor demorou tanto que ficou sem barquinho, e já estava quase afundando quando passou a senhora Riqueza.
Amor: Por favor, Riqueza (gritou o Amor), leva-me com você.
Riqueza: Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Em seguida vinha passando a vaidade...
Amor: Por favor, Vaidade, leva-me com você?
Vaidade: Não posso ajudar você, Amor. Você vai sujar todo o meu barco e estragá-lo, ele está muito limpo.
Passou então a tristeza.
Disse o amor:
Amor: Por favor, Tristeza, não me deixe abandonado. Leva-me com você?
Tristeza: Ah, Amor, eu estou muito triste e não quero saber de ninguém. Prefiro ficar sozinha...
Também passou a alegria. E o amor mais uma vez implorou.
Amor: Alegria, leve-me com você, por favor?
Mas a alegria estava tão alegre que nem percebeu o Amor suplicando...
De repente o amor ouviu uma voz amorosa:
Velhinho: Vem, amor. Eu levo você!
Que alegria! Um velhinho que passava por ali sentiu compaixão do amor e desejou ajuda-lo. O amor ficou tão feliz que esqueceu de perguntar o seu nome.
Chegando em terra e sentindo curiosidade, procurou a sabedoria.
Amor: Sabedoria, quem era aquele que me trouxe até aqui? Que teve compaixão de mim?
Sabedoria: Foi o tempo...
Amor: O tempo? Perguntou o amor.
Sabedoria: Sim, foi o tempo.
Amor: O tempo? E porque o tempo?
Sabedoria: Por que só o tempo é capaz de ajudar a entender um grande amor!
Autor desconhecido

Obs: Poderá ser um esquete ou leitura do texto.

No caso de esquete, pode-se fazer as laterais de um barco pequeno em cartolina com barbante para pendurar nos ombros e remos de cartolina, onde o AMOR percorrerá os cantos da sala, encontrando as Personagens: alegria, tristeza, vaidade, riqueza e sabedoria, que estarão caracterizadas com acessórios e maquiagem (colar de fita com coração vermelho - AMOR; lenço colorido - ALEGRIA; lenço escuro - TRISTEZA, espelho e pente - VAIDADE; bijuterias douradas - RIQUEZA; livro - SABEDORIA.

Questões para reflexão nos grupos:

1 - Qual a relação das personagens do esquete/do texto, com a vida em família, na sociedade atual?

2 - Que consequências nos traz a deficiência ou ausência de educação moral em nossas vidas?

3- Qual a importância do tempo em relação a educação moral na vida familiar?

Leituras de apoio:

LE - questões: 629 "Que definição se pode dar da moral? ..."

685 a "... Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral..."

796 "... Só a educação poderá reformar os homens..."

917 "... O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material..."

918 "Caracteres do Homem de Bem"

ESE cap.17 - item 3 "O Homem de Bem"

Fechamento:

Apresentação das ideias surgidas nos grupos.

Conclusão:

Educar é uma arte que exige dedicação, observação, paciência, criatividade e esperança. E tudo isto está inserido no Amor, porque o amor é a essência da vida e da educação. Ao reencarnar, por mais endurecido no mal seja o espírito, a educação moral bem direcionada e sedimentada pelos bons exemplos dos pais, pode abrandar-lhe os caracteres, fazendo com que se torne uma pessoa de bem, e, por meio de sucessivas encarnações, tornar-se um dia, construtor da paz e de um mundo melhor.

O Evangelho nos apresenta como principal questão, a ação transformadora, que através da educação moral, contribui para a construção do homem de bem. A deficiência ou ausência da educação moral retardará o caminho da redenção humana.

Toda a obra do Cristo esclarece e demonstra a força da educação, como roteiro de libertação de toda ordem, permitindo sua aplicação às diferentes situações de vida.

E assim, Jesus nos revela que na educação moral de todo homem, está o roteiro para se alcançar a vivência da Lei Divina, em toda a sua plenitude.

 

7.5. Desequilíbrios emocionais e carências afetivas

1- Livro dos Espíritos- parte III – Cap. XII, questão 919

2- Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. V - item 4

Dinâmica : Do cartão

Objetivos:

Favorecer ao grupo o entendimento sobre:

- Um estado de desequilíbrio emocional poderá nos trazer dificuldades para a harmonia familiar.

- A oração, os bons pensamentos, o estudo e o trabalho no bem, são meios de mantermos uma boa saúde mental, mantida e preservada, através da energia e influenciação dos espíritos amigos.

 

Desenvolvimento:

O coordenador/facilitador deverá confeccionar cartões para todos os participantes, que deverão ser dobrados, tendo capa e duas folhas internas. Colar na capa (pg1) imagens coloridas de natureza (flores, pássaros, rios, praia, cachoeira, pôr do sol) e famílias.

Escrever no verso, ao topo da folha,(pg2) a questão:

“Que situação em família, me abala /abalou emocionalmente?”, deixando espaço para que seja escrita a resposta.

Colocar os cartões sobre uma mesa, para que cada um escolha um e responda a pergunta que está no verso (pg2). Devolvê-lo à mesa e pegar outro cartão, diferente do seu, para escrever (pg 3) palavras de estímulos e formas de superação para a dificuldade apresentada pelo colega, lembrando-se dos ensinamentos pautados na Doutrina Espírita e o no Evangelho. Não é necessário assinar. Recolocá-lo na mesa, onde cada um procura o seu cartão e busca o autor que lhe escreveu, para um abraço.

Reflexões:

· Como vocês se sentiram após os aconselhamentos recebidos pelos companheiros?

Deve-se abrir espaço para quem quiser expor suas dificuldades e ler o que lhe foi escrito.

Leituras de apoio:

LE – Cap XII : Conhecimento de si mesmo

questão 919 “...O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual...” (Santo Agostinho)

ESE – Cap V - item 4 : Causas atuais das aflições

“...A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo?...”

Fechamento:

Ninguém tem mais poder de preencher a lacuna emocional do que a própria pessoa que a carrega. Essa lacuna fala das nossas necessidades de amadurecimento afetivo, que ninguém da família ou fora dela jamais terá a sensibilidade completa para compreender e preencher.

A cura verdadeira da carência emocional está no mergulho profundo no universo interior, realizada através do autoconhecimento.

Conclusão:

- Ainda que no seio familiar encontrem-se nossos desafetos do passado, trazendo-nos conflitos e desajustes emocionais, confiemos na providência divina e renovemos nossa fé no evangelho, que nos permite um novo olhar sobre a vida e as pessoas que nos rodeiam.

- “A saúde da criatura humana resulta de fatores essenciais que lhe compõem o quadro de bem-estar: equilíbrio mental, harmonia orgânica e ajustamento socioeconômico. Quando um desses elementos deixa de existir, pode-se considerar que a saúde cede lugar à perturbação, que afeta qualquer área do conjunto psicofísico. ” (Joanna de Ângelis)


8. SÉRIOS DESEQUILÍBRIOS NO LAR

8.1 – Violência e agressões domésticas

Dinâmica: Amor, com amor se paga.

-O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. IX, Bem- aventurados os que são brandos e pacíficos, item 6 Instruções dos espíritos: A afabilidade e a doçura.

-Superando Aflições. Marcus de Mário, cap. 7., editora EME

-O Céu ao nosso alcance. Richard Simonetti. Editora CEAC. 9ª edição, 2010. Páginas 37 e 63.

-Texto: A arma infalível. Francisco Cândido Xavier. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.

 

Objetivo : Levar os participantes a construir e refletirem sobre seus perfis emocionais.

Propor o questionário abaixo para os participantes, que deverão responder intimamente. Não é necessário que apresentem a resposta ao grupo, a não ser que queiram.

Questionário

1. Como reage quando vê um amigo ou um adulto perder a calma e tornar-se agressivo?

2. Em situações muito tensas, quais costumam ser suas reações?

3. Quais as circunstâncias que o deixam inteiramente “fora de si”?

4. É capaz de perder horas de sono por causa de alguma grande preocupação?

5. Você se acha uma pessoa muito querida em sua casa? E na escola?

6. Quais fatos, ocorridos com outras pessoas, o fazem sofrer sinceramente?

7. Você seria capaz de matar um animal pequeno sem qualquer sentimento?

8. As situações que o deixam muito aborrecido são as que...

9. Toda vez que você tem de tomar uma importante decisão você sente...

10. Como você se apresenta ao receber e manifestar carinho?

11. Qual é a sua capacidade em aceitar opiniões, mesmo negativas, sobre suas emoções?

Permitir que os participantes comentem suas respostas, caso queiram.

Em seguida, dividir os participantes em três grupos para a leitura dos seguintes textos:

  • A arma infalível
  • Filiação
  • Pancadaria verbal

O grupo deverá observar as suas respostas no questionário e refletir se nossas atitudes não seriam como a dos casos estudados.

Questionar:

Como identificamos essas situações dentro do lar?

Como diz o texto Filiação, existem esses “filhos” dentro de seu lar?

Existem outros que não foram citados?

Suas respostas ao questionário interferem de maneira positiva ou negativa na sua convivência com seus familiares?

Após as considerações acerca dos textos, dividir os participantes em dois grupos para o estudo:

· Grupo 1 – A violência doméstica para com os filhos – Reformador (Setembro/2006)

· Grupo 2 – A afabilidade e a doçura – Evangelho Segundo o Espiritismo

Os grupos devem apresentar uma síntese do texto e suas considerações.

Após, o dinamizador fará a conclusão.

Conclusão:

Todas essas atitudes são formas de violência, estejam elas visíveis ou não. Existe a violência física, que acontece por meio de agressões, seja do pai para com os filhos, entre os cônjuges ou demais membros da família. Mas não podemos deixar de lado aqueles casos gritantes de agressão e violência doméstica. Temos leis que visam proteger a mulher e os filhos dessa situação, e devem ser requeridas, logo que constatadas a gravidade da situação. Podemos tentar evitar que a situação chegue a esse ponto, a partir do momento que se identifica características dessa violência, seja em mim ou no outro.

A oração e o Culto do Evangelho no Lar precisa ser uma prática constante, a fim de auxiliar na mudança que devemos promover em nós mesmos.

Alguns exercícios, segundo Marcus de Mário, também podem nos auxiliar para manter uma melhor convivência familiar: não falar antes de pensar e medir as consequências; controlar o impulso de responder alterando o tom de voz ou impondo a própria opinião; compartilhar as pequenas tarefas, sem resmungar pelos cantos; abrir mão de certos desejos a benefício do outro; ampliar o entendimento de que os outros não pensam ou agem como você, e isso é natural; procurar não se irritar com facilidade.

Texto: A arma infalível

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.

O pensamento foi vazado em forma de amea­ças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, des­prevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porquê. Encontrou, quase de imediato, o sub-chefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, des­fechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.

Foi a vez do sub-chefe tornar-se neuras­tênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado vá­rias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.

Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.

O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.

Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantânea-mente, possuída pela força maléfica. Em grita­ria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfer­meiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.

O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os

golpes recebidos com observações àsperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devo­tada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.

— Estou farto! — bradou — a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de mi­nha frente!...

Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gri­tou, colérico, qual louco.

A velhinha, porém, longe de agastar-se, to­mou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:

— Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo­-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou...

Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os ca­belos!

O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.

Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.

A projeção destrutiva do ódio morrera, afi­nal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

 

 

Texto: A violência doméstica

UMA ABORDAGEM À LUZ DO ESPIRITISMO para com os filhos - Reformador • Setembro 2006

CLARA LILA GONZALEZ DE ARAÚJO

“Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus, 5:5 e 9.)

De certa forma ao finalizarmos uma palestra espírita sobre a afabilidade e a doçura, virtudes analisadas no capítulo IX, de O Evangelho segundo o Espiritismo, um companheiro aproximou-se de nós e observou: “Este assunto é bastante conhecido dos espíritas e todos já devem ter consciência da necessidade de agir com bondade, especialmente em seu meio familiar”. Após a colocação do prezado irmão, ficamos a pensar, longamente, sobre as suas palavras. Estariam os espíritas realmente conscientes da necessidade de semelhante conduta moral? Compreenderiam, na vivência de suas experiências cotidianas, a importância de observarem, inexoravelmente, a lei de amor e de caridade? Como se portariam no seio familiar, onde a benevolência e a fraternidade devem ser alicerces para a consolidação da harmonia entre os corações? A compreensão do que seja violência doméstica, à luz do Espiritismo, não se reveste da verdadeira clareza sobre o problema e, ao buscarmos as orientações nos textos dos Espíritos Superiores, percebemos, perplexos, que esta situação pode ocorrer em alguns lares espíritas, ferindo, profundamente, a quantos a enfrentam como provas salvadoras. Allan Kardec, ao avaliar a necessidade de sermos mais dóceis e afáveis, no citado capítulo de O Evangelho segundo o Espiritismo, item 4, afirma que simples palavras, emitidas de forma intempestiva, podem causar consequências graves para aqueles que as transmitem: “[...] É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão”. Assim, ser agressivo, violento, hostil, com a intenção de causar dano ou ansiedade nos outros, não significa só bater, ferir fisicamente, lesar materialmente, mas utilizar expressões verbais com o intuito de depreciar e atacar as pessoas é prejudicá-las, é magoá-las de maneira grave e humilhante. No relacionamento familiar, o problema da agressão verbal ocorre, quase sempre, a partir das dificuldades que os pais encontram na criação dos filhos. Para muitos, não elevar a voz de modo excessivamente contundente e autoritário seria renunciar a qualquer tentativa educacional. Os adultos parecem ignorar que a obediência não é coisa que surja espontaneamente. É por meio de um trabalho interior que a criança poderá compreender e aceitar as solicitações dos outros, sem estar a eles incondicionalmente dependente e com isso construir-se a si mesma, tornar-se uma pessoa equilibrada e autônoma.

A infância e a adolescência passam por várias etapas em seu desenvolvimento e, sem os cuidados de uma educação salutar e bem encaminhada, é natural que os filhos reajam com maior ou menor insegurança, que pode levá-los a comportamentos aberrantes, expressão de sua angústia profunda, conforme as circunstâncias em que essas experiências lhes são impostas e do meio em que vivem. Aos pais cabe o dever de amá-los, educando-os, sem exigir que se transformem em cópias vivas deles mesmos, desrespeitando suas características individuais. Certos pais só conseguem manifestar ternura de modo extremamente possessivo, como se não conseguissem atingir um grau de compreensão que lhes seria necessário para atender às carências reais de seus filhos. Os Benfeitores espirituais nos advertem: “[...] Com efeito, ponderai que nos vossos lares possivelmente nascem crianças cujos Espíritos vêm de mundos onde contraíram hábitos diferentes dos vossos e dizei-me como poderiam estar no vosso meio esses seres, trazendo paixões diversas das que nutris, inclinações, gostos, inteiramente opostos aos vossos; como poderiam enfileirar-se entre vós, senão como Deus o determinou, isto é, passando pelo tamis da infância? [...] A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir [grifo nosso]. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. [...]”.

Na maioria das vezes, porém, não utilizamos as palavras para consolar e edificar. Não nos preparamos para o diálogo e a vontade sincera de esclarecer e orientar os filhos, especialmente, quando se recusam em satisfazer às nossas exigências. No plano inconsciente, suas próprias recusas podem ser tidas como a resultante de vários desejos insatisfeitos, e suas respostas, contrárias aos nossos desejos, se transformam na única maneira que conhecem para se comunicar conosco. O Espírito Emmanuel, em mais uma de suas expressões de sabedoria, ao refletir sobre a significância da língua como centelha divina do verbo, observa que o homem costuma desviá-la de sua verdadeira função, originando-se aí as grandes tragédias sociais, quase sempre da conversação dos sentimentos inferiores e reconhecendo “[...] que a sua disposição é sempre ativa para excitar, disputar, deprimir, enxovalhar, acusar e ferir desapiedadamente”. Ao chegarmos à fase em que essas manifestações atinjam certo grau de exteriorização habitual, certamente nos afastamos dos ensinamentos cristãos, como se fôssemos, no entender do Espírito Lázaro,“[...] homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. [...] Envaidecem-se de poderem dizer: ‘Aqui mando e sou obedecido’, sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: ‘E sou detestado’”.5 Sabemos que a banalização da violência nos meios de comunicação e sua inserção na vida cotidiana influem no comportamento de nossos filhos, fazendo com que se tornem vítimas e algozes, ao mesmo tempo. Mas a violência também encontra respaldo no ambiente onde a criança e o jovem estão inseridos. Afirmam os psicólogos e educadores que “reforçar condutas agressivas conduz a um aumento das expressões observáveis de agressão, bem como a uma generalização de respostas agressivas a outras situações”. Ou seja, se a criança for agredida pelos adultos, no período da infância, poderá, quando jovem e adulta, deixar-se influenciar por modelos agressivos, não só para aliviar sua raiva e hostilidade como também para atingir os objetivos desejados. Quando isso acontece, dificilmente achamos que os filhos retratam os nossos exemplos. Na questão 582, de O Livro dos Espíritos, a resposta dada pelos Espíritos a Kardec, sobre a missão da paternidade, orienta-nos quanto à possibilidade de virmos a falhar no grandíssimo dever de educar os seres que geramos: “[...] Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem”.(...)

Texto: Filiação

- Emocionalmente, qual seria, a seu ver, a filiação do Cassiano?

- Um filho da ira. Chutador de lata, nervoso, irritado, agressivo...É desses que não levam desaforo para casa. Se um motorista impaciente buzina porque demorou-se em movimentar seu automóvel na abertura do semáforo, vai tomar satisfação. Fica possesso quando alguém o contraria. Em casa resolve tudo no berro.

- Maria Cândida?

- Filha do rancor. Ofende-se com ninharias e jamais esquece. Não sabe o qe comeu na véspera, mas é capaz de lembrar uma má palavra que alguém pronunciou contra ela há decênios. Cobra sempre por todo o mal que lhe façam e não deixa barato.

- O Jonas?

- Filho da revolta. Vive insatisfeito e infeliz. Julga-se injustiçado na atividade profissional, atormentado pela vida, esquecido pela sorte. Viciado na crítica ferina, nos questionamentos insensatos e na queixa contumaz. Escurece qualquer ambiente com suas vibrações negativas.

- A Catarina?

- É diferente... Amiga da compreensão, nunca se irrita. Não sente necessidade de perdoar o mal que lhe fazem, porquanto jamais se julga ofendida. Aceita com tranquilidade as limitações impostas pela vida, proclamando que possui bem mais do que merece e consegue rir de seus próprios males, sem solenizar suas dores. Transmite muita paz. Ao seu lado não há espaço para irritação, rancor, revolta...

- Seria...

- Sem dúvida, uma filha de Deus!

***

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Mateus, 5:9

Do livro: O céu ao nosso alcance. Richard Simonetti. CEAC Editora.

Texto: Pancadaria verbal

- Benhê... passou minha camisa?

- Não foi possível, docinho... As crianças me ocuparam o dia todo...

- Droga! Você sabia que eu iria usá-la hoje.

- Sim, mas não deu. Além do mais, há outras camisas. É só escolher.

- Não teve tempo ou faltou vontade?

- Vontade tenho de manda-lo para o inferno quando me fala assim.

- Você é mesmo inútil!

- Inútil é aquela senhora que o colocou no mundo, imbecil!

- Tem razão. Só um imbecil casaria com uma doida mal-educada...

- Vá para o inferno, machista sem caráter!

- Não é preciso. Vivo com você!

... (censurado).

***

Ouvistes o que foi recomendado aos antigos:

“Não matarás”

E “Quem matar estará sujeito a julgamento”.

 

Eu, porém, vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão, estará sujeito a julgamento.

Aquele que disser a seu irmão “Raca”, estará condenado pelo tribunal;

E aquele que lhe disser: “És louco”, merecerá condenação ao fogo do inferno.

Mateus, 5:21-22.

Raca – Homem sem nenhum valor. Os judeus pronunciavam essa palavra cuspindo de lado para evidenciar seu desprezo.

Tribunal – Consciência.

Inferno – Estado de consciência.

Fogo do inferno – Arrependimento, remorso, angústia.

Do livro: O céu ao seu alcance. Richard Simonetti. CEAC Editora.

 

Texto: A Afabilidade e a doçura

ESE- CAP. IX Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.

6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja tingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.

A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir. Envaidecem-se de poderem dizer: “Aqui mando e sou obedecido”, sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: “E sou detestado.”

Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são tingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. – Lázaro. (Paris, 1861.)


8 – SÉRIOS DESEQUILÍBRIOS NO LAR

8.8 – O Suicídio

1. BEZERRA, Evandro Noleto. Considerações sobre o suicídio. Reformador. ano 133, n. 2.237, ago. 2015.

2. Kardec. O Livro dos Espíritos. Cap. I Das Penas e Gozos Terrestres. Desgosto da vida. Suicídio

Dinâmica: Edificação de uma Nova Cidade

 

Objetivos: Refletir sobre o Valor da Vida

Número de Participantes: mínimo 10

Tempo Estimado: 45’

Material:

- Quinze ou mais fichas onde constem perfis de pessoas diversas (em relação à profissão/ condição social/ gênero / atributos físicos / idade, etc).

- Papel e caneta/lápis

 

Desenvolvimento:

1. Cada participante receberá uma ficha com um perfil diferente (Exemplos:bem sucedido engenheiro civil, 48 anos; adolescente da periferia, usuária de drogas, 19 anos...).

2. Deverá ter um tempo para internalizar aquele perfil, sem revelar quem é ou como é aos demais.

3. O facilitador então narra a seguinte situação: “Vamos viajar para um outro continente, e criar uma cidade além mar... Mas para isso, apenas sete destas pessoas poderão embarcar, pois não há espaço para mais... Infelizmente, os que ficarem irão desencarnar em pouco tempo, pois não há mais condições de habitação aqui onde estamos.”

4. Cada perfil deverá ser descrito por aquele participante com a respectiva ficha.

5. O grupo deverá decidir quais das sete pessoas embarcarão.

6. Uma vez decidido, o facilitador lançará ao grupo as seguintes perguntas para discussão:

  • Quais foram os critérios de escolha?
  • Na sociedade atual, há vidas que valem mais que outras?
  • Com nossa decisão, que mensagens passamos àqueles que sofrem distúrbios de diferentes ordens e pensam em desistir da vida?
  • Quais destas vidas realmente precisavam profundamente da oportunidade de estar encarnada e buscando recomeço?
  • Quais seriam as consequências espirituais da anunciada “morte prematura” dos que ficariam para trás?
  • Faríamos as mesmas escolhas caso se tratassem de nossos filhos?

7. Finalizar com a (indicação de) leitura do Cap. I de O Livro dos Espíritos


 

8.6. Outros vícios: o jogo, o furto, o roubo, a mentira, a avareza, a preguiça, etc.

Dinâmica: Educar é o dever dos pais e responsáveis pelos filhos que são confiados por Deus.

 

Exposição feita pelo facilitador :

1- Quando um espírito numa existência não consegue se melhorar, qual a oportunidade que Deus lhe dá para que ele continue progredindo?
R: Reencarnação

2- Qual o objetivo da reencarnação? L.E – Q. 167

R: “Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?

Ney lobo chama a expiação de reparação. Reparação dos erros. E toda vez que reparamos nossos erros, depuramos a alma.

Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso, necessário lhe é a prova da vida corporal”. L.E – Q.166 a

3- E aonde é que o espírito renasce para reparar os seus erros? Para depurar-se?
R: Na família

4- Qual a bagagem que esse espírito trás com ele?
R: Tendência, aptidões, percepções, frustrações, limitações, agressividade, psicoses e tantas outras impressões que o acompanham de muito tempo. Renascem para corrigir e disciplinar-se segundo as Leis de Deus. Renasceu para ser educado.

5- Se o espírito trás com ele uma bagagem que não conhecemos como desenvolver nele as suas melhores inclinações?

Marque a segunda coluna de acordo com a primeira, identificando as ações realizadas pelos pais que podem gerar os vícios da segunda coluna.

1-Podem os pais que foram por Deus indicados para a educação dos filhos /espíritos terem comportamentos como:

1. Demonstrar desprezo pela sua vida e pela vida dos outros?

2. Gostar de levar vantagem em tudo. Estar sempre a frente dos outros?

3. Pedir que a criança ou o jovem o favoreçam com uma mentira?

4. Demonstrar falta de escrúpulos na lida com o dinheiro dos outros?

5. Molhar a chupeta na cerveja para a criança experimentar ou dar-lhe um pouco de bebida alcoólica, mesmo que seja por brincadeira?

6. Utilizar a sedução como instrumento de conquista

2-Vícios que podem ser despertados:

( ) alcoolismo

( ) ao suicídio

( ) mentira

( ) prostituição

( ) roubo

O que fazer para ajudá-lo a se livrarem desse vicio?

Os espíritos são enviados por Deus a novas existências com o propósito de progredirem e cabe aos pais o dever de os receber e orientá-los para que isso aconteça.

Esses espíritos estão em recomeço, momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que trazem consigo, empenhados na conquista da felicidade. Veio para dar certo.

Nem liberdade exagerada, nem autoritarismo e nem negligencia. Kardec nos diz que essa nova geração apresenta um excelente desenvolvimento intelectual mas que ainda necessitam do desenvolvimento moral.

L.E – Q.582 – Pode-se considerar como missão a paternidade?

R: “É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes dirijam o filho pela senda do bem, (...)”.

Muitos pais se preocupam somente com a educação formal. Em darem a seus filhos posição de destaque na sociedade sem levarem em conta a moral. Tornando-os excelentes executivos, mas muito comprometidos moralmente.

E é na família em que eles renascem que devem encontrar o equilíbrio necessário para que possam desenvolver principalmente o respeito ao próximo, a solidariedade e o amor. Esse o papel da família. EDUCAR UM ESPIRITO PARA DEUS através da convivência digna.

 

8.8 – O Suicídio

Dinâmica: Ondas da Vida

 

Objetivos: Refletir sobre a importância da Fé e da Luta pela Vida

Número de Participantes: indiferente

Tempo Estimado: 50’

Material:

- Cópia da música Ondas da Vida, de Allan Filho, para cada participante

- Papel e caneta/lápis

Desenvolvimento:

 

1. Cada participante receberá uma cópia da letra da música

2. Juntos, todos irão ouvir a canção, cantando quem assim o desejar.

3. Reunidos em pequenos grupos de tamanhos similares, lerão o texto de Evandro Noleto Bezerra

4. Em seguida, irão discutir, com base na música e no texto:

  • Que “ondas” carregam o barco da nossa vida?
  • Quais os “monstros” mais comuns que levam as pessoas a querer “parar” o barco da vida?
  • Como nós podemos oferecer instrumentos para que pessoas próximas a nós enfrentem “as tormentas de além-mar”?
  • Qual o papel do espírita frente aqueles que estão sem forças para “içar as velas da coragem” pra viver?
  • Quem são as “estrelas do bem” a nos guiar?

 

Ondas da Vida, de Allan Filho

Ondas da vida carregam o barco, atracado no tempo não quer navegar
Naufraga em si mesmo temendo os monstros que existem no mar
O monstro da morte consegue sozinho fazer com que barcos prefiram parar
Mas monstros não existem sequer nas mentiras contadas no mar
Vai... enfrenta as tormentas do além-mar
Iça as velas da coragem pra lutar e ir além, estrelas do bem vão te guiar...
Vai... que Cristo seja a luz em seu vogar
Que o risco não te impeça de tentar ganhar o mar
Com o instrumento que se chama amor.

 

 

9. FAMÍLIA E ESPIRITISMO

9.7. A confiança na Providência Divina

1- A Bíblia Sagrada - Marcos 4:35-5:43

2- Evangelho Segundo o Espiritismo - CAP.XIX,item 1

3- Vídeo da Internet - https://www.youtube.com/watch?v=ce1LiDmGOpo

Dinâmica: Jesus acalma uma tempestade.

Objetivos: Perceber que na vida as tempestades podem ser acalmadas a partir da nossa confiança em Deus e em nós mesmos.

Identificar em si mesmo as forças e a coragem para manter-se firme diante das dificuldades.

Desenvolvimento: Passar o vídeo “Jesus acalma uma tempestade”. https://www.youtube.com/watch?v=ce1LiDmGOpo

Abrir para reflexão no grupão:

· O que vimos nesse vídeo?

· Qual o comportamento de Jesus durante a tempestade?

· Ele era displicente com a sua vida e dos companheiros?

· O que ele demonstrou? (domínio sobre a situação)

· O que Ele quis dizer com Por que sois tão tímidos? (Nos intimidamos e deixamos que as circunstâncias tomem conta da gente. Ficamos paralisados, não agimos.)

· Por que não tendes fé?

· De onde vinha essa autoridade? (de sua moral e conhecimento)

· Qual seria a nossa reação diante da tempestade? Teríamos medo? De quê?

· Já passamos por algumas tempestades em nossas vidas?

· A nossa família pode ser considerada um barco que ora está navegando em águas calmas e ora em águas revoltas?

· Qual é a nossa reação? Gritamos, blasfemamos, desesperamos e perdemos o rumo?

· Jesus tinha o domínio, pois estava sempre conectado com Deus. Nós podemos nos conectar com Deus? Como?

 

 

Jesus acalma a tempestade

Ao cair da tarde, Jesus disse aos discípulos: “Vamos atravessar para a outra margem do lago”. Entraram no barco onde ele já estava e começaram a travessia, deixando a multidão para trás, embora os seguissem outros barcos. Mas logo se levantou grande temporal. Ondas enormes começaram a rebentar dentro do barco, que, quase cheio de água, corria grande perigo de ir ao fundo.

Entretanto, Jesus dormia deitado na popa, com a cabeça numa almofada. Inquietos, acordaram­-no gritando: “Mestre, não te preocupa que estejamos quase a morrer afogados?”

Então repreendeu o vento e disse ao mar: “Aquieta-­te!”, e o vento parou, fazendo-­se uma grande calma. “Porque estavam com tanto medo? Ainda não têm confiança em mim?”

Eles, tomados de espanto, diziam uns aos outros: “Quem é este homem, que até os ventos e as ondas lhe obedecem?” (Marcos 4:35-5:43)

O Poder da Fé – ESE, Cap.XIX

Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.

 

9.1. O Evangelho no lar

Estudo do Evangelho

Objetivo: Refletir sobre a responsabilidade de cada um na busca da união e da harmonia familiar; Incentivar a adoção e a prática séria e constante do Evangelho no lar.

 

Os confraternistas e a coordenadora sentarão ao redor de uma mesa, simulando um Evangelho no Lar. Os confraternistas não receberão o texto na íntegra. Na hora da atividade, os confraternistas receberão uma parte do texto (estará dividido em dez partes). Se faltarem confraternistas, a coordenadora ficará responsável pelas partes que sobrarem. As partes estarão numeradas. Cada confraternista lerá a parte que lhe cabe, em uma primeira leitura, buscando ler o texto na íntegra. Em seguida, cada um comentará o trecho que lhe coube. A coordenadora mediará reflexão, buscando estimular o debate com perguntas. Ao final, todos receberão o texto na íntegra e a coordenadora concluirá o estudo dizendo que a família é como aquele texto. Cada membro, cada parte, pode ser interpretada isoladamente, no entanto, somente unidos fazem sentido. E que os momentos dedicados à união da família para o estudo do Evangelho, unem e educam a família, iluminando-a com os ensinamentos e o exemplo de Jesus.

 

Jesus Contigo

1 – Dedica uma das sete noites da semana ao culto evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.

2 – Prepara a mesa, coloca água pura, abre o evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. Jesus virá em visita.

3 – Quando o lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando as orações se unem nos liames da fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinha de paz para todos.

4 – Jesus no lar é vida para o lar.

5 – Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do evangelho para o mundo atormentado.

6 – Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.

7 – Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.

8 – Não te afastes da linha direcional do evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com teus filhos e com aqueles a quem amas as diretrizes do Mestre e, quando possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.

9 – Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar. Demora-te no Lar para que o divino Hóspede aí também se possa demorar.

10 – E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procurar fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez pôr semana em sete noites, Ter Jesus contigo.
Joanna de Ângelis. Livro: S.O.S Família capitulo 12. Autor: Divaldo Pereira Franco. Editora: Leal

10 – TEMAS DA ATUALIDADE NA VISÃO ESPÍRITA

10.10 – FLAGELOS DESTRUIDORES: naturais e provocados pelo ser humano

1. Catástrofes e Desencarnes em Massa – A visão espírita, por Marcelo Henrique Pereira

2. PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO XIII – Lei de Destruição e Lei de Conservação. ROTEIRO 2 Flagelos destruidores

3. Divaldo P. Franco – Liberta-te do Mal. Pelo Espírito Joana de Angelis. Cap. Ante os Flagelos Destruidores, p.101

Dinâmica: A Natureza e Eu

Objetivos: Autoconhecimento e Conexão com a Natureza

Número de Participantes : mínimo 10/máximo 25

Tempo Estimado: 40’

Material:

- Imagens de revistas/internet, representando elementos da natureza (rios/mares/vento/chuva/sol)

- Reportagens / Imagens de revistas/internet, representando catástrofes da natureza e provocadas pelo ser humano (desastres ambientais em rios/tsunamis/cidades, casas, destruídas por tornados e furacões/enchentes/seca)

- papel e caneta.

Desenvolvimento:

1. O grupo maior é dividido em 5 pequenos grupos

2. Momento 1 (10´): Contemplação da natureza. Cada pequeno grupo recebe uma imagem representando um elemento da natureza.

3. Cada participante deverá apontar sua relação com aquele elemento. “O que ele me diz? Como sou parte desta Criação?” Discussão no pequeno grupo.

4. Momento 2 (10´): Reflexão sobre os flagelos naturais. Cada pequeno grupo recebe uma imagem representando uma catástrofe da natureza ou provocada pelo ser humano, relacionada à imagem anterior (Exemplo: se a imagem foi de uma bucólica tarde chuvosa, a seguinte será de uma enchente na cidade)

5. Cada participante deverá apontar sua relação com aquela catástrofe. “O que ela me diz? Como sou parte deste flagelo?” Discussão no pequeno grupo.

6. Após o momento de discussão e de volta ao grande grupo, o facilitador deve lembrar aos participantes as lições trazidas no Livro dos Espíritos, sobre a finalidade dos flagelos, mas também das responsabilidades individuais e coletivas frente àqueles que são provocados pelo ser humano e o cuidado necessário ao planeta que nos acolhe: o respeito a este lugar.

7. Lembrar, que a forma como ensinamos às crianças esse respeito, deve partir dos pais e responsáveis e se expandir através do seio familiar para a sociedade. (15’)

8. Sugere-se finalizar com uma prece por todos aqueles que desencarnaram coletivamente em grandes catástrofes naturais.


Roteiros de encontros da família


Apresentamos, aqui, três roteiros de Encontros da Família como subsídios para outros Encontros.

ENCONTRO N º 1

TEMA: FAMÍLIA: LUGAR DE SER FELIZ

JUSTIFICATIVA:

“...Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade”. - François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)

O Evangelho segundo o Espiritismo , cap. V Bem aventurados os aflitos, item 20 (A felicidade não é deste mundo)

Objetivo geral:

Criar a oportunidade de as famílias vivenciarem, em conjunto, um momento de evangelização refletindo sobre a vivência cristã no lar.

Objetivos específicos:

1. Proporcionar aos participantes a reflexão para o reconhecimento de que a felicidade em família pode ser construída a partir da prática da caridade entre os seus membros

2. Estimular os participantes a perceberem a importância de viver em família, resgatando o reconhecimento e a gratidão pela oportunidade nessa encarnação.

3. Levar os participantes a perceberem que cada um e todos são responsáveis pela harmonia e felicidade possível no núcleo familiar, com base na conduta cristã

ROTEIRO

14:30 - Início da recepção
15:00 às 15:15 - Ambientação
15:15 às 15:25 – Página e prece

Livro Fonte Viva, psicografia de Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

Parentes

“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente

dos da sua família, negou a fé e é pior do que o

infiel.” – Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, 5:8.)

A casualidade não se encontra nos laços da parentela. Princípios sutis da Lei funcionam nas ligações consanguíneas. Impelidos pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam a alguns corações, a fim de que venhamos a solver nossas dívidas para com a Humanidade. Inútil é a fuga dos credores que respiram conosco sob o mesmo teto, porque o tempo nos aguardará implacável, constrangendo-nos à liquidação de todos os compromissos.

Temos companheiros de voz adocicada e edificante na propaganda salvacionista, que se fazem verdadeiros trovões de intolerância na atmosfera caseira, acumulando energias desequilibradas

em torno das próprias tarefas.

Sem dúvida, a equipe familiar no mundo nem sempre é um jardim de flores. Por vezes, é um espinheiro de preocupações e de angústias, reclamando-nos sacrifício. Contudo, embora necessitemos de firmeza nas atitudes para temperar a afetividade que nos é própria, jamais conseguiremos sanar as feridas do nosso ambiente particular com o chicote da violência ou com o emplastro do desleixo.

Consoante a advertência do Apóstolo, se nos falha o cuidado para com a própria família, estaremos negando a fé. Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos desígnios da verdadeira fraternidade.

Somente adestrando paciência e compreensão, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos a servir com vitória, no mar alto das grandes experiências.

15:25 às 15:30 – Boas Vindas e introdução

Boas vindas

Sugestão de introdução:

Vocês já pensaram sobre qual é o objetivo da família, na terra ? Afinal de contas, por que existe a família?
Se Deus, que é o Cria dor de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.
Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos: Jesus Cristo. Que também teve família!
Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Por essa razão Deus distribui as pessoa s nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo, dando cada um o melhor de si para a felicidade e o progresso de todo o grupo.

Adaptado de Por que existe a família? Em http://www.caminhosluz.com.br/detalhe.asp?txt=1494


15:30 às 15:50 - Esquete com breve resgate que faça link com a atividade seguinte abordando a diversidade das famílias e com acolhimento aos sozinhos - estimulando-os e demonstrando que não estão, verdadeiramente, sozinhos, tem muita gente para se relacionar e amar. (Anexo I)

Objetivo para o Esquete: Contribuir para que os participantes se identifiquem com situações do seu cotidiano e reflitam sobre as mudanças necessárias para melhor convivência em família

15:50 às 16:00 - Deslocamento para os grupinhos com apoio da recepção ( Obs.: Os membros de uma mesma família deverão ficar no mesmo grupinho)

Objetivo para a Atividade : Levar os participantes a reconhecerem que é possível construir momentos felizes em família, com o esforço individual e coletivo, apesar das dificuldades.

16:00 às 16:05 – Atividade: Breve apresentação nos grupinhos - apenas nome

16:05 às 16:20 – Contação de história da Colcha de Retalhos.

“Ser avó é mesmo muito gostoso!

Quando meu neto Felipe vem à minha casa, faço todos os seus quitutes favoritos, bolo, bala de coco, brigadeiro, pão de queijo.

Como avó não me preocupo mais com regras rígidas de horário. Afinal, isso é papel dos pais e, eu bem sei, que a própria vida cobra muito.

Outro dia, quando Felipe veio de visita, e após o nosso lanchinho de sempre, sentamos na sala com minha caixa de costuras.

- Filho, juntei um saco cheio de retalhos e agora vou fazer uma colcha, você me ajuda? Vamos separar por tipo de estampa, de bolinhas, de flores, de listras... E assim, passamos a tarde relembrando das histórias trazidas por cada retalho...

- Olha! Esse é aquele pano da camisa que fiz para você dar de presente ao seu pai, no aniversário. Aquele dia, ele ficou tão bonito!

- Lembra desse! Daquele vestido azul, que fiz pra sua mãe, ela ficou tão maravilhosa, parecia até uma artista de cinema!

- Esse aqui é daquele pijama que fiz para você usar nas férias de inverno... mas já está curto e foi para a doação.

Foi quando meu neto me mostrou um paninho estampadinho:

- Vó, olha esse – me lembra da bisa! Da vovó Maria.

- E era! Nossa! Que aperto no peito! Felipe, até assustou-se:

- Vó, a senhora está sentindo alguma coisa?

- É, meu querido, SAUDADE.

- Vó, saudade dói?

- Às vezes, dói sim.

Logo depois, meu menino foi embora.... Quando terminei a colcha, fiz um embrulho bem bonito e mandei pela minha filha, que estendeu na cama de Felipe.

Então, mais tarde, quando ele chegou da escola e encontrou a colcha na cama, ficou um tempão ali, acariciando a colcha e lembrando de mais um monte de histórias, do short que rasgou quando caiu da árvore, do passeio de férias, e dessa vó que tanto o ama. Não era uma colcha comprada, era uma colcha cheia de histórias vivas, que despertava sentimentos e saudades. Foi então que ele veio correndo me ver e me deu um abraço tão gostoso e me disse, - Vó, agora eu entendi o que é saudade.

(Toca o telefone...) Desculpem, é o meu neto, vou atender. Ele está vindo me visitar. São mais memórias felizes para guardar.

Agora, vocês também, vamos nos reunir em família também, para que cada um possa relembrar suas boas lembranças.

Bem, o Felipe já está chegando, vou fazer um bolinho de chocolate, um pão de queijo... Tchau, até a próxima.”

16:20 às 16:30 - Momento do diálogo e da chuva de lembranças felizes entre os membros da família (os sozinhos serão acolhidos por um evangelizador e as crianças e jovens sozinhos ficarão com seu evangelizador)

Agora que já lembramos e relembramos dos vários momentos felizes, das nossas memórias felizes, vamos registrá-los em nossos retalhos para que também nós teçamos a nossa colcha de retalhos.

16:30 às 16:50 - Registro dos momentos felizes da família ou da pessoa nos papeizinhos coloridos ( Colar "retalhos" na folha branca )

Agora que já tecemos a nossa colcha com os retalhos de nossas memórias felizes, vamos envolver este registrador de memórias felizes com ela.

16:50 às 17:00 - Colagem da folha coberta de "retalhos" no caderno - O caderno será entregue neste momento com mensagem de estímulo ao registro futuro dos momentos felizes da família nele.

17:00 às 17:05 – Finalização nos grupinhos com a mensagem final do power point

Hoje pensamos em nossas memórias...

Retalho por retalho,

pedacinhos de nossas vidas,

Alguns momentos felizes,

Algumas saudades sentidas...

Momentos de reflexão, solitários...

Momentos fraternos e solidários...

A certeza de que cada ser é único, diverso.

A certeza de que a vida conspira pela união,

Quer seja em família,

Quer seja na vizinhança,

Ou, ainda, na casa espírita, que nos acolhe a todos.

Desejamos que esse dia se repita sempre,

E que, ao menos uma vez por semana,

no recesso de cada lar,

Jesus seja o nosso convidado,

E alegria do Evangelho frutifique,

Em bênçãos de luz e de união familiar.

17:05 às 17:10 - Deslocamento de volta para o salão - precisaremos novamente da ajuda da recepção para que não desviem o caminho e demorem a retornar

17:10 às 17:20 – Finalização – Apresentação da Colcha de Retalhos com as variadas famílias e das fotos das famílias que foram tiradas na recepção.

17:20 às 17:30 – Agradecimento e prece final


ENCONTRO Nº 2

Tema: “Sempre é tempo de frutificar

 

Objetivo: "Refletir e exercitar na família, a verdadeira caridade e todas as outras

qualidades do coração”.

Justificativa: E.S.E – cap. XV – Fora da caridade não há salvação, itens 6 e 7

13:00 –Prece dos trabalhadores do encontro;

13:30 – 14:Recepção dos encontristas com música e sorrisos (crachás);

OBS: os crachás deverão ser identificados por 4 cores diferentes (uma fita, papel colado, pintura, risco, etc,). Cada cor representará uma oficina. Assim quando o participante receber o seu crachá, estará automaticamente inscrito em uma oficina.

14:00 –14:05 - Leitura da lição 122, “Frutos”, do livro Caminho, Verdade e Vida e prece de abertura

14:05 – 14:15 - Verificar o bem estar de todos, apresentar o encontro, os objetivos e o que irá acontecer durante a tarde.

I) Apresentar os coordenadores do trabalho, quando todos darão as boas vindas. Informar que os coordenadores estarão à disposição. Solicitar aos evangelizadores de infância e mocidade que direcionem os pequenos companheiros e jovens para as salas de evangelização.

As atividades a serem realizadas com as crianças e os jovens serão elaboradas pelos evangelizadores da infância e da juventude, mas deverão estar relacionadas com o tema do encontro.

II) Os jovens que tiverem idade acima de 15 anos podem ficar com os adultos, caso assim queiram, se não, ficarão no grupo de jovens;

III) Se tiverem muitos jovens, dividi-los em turmas.

Primeiro momento:

14:15 –14:25 - Apresentação, no salão, da primeira parte do Esquete

14:25 – 14:40 - apresentação da segunda parte do Esquete

14:40 – 15:40 – Analisando o esquete.

14:40 – 15:05 – dividir o grupão em subgrupos para discussão sobre o esquete apresentado. Suas percepções acerca dos personagens e da prática do Evangelho no lar. (cada grupo deverá ter um relator)

15:05 – 15:40 – apresentação dos relatos dos subgrupos para o grupão.

15:40 – 16:00 - Lanche

Segundo momento:

16:00 = 16:15 - Apresentação, no salão, do PPT que introduz e explica os grupos de estudos para os participantes a fim de saberem o que será estudado na oficina que escolheram e se querem permanecer ou mudar de oficina.

16:15 – 17:15 - Encaminhamento dos subgrupos para os grupos de estudos.

· O facilitador encaminha o seu grupo para a sua oficina

· Se o facilitador quiser, poderá recorrer a vídeos, páginas- estudo em grupo, dinâmicas ou outra técnica que o auxilie na coordenação e desenvolvimento dos conteúdos que serão abordados na oficina.

17:15 – 17:20– Deslocamento dos grupos para o salão

17:20– 17:40- Apresentação dos relatores das oficinas. O relator deverá ser um dos participantes. 5 minutos para cada relator.

17:40 = 17:50 – Apresentação do vídeo “O bebê elefante” e breve comentário.

17:50– 17:55 - Fazer a avaliação com os participantes

17:55 = 18:00 - Sensibilização com música, agradecimentos e prece de encerramento.

15:00 e 17:00 = Prece de sustentação (Grupo de atendimento fraterno).

Atividade: Grupos de estudos

Grupos de estudos em pequenos grupos com temas diversos para reflexão e apresentação para o grupo maior.

O facilitador apresenta um cartaz ou slide com os quatro grupos de estudos que serão formados. (até 10 min):

1º. Grupo de estudos - Caridade

2º. Grupo de estudos - Amizade

3º. Grupo de estudos - Convivência

4º. Grupo de estudos - Conduta Admirável

 

Os integrantes dos grupos poderão, caso tenham interesse, mudar de grupo em função do tema, antes de iniciar o trabalho.

Todos os grupos terão um coordenador para direcionar o estudo do tema e fazer um resumo para apresentar ao grupão.

O coordenador receberá material para direcionar o estudo, cujo objetivo é buscar a participação de todos através de questionamentos abertos voltados para a experiência de cada integrante e apresentar resumidamente o entendimento do tema com base na doutrina espírita. Cada grupo apresentará suas conclusões para o grupo maior.

O facilitador realiza o fechamento e finaliza com o vídeo “ Bebês elefantes”.

https://www.youtube.com/watch?v=jVBpwaWEbL4

1º GRUPO DE ESTUDOS - FAMÍLIA E CARIDADE

Apresentar as questões para análise do grupo:

Ò O que é caridade para você?

Ò O que a doutrina espírita fala sobre caridade?

Ò Diante de tudo que já aprendemos com os ensinamentos cristãos, como podemos melhor praticar a caridade na família?

 

SUBSÍDIOS PARA O COORDENADOR:

O Lar - A Escola das Almas

João Batista Armani

O ideal seria dizermos: “Lá em Casa, na nossa Família temos um Lar”.

Ao tratarmos desse importante assunto, pretendemos estabelecer paralelos, que venham a esclarecer a realidade exata de cada termo, devido a algumas vezes nos confundirmos, trocando uns pelos outros.
O que é casa? A casa é a habitação, o cimento, madeira, tijolos, móveis.
O que é a família? São Pessoas aparentadas que vivem em geral, na mesma casa, pai, a mãe, os filhos, genro, nora, avós, etc. A família é um grupo de Espíritos necessitados, em compromisso inadiável, para reparação e crescimento. Existem vários tipos de família conforme a afinidade entre os espíritos que as integram. As afeições reais sobrevivem, permanecendo indissolúveis e eternas. Independente do tipo de família que temos, vamos observar a importância desta instituição e como convivermos melhor dentro dela.

O que é lar? O lar é o sentimento de união que envolve a família em prol da harmonia doméstica. Temos então dedicação, renúncia, silêncio, zelo, e tantos outros sentimentos que devotamos àqueles que se unem pela eleição afetiva ou através do impositivo consanguíneo.

Sob esta ótica, podemos então ter uma casa, uma família, mas não termos um lar, se ali não há entendimento.

Mas as dificuldades de relacionamento familiar não são de hoje.

O Evangelho de João (C7: V6) afirma que “nem os próprios irmãos de Jesus acreditavam nele”. Mateus (C12: V46), nos relata uma passagem do Cristo:

“Enquanto Jesus ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe.

- Disse-lhe alguém: Mestre, eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo.

- Jesus, fitando o seu interlocutor com aquele olhar doce e sereno respondeu: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?

- E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe...”

Jesus não estava renegando os laços familiares, mas aproveitando a oportunidade para nos trazer mais um de seus ensinamentos, dizendo-nos que existem as famílias espirituais e as famílias consangüíneas. O Mestre considerou seus apóstolos como sendo seus irmãos espirituais, diferentes dos seus irmãos carnais, aos quais estava meramente ligado por laços consangüíneos. Esta passagem busca incentivar a todos nós, a realizarmos um esforço de progresso no bem comum.

Ao demonstrar que o homem é na realidade um Espírito em aprendizado na Terra, a Doutrina Espírita ampliou o conceito de família. Situando-a em bases espirituais o Espiritismo nos apresenta a família como instrumento de progresso, e oferece ao homem um programa de desenvolvimento que pretende enfocá-lo em suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais. E dentro desse programa são definidos como objetivos gerais: A integração do ser consigo mesmo; A integração com o próximo; A integração com Deus.

O desenvolvimento dessas faculdades pelo contato social tem início no ambiente doméstico aonde o Espírito dá continuidade ao seu aprendizado intelecto-moral. O Espírito reencarnado no seio familiar não é considerado inexperiente, é uma individualidade que traz consigo seus vícios e virtudes de passado. Por isso o processo de desenvolvimento não é começado, mas continuado a cada nova experiência de renascimento.

A perspectiva de integração global do ser consigo mesmo, com o próximo e com Deus, traz para a família uma responsabilidade maior. Traz o conceito de Família Universal, que supõe convívio fraterno entre todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, numa cooperação mutua objetivando o progresso conjunto dos seres e das coisas.

Ao Espiritismo coube a tarefa de ampliar o sentido da sociedade humana e fazê-la entrar nessa nova era de progresso moral, aonde os erros de passado se resolvam não mais contra o indivíduo, mas a seu favor e por ele mesmo.

Com a percepção de que "Há no homem alguma coisa a mais, além das necessidades físicas" vem o Espiritismo convidar o indivíduo à vivência do amor verdadeiro cujo exercício começa no ambiente familiar. Exercita-se amizade, carinho, compreensão, cooperação, liberdade, perdão, respeito, solução de conflitos, diálogo franco e aberto, como instrumentos de burilamento.

Surge-nos então a pergunta: Mas de que maneira podemos colocar tais ideias em nossa prática diária, se na família, convivemos com seres tão diferentes e antagônicos?...

Dando o primeiro passo para que a família seja mais feliz. Comece com pequenos gestos, sorria, comprimente os familiares, ore por eles, faça pequenas gentilezas no lar, elogie (com sinceridade), ofereça ajuda. O ideal seria tratarmos os nossos familiares como tratamos às visitas.(...)
Jamais construiremos uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe. A paz do mundo começa exatamente sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações.

O melhor remédio para curar o egoísmo é viver a caridade em família. Porque no lar nós vamos compartilhar a vida com pessoas diferentes de nós. Podemos dar como exemplo, um filho que gosta de estudar, outro que não suporta um livro. A esposa prefere férias no litoral, o marido gosta do campo. E todos estão reunidos para um "lar, doce lar".

A família sadia é a que lida com várias verdades possíveis e não com um comportamento em bloco. E necessário haver interesse sobre como cada um se sente nesse convívio e quais as suas necessidades. Respeitar a individualidade característica de cada ser faz parte de uma convivência saudável e harmoniosa. O lar é o lugar sagrado que Deus concedeu às criaturas para que elas pudessem construir os elos do amor que representam o verdadeiro sentido e significado do Evangelho de Jesus.

A nossa conduta fora de casa modifica-se quando temos algum problema dentro da família. Quando começamos o dia com desavenças no lar, ainda que de pequena monta, nosso dia parece que não engrena. Parece que está amarrado, dificultando o nosso deslanche. E aquela desarmonia familiar tende a se reproduzir fora do lar, seja no trânsito, no trabalho ou na escola. Se tivermos harmonia em casa, tudo conspira a nosso favor, sentimos que somos amados, queridos por nossos familiares, e aí o nosso comportamento no meio social tende a ser muito melhor, pois temos uma grande retaguarda de amor em nossa família. Sem a família não há evolução espiritual, ao menos em nosso atual estágio evolutivo.

Na família é que nós encontramos as nossas melhores companhias. Estamos reencarnados entre aqueles espíritos mais indicados ao nosso progresso espiritual. Eles nos trazem as lições ainda não aprendidas. Diante daquele familiar que representa um problema, indague-se qual a lição que a vida esta me trazendo. Paciência? Aceitação? Perdão? Doação?

Portanto vamos amar nossa família do jeito que ela é (esforçando-nos para que ela melhore). E se eles não são aquilo que gostaríamos que fossem, lembremo-nos de que nós podemos também não ser aquilo que eles esperavam.

Além de esclarecer os aspectos morais do Cristianismo sob nova ótica, o Espiritismo nos mostra a necessidade do diálogo franco; a prudência de não apontar a poeira no olho do próximo quando no nosso encontra-se um cisco enorme; a urgência de utilizarmos o perdão como veículo para manutenção do nosso próprio equilíbrio.

Há pessoas (espíritas!) que se opõem à evangelização infantil, alegando que é melhor dar liberdade de escolha em matéria de religião. Quem assim pensa, quão pouco entende da Doutrina, pois está analisando apenas a parte religiosa de seu tríplice aspecto. O Espiritismo não é um amontoado de dogmas nos quais acreditamos cegamente a ser impostos às crianças. O espiritismo é uma filosofia de vida, é uma forma de enxergar a vida. É uma resposta científica, filosófica e moral às dúvidas existenciais do ser. E justamente por essa ótica que é possível fazer os filhos participarem dos problemas da família. É através do exemplo diário, da convivência equilibrada da família com as dificuldades que todos nós enfrentamos, que as crianças aprendem com maior eficácia o valor da fé, da paciência e da perseverança.

Através do estudo do Espiritismo, compreendemos os problemas existenciais, os valores reais da vida, os motivos de nossos sofrimentos e como podemos nos libertar. Além disso, a Doutrina Espírita nos oferece a prece; o passe e a reflexão elevada, que aliados à nossa transformação íntima nos auxiliam na superação de dificuldades.

No princípio, dissemos que poderíamos ter uma casa, uma família, mas não termos um lar, se ali não houvesse entendimento. “Harmonia no lar” é a grande tarefa que se nos apresenta, pedindo esforço e dedicação de cada um em prol do bem comum. É um trabalho de todas as horas.
A caridade, que começa pela compreensão, precisa ser praticada primeiramente na família, para que as virtudes possam ser afloradas em todos os familiares.

O instrumento ideal para aproximar os familiares é a oração em família. A prática do Evangelho no Lar, num dia marcado, é o cultivo do Evangelho no próprio coração das criaturas. Sintonizemos com essa fonte inesgotável para vencermos (em grupo) os obstáculos do caminho, e para conseguirmos forças e orientação para a construção de um futuro melhor para nós e para a Humanidade.

O ser que não tem uma crença e vive apenas para aproveitar os prazeres do mundo, é como um barco sem motor e sem velas, à mercê dos ventos e das correntes marítimas.

À luz da Doutrina Espírita O MELHOR É CRESCER EM FAMÍLIA, tendo Jesus por companheiro.


Tempo: 30 minutos.

Bibliografia:
O Melhor é Viver em Família – André Henrique (artigo).
Família – Cristiane Bicca (artigo).
Bíblia

2º GRUPO DE ESTUDOS - FAMÍLIA E AMIZADE:

Apresentar as questões para análise do grupo:

Ò Você acredita que pode se relacionar melhor com algumas pessoas do que com a sua própria família? Por que acha que isso acontece?

Ò O que a doutrina espírita nos esclarece a respeito?

Ò Como posso agir para melhorar a relação de amizade com a minha família?

 

SUBSÍDIOS PARA O COODENADOR DOS ESTUDOS:

L.E –Q: 132) Qual o objetivo da encarnação dos espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal. Visa ainda outro fim a encarnação: a de por o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação... É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio de adianta.”

LAÇOS ESPIRITUAIS - ONDAS E PERCEPÇÕES

Sonoras = fala, música

Toda agitação produz ondas Luminosas = uma lâmpada

Caloríficas = um aquecedor

Elétricas = um rádio

Esses são alguns dos meios ou veículos de propagação das ondas para que alcancem os seus objetivos.

O homem é um viajante do Cosmos, respirando num vastíssimo império de ondas(...).

Condicionado nas suas percepções:

1. à escala do progresso que já alcançou

( acrescentado pelo patrimônio de suas experiências)

2. no campo mental que lhe é característico

  • tempo de evolução – revela o que a vida já lhe deu (suas conquistas).
  • tempo de esforço pessoal na construção do seu destino – aquilo que ele próprio já deu à vida (colaboração).

Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cérebro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.

(Mecanismo da mediunidade – André Luiz- Francisco C. Xavier)

 

O PENSAMENTO É FORÇA CRIADORA

O Pensamento é um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ele mesmo.

Padrão vibratório = padrão moral do espírito.


seta
Afinidade moral
(influenciamos e somos influenciados)
seta
Sintonia
seta
Atração das mentes afins
(mesmo padrão vibratório)
seta
Laços espirituais

Companhia espiritual que desejamos de acordo com a nossa maneira de ser, de exteriorizar a vida.

Estão conosco os que se sintonizam conosco ou têm contas a ajustar.

Atraímos as mentes que estão no mesmo nível moral que o nosso.

Influência é um poder espiritual que todos temos e pelo qual irradiamos nossos conceitos e predicados morais, como também culturais, devendo atingir aqueles que pensam semelhantes a nós.

L.E, Q. 301 – “ A simpatia que atrai um espírito para outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos (...).”

O espírito renasce para se aprimorar, porém, diante das afinidades já estabelecidas em reencarnações anteriores, acaba, geralmente, por decidir-se em ceder às influências que mais se afinizem com as suas tendências atuais.

A reencarnação é o meio que impulsiona o espírito a estabelecer novas sintonias através da convivência com outras pessoas e grupos que lhe favoreçam condições mais amplas e variadas de aprendizado e crescimento.

Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição. (ESE, cap.IV-item 22)

Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Esses mesmos Espíritos, em suas migrações terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no espaço, originando-se as famílias unidas e homogêneas. (ESE,cap.XIV-item 9)

“Na vida comum, todos praticamos espontaneamente a sugestão, em que a obediência maquinal se gradua, em cada um de nós, através de vários graus de rendição à influência alheia. Tal situação começa no berço.”

“O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra.

À maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, o espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refleti-los no desenvolvimento natural da instrução.”

(Mecanismo da mediunidade, cap. XVI- Fenômeno magnético da vida humana– André Luiz- Francisco C. Xavier)

Tendo o parentesco familiar a sua origem em existências remotas, e, existindo vários tipos de famílias, vários são os motivos pelos quais os espíritos se reúnem nessa formação. No entanto, sejam quais forem os motivos pelos quais eles se buscam, é certo que são orientados pelo senso comum das afinidades.

- afeição

- interesses em comum

Família consanguínea - sentimentos negativos

reúne - amigos

- adversários

“(..) Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmão.”

(L.E, Q.774

De uma maneira em geral, é na família consanguínea que o espírito desenvolve a sua capacidade de amar. Compartilha, sob o mesmo teto, mesmo que não queira, das lutas comuns, das alegrias e dos momentos difíceis vividos por todos que façam parte desse agrupamento, até que, na convivência diária, possa aprender, exercitar e/ou aprimorar, o convívio fraterno transformando as relações pautadas em afinidades dolorosas em laços espirituais edificados na verdadeira afeição.

Sendo os laços espirituais que os unem consequências das afeições reais, estes permanecerão indissolúveis, serão eternos mesmo estando em planos diferentes.

A família, no sentido espiritual, é constituída por Espíritos que mantêm os laços espirituais antes, durante e após as reencarnações,

Toda vez que o círculo das verdadeiras afeições se amplia também se amplia a família espiritual.

È fundamental a compreensão da função da família que tem como objetivo principal a educação do espírito estabelecendo laços de afetividade e solidariedade fraterna para a consolidação da família universal.

 

3º GRUPO DE ESTUDOS - FAMÍLIA E CONVIVÊNCIA

Apresentar as questões para a análise do grupo:

Ò Por vezes, o tempo de convivência desgasta a relação entre os membros da família e nos vemos tão diferentes de alguns dos seus integrantes. Na sua opinião, por que isso acontece?

Ò O que a doutrina espírita nos fala sobre o tema?

Ò O que posso fazer para diminuir esse desgaste e conviver melhor com a minha família?

SUBSÍDIOS PARA O COORDENADOR:

Reencontro de espíritos simpáticos ou antipáticos

Podemos colher a seguinte observação de Emmanuel: “Nos elos da consanguinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação”.

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no bem, através das experiências afetivas nobres, do companheirismo nas tarefas elevadas, nos núcleos de trabalho renovador, no carinho, na convivência fraterna e saudável, no respeito, na sexualidade equilibrada, nas experiências bem aproveitadas sob o aspecto espiritual, cultivamos simpatias, seja na esfera física, seja na espiritual. Estes companheiros, nos encontrando no lar, se transformarão no pai desvelado, na mãe carinhosa, no esposo dedicado, na esposa abnegada, no filho amoroso, no parente simpático, no irmão protetor. (livro UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA, de Joamar Zanolini Nazareth – Minas Editora)

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no mal, no crime, na violência, no ódio, na vingança, na sexualidade desregrada, no vício, na calúnia, no desrespeito, cultivamos antipatias e criamos sérios conflitos que retornarão a nós como obsessão, desafetos na esfera espiritual, e relações torturantes na esfera física. Aí teremos o pai despótico, a mãe relaxada de seus deveres, o filho rebelde e viciado, o esposo infiel ou violento, a esposa fria ou excessivamente ciumenta, o parente invejoso, o irmão dominador.

Observemos a afirmação categórica de Kardec:”A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou”. (livro UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA, de Joamar Zanolini Nazareth – Minas Editora)

 

“...Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.”

“...De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família.”

(Vida e Sexo– Emmanuel – Francisco Cândido Xavier)

4º GRUPO DE ESTUDOS - CONDUTA ADMIRÁVEL

Apresentar as questões para análise do grupo:

Ò Você conhece alguém que possua uma conduta admirável dentro e fora do lar? Será que esta pessoa possui problemas? O que você pensa sobre isso?

Ò O que a Doutrina Espírita nos diz sobre essas pessoas, levando em consideração a imortalidade, a evolução e a oportunidade da reencarnação?

Ò Como posso melhorar a cada dia a minha conduta na família e na sociedade?

SUBSÍDIOS PARA O COORDENADOR:

A família do vizinho nem sempre é melhor que a sua.

Fabio Scorsolini-Comin

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Há um programa na TV aberta que se chama “Troca de família” (na verdade, o programa é trazido do exterior e virou um quadro dentro de outro programa, na TV Record). Descontando o fato de ser um reallity show (e que muita coisa é programada, dissimulada, etc.), ele nos oferece pontos para reflexão. O mais interessante, a meu ver, é que como a saída de um membro da família (geralmente a mãe) e a entrada de um outro (a mãe de outra família) acaba desestruturando (no mau e no bom sentido) algo que era tido como estável e permanente. Embora o programa acabe optando por trocar famílias aparentemente opostas, o que tende a gerar mais conflitos mesmo, a atitude para com as novas famílias e as novas mães é digna de ser observada e comentada.

Nos episódios das duas últimas semanas, a família de um pedreiro e lutador de vale-tudo teve que conviver com um líder hare krishna. A família hare krishna, por sua vez, recebeu o lutador em sua casa. Pelos estereótipos, podíamos suspeitar de que o lutador tivesse uma dificuldade maior de adaptação, mas foi o oposto: o pai hare krishna quis impor seu modo de vida (ou simplesmente manter a sua rotina, a despeito do que a família desejava ou não fazer). Ou seja, ele continuou o mesmo e não tentou aprender com a família do lutador. Este, por sua vez, conheceu não apenas os costumes da religião, os hábitos alimentares, como também deu dicas de como o pai hare krishna deveria se relacionar com os filhos, com maior contato físico, com maior integração, mais carinho (e menos meditação). Em sua simplicidade, o lutador (aparentemente encantado com a nova realidade) soube se adaptar melhor do que o pai hare khishna (aparentemente mais “evoluído” e preparado para as intempéries da vida física). E não é apenas uma questão de não comer carnes, peixes e ovos – é uma questão de respeito ao diferente, a uma realidade que pode até parecer distante (até espiritualmente), mas que existe e clama por um olhar de carinho e de consideração.

O que podemos tirar disso? As famílias são diferentes, possuem uma forma singular de organização e não podem simplesmente ser comparadas, como se fossem grandezas iguais, ainda que estejamos falando de famílias de camadas médias. O modo como uma família encara o consumo dos alimentos, por exemplo, pode ser algo extremamente importante, ligado a hábitos de saúde e também a crenças religiosas. Em outra família, é uma questão de poder aquisitivo. Em outra, não chega a constituir um tema para discussão. Enfim, as lógicas familiares seguem rumos próprios, mas é sempre interessante conhecer sim outros modelos familiares. Por curiosidade, por respeito à diversidade, por aprendizado ou simplesmente para valorização de nossos próprios modelos, que não são melhores nem piores, mas diferentes e, por isso mesmo, merecedores de atenção .

Reencontro de espíritos simpáticos ou antipáticos

Podemos colher a seguinte observação de Emmanuel: “Nos elos da consanguinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação”.

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no bem, através das experiências afetivas nobres, do companheirismo nas tarefas elevadas, nos núcleos de trabalho renovador, no carinho, na convivência fraterna e saudável, no respeito, na sexualidade equilibrada, nas experiências bem aproveitadas sob o aspecto espiritual, cultivamos simpatias, seja na esfera física, seja na espiritual. Estes companheiros, nos encontrando no lar, se transformarão no pai desvelado, na mãe carinhosa, no esposo dedicado, na esposa abnegada, no filho amoroso, no parente simpático, no irmão protetor. (livro UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA, de Joamar Zanolini Nazareth – Minas Editora)

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no mal, no crime, na violência, no ódio, na vingança, na sexualidade desregrada, no vício, na calúnia, no desrespeito, cultivamos antipatias e criamos sérios conflitos que retornarão a nós como obsessão, desafetos na esfera espiritual, e relações torturantes na esfera física. Aí teremos o pai despótico, a mãe relaxada de seus deveres, o filho rebelde e viciado, o esposo infiel ou violento, a esposa fria ou excessivamente ciumenta, o parente invejoso, o irmão dominador.

Observemos a afirmação categórica de Kardec:”A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou”. (livro UM DESAFIO CHAMADO FAMÍLIA, de Joamar Zanolini Nazareth – Minas Editora)

“...Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.”

“...De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família.”

(Vida e Sexo– Emmanuel – Francisco Cândido Xavier)

ENCONTRO Nº 3

Tema: QUA A MELHOR FAMÍLIA?

Objetivo: Reconhecer nas novas estruturas o elo de amor que deve permear as relações familiares.

Tempo – das 14:00 ás 17:00

14:00 – 14:10 – Página e prece

Página: “A escola das almas”- (Livro Jesus no Lar ditado por Neio Lúcio a Francisco C. Xavier).

14:10 – 14:20 – Apresentação do grupo de trabalhadores.

14:20 – 15: 25 – Estudo através da dinâmica: Qual a melhor família?

15:25 – 15:45 - Lanche

15:50 – 16:20 – fechamento da dinâmica com a apresentação do PPT –Família, novos modelos, mesmo amor.

16:20 – 16:40 – fechamento com a dinâmica: Nem o seu, nem o meu, o nosso caminhar.

16:40 – 16: 50 – Dinâmica do abraço

16:50 – 17:00 – Avisos, agradecimentos e prece final

DINÂMICA: Qual a melhor família?

Desenvolvimento:

1ª parte - 25’

1. Formar grupos com até cinco pessoas no máximo.

2. Pedir que cada grupo forme uma família e que combinem entre si, qual membro da família cada um quer ser (pai, mãe, filho, sogra, tio, padrasto, etc)

3. Lembrar que a família não é obrigada a ter todos os membros como pai ou mãe. Pode ser constituída da maneira como o grupo achar melhor.

4. Cada personagem deverá ter características próprias: amável, bom, ignorante, autoritário, organizado, preguiçoso, etc. cada um escolhe a sua característica que o seu personagem terá sem que o outro saiba. É importante que os outros não saiba a característica do outro. Apenas que aperceba durante o relacionamento.

5. Depois da escolha das características, a família interage para ver como cada um se relaciona com o outro.

6. Perguntar como estão se sentindo na família. Confortáveis? Bem aceitos? Há alguma divergência e por que?

2ª parte – 20’

1. Desfazer as família e formar, aleatoriamente, novas famílias com os membros que manterão os seus personagens com suas mesmas características (: amável, bom, ignorante, autoritário, organizado, preguiçoso, etc.).

2. Não tem problema se na mesma família ficarem dois pais ou duas mães.

3. Apresentam-se e interagem.

3ª parte – reflexões no grupão – 20’

a) E agora? Como estão se sentindo nessa família?

b) Qual foi a melhor, a primeira ou a família atual?

c) Qual a família que os deixou mais confortável?

d) O que mudou?

e) Mesmo tendo mudado a estrutura da família, deixou de ser família?

f) É assim mesmo. Estamos na família na qual criamos afinidades e que precisamos.

g) E agora? Como vamos resolver isso?

h) O Evangelho no Lar

Texto para fechamento da dinâmica:

Em uma família não importando de como ela é formada, ( na atualidade temos varias formações de família que não é a tradicional composta de marido mulher e filhos),não é indicado que ocorra: a falta de camaradagem e o gosto de conversar ou a falta de diálogo

É necessário saber ouvir, deixar os outros falarem para sentir suas razões, como eles estão pensando.

Utilizar tom de voz baixo, respeitoso, sem gritaria, sem permitir que a raiva, ou a cólera, se extravase e ponha tudo a perder.

Aprender a ceder. Não agir egoisticamente, exigindo que os outros se anulem para que tudo seja feito de acordo com a sua vontade. Lembrar que os defeitos das pessoas que vivem mais próximas de nós são notados com maior frequência, porque se evidenciam no dia-a-dia. Dar ao outro o direito de ele ser como é, e não como a gente gostaria que fosse. Ajudar o outro a combater seus defeitos, discretamente, sem lhe diminuir, ou humilhá-lo. Não corrigir o outro em público, são princípios que sempre ajudam.

O amor reclama cultivo. Diz Emmanuel que "a felicidade na comunhão afetiva não é prato feito e sim construção do dia-a-dia. As leis humanas casam as pessoas para que estas se unam segundo as Leis Divinas. Evoluir no relacionamento, não com exigências, e sim com compreensão, tolerância. Toda criatura necessita de amar e receber amor". Medidas preventivas para evitar as crises estão no Evangelho de Jesus.

Adaptado do: (Jornal Verdade e Luz Nº 171 de Abril de 2000)

 

 

_ APRESENTAÇÃO DO PWERPOINT FAMÍLIA, NOVOS MODELOS, MESMO AMOR.

1º SLIDE - Apresentar a definição de família que consta do Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa:

Antes: “Grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto ( pai, mãe e filhos)”

Hoje: “Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária”.

 

2º SLIDE - NOVAS ESTRUTURAS FAMILIARES:

fam1 fam2 nuclear ou conjugal, que consiste num homem, numa mulher e nos seus filhos.

fam3 ampliada ou consanguínea, é outra estrutura, que consiste na família nuclear, mais os parentes diretos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.

3º SLIDE

fam4 fam5 famílias homoafetivas - existe uma ligação conjugal ou marital, por contrato entre duas pessoas do mesmo sexo, que adotaram crianças ou, um ou ambos os parceiros têm filhos biológicos de casamentos heterossexuais.

image10 famílias reconstituídas - de casamentos pós-divórcio, viuvez e outros tipos de separações –os meus , os seus, os nossos.

 

4ºSLIDE- FUNÇÕES DA FAMÍLIA :

  • “geradora de afeto”, entre os membros da família
  • “proporcionadora de segurança e aceitação pessoal”, promovendo um desenvolvimento pessoal natural
  • “proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”, através das atividades que satisfazem os membros da família;
  • “asseguradora da continuidade das relações”, proporcionando relações duradouras entre os familiares;
  • “proporcionadora de estabilidade e socialização”, assegurando a continuidade da cultura da sociedade correspondente;

 

FUNÇÃO ESPIRITUAL:

Educação do Espírito (através da orientação);

Formação de valores regenerativos (trabalhando as tendências equivocadas);

Oportunidade evolutiva (adquirindo novos conhecimentos, hábitos saudáveis);

Desenvolvimento da afetividade e do amor para atingir a dimensão da família universal (desarmando animosidades).

FORMAR HOMENS DE BEM!

FIM

Fechamento do encontro.

Dinâmica: Nem o meu, nem o seu, o nosso caminhar.


Objetivo: Propiciar um clima de descontração e integração entre os participantes do grupo, refletir sobre a família, sua importância e contribuição para a melhoria da vida em sociedade, e para evolução do Espírito.

Material necessário: rádio e CDs de música

Descrição da dinâmica:

1. Grupo de pé, espalhado pela sala. Música.
2. Pedir que todos se movimentem pela sala de acordo com a música.

· Avisar que cada participante terá uma forma de andar. Uns mancarão, outros andarão devagar, outros andarão depressa, outros andarão balançando a cabeça, em fim, cada um terá um modo peculiar de andar..

· Vamos andar pela sala explorando os movimentos do corpo.

· Pôr música com ritmo cadenciado. Tempo.

· Todos já se familiarizaram com o seu modo de andar?

  • 3. Parar a música. Solicitar que formem dupla com a pessoa mais próxima e depois deem os braços e que de braços dados, continuem a se movimentar cada um com o seu caminhar.
  • 4. Após um tempo, formar quartetos, e assim sucessivamente, até que todo o grupo esteja se movimentando junto, no mesmo passo, mas cada um com seu caminhar.

OBS: A cada formação, o grupo formado deverá andar pela sala cada um com o seu caminhar.

5. Pedir que se espalhem novamente pela sala, parando num lugar.

Reflexões:

- O que se pode perceber com esta atividade?
- Que dificuldades encontraram na realização da dinâmica?

- Foi fácil andar com alguém ao nosso com um andar diferente do nosso?

Texto para reflexão:

Perceber que O mundo em que vivemos ainda é bastante atrasado. Todos que aqui trabalhamos por nossa evolução ainda não compreendemos, nem vivemos em harmonia com as Leis divinas. Nosso progresso espiritual se realiza através de experiências (erros e acertos), portanto incluindo aí o que chamamos de dor, de sofrimento.

Precisamos acerta os passos e isso e na realidade entender que dentro das famílias, ocorrem momentos difíceis, em que se exige tolerância, compreensão, sacrifício mesmo, mas nem por isso deixa de ser abençoado por Deus, pois é nessas experiências que encontramos as oportunidades para burilamento do Espírito.

Dinâmica do abraço:

Reunir todos os participantes e pedir que eles se juntem em pares e se abracem. Logo depois que se juntem em quarteto e se abracem, depois que sejam oito a se abracem e assim, sempre dobrando o numero até todos estarem se abraçando.