mãos unidasA Doutrina Espírita se apresenta aos espíritas de todos os tempos como o alicerce libertador-com os mais amplos horizontes da iluminação da humanidade.
Organizados estamos,graças à destemidos e obstinados precursores do passado,que souberam diminuir suas individualidades para construir o todo da estrutura unificada.
Agindo em conjunto,ensaiamos o salutar exercício da convivência cristã,diminuindo a ação aniquiladora da dissensão.
Em união reforçamo-nos contra o mal que ainda existe em nós e que nos cerca na vida hodierna.
Com unificação garantimos a consolidação do Movimento Espírita espraiando a divulgação doutrinária em bases corretas e equilibradas.
Dedicados alistamo-nos na fileiras de serviço, fazendo girar a dinâmica da tarefa auxiliadora ,utilizando com boa vontade, nossos parcos recursos de sentimentos nobres.
Contribuímos na maior parte das vezes com o que nos sobra em haveres,aprendendo pelo hábito e rotina, a haurir felicidade de um gesto caridoso.
Já vai muito tempo, quando o bálsamo suavizante da Boa Nova visitou o mundo em desalinho, para nos indicar o caminho redentor.
Hoje vivemos a Era do Espírito, e como espíritas temos diante de nós a tarefa primeira de estruturação moral íntima,gerando natural e imediato impacto na transformação do mundo à nossa volta.
Seguimos as encorajadoras palavras do Mestre que assinala o tento promissor: Buscai e Achareis.
Na condição de discípulos,fartamo-nos excessivamente no campo das bênçãos divinas.
Alcançados na compreensão da Verdade Maior, pela fé raciocinada,e experimentados no consolo libertador que nos informa a condição de filhos de Deus,somos sabedores das nossas potencialidades infinitas.
Porém,somos filhos perdulários de uma casa generosa e rica que malversam os bens recebidos, em vez de utilizá-los em benefício próprio.
Dispensamos oportunidades de espiritualização na troca de facilidades temporais que estimulam nossas posições “em zonas de conforto”.
Afirmamos acompanhar o Cristo,mas não seguimos a orientação de que “è necessário que Ele cresça e que eu diminua” .
Lutamos por nobres ideais redentores,mas esposamos a fé ao modo daqueles que se adaptam por fora a certas convicções intelectuais,guardando o ranço de velhas ausências morais.
Conjugamos o solidarizar,mas nos furtamos à necessidade de presença operosa nas atividades que favoreçam a divulgação doutrinária,deixando relegados à margem do caminho irmãos sedentos de luz.
Usamos a nossa Doutrina para soluções imediatistas que nos falem de perto ao ego, olvidando que nós mesmos é que deveríamos ser usados por ela na construção de nosso próprio bem,através do bem a todos aqueles que nos acompanham na Terra.
Falamos de uma urgente e necessária mudança de comportamento do Movimento Espírita.
Falamos de um necessária e inadiável reflexão a respeito de nosso comportamento como tarefeiros do BEM , no labor de nossas atuações frente às nossas instituições.
Falamos da constante ausência sentida, daqueles que privilegiam presença exclusiva em atividades que sejam de “sua alçada”.
Falamos da tímida representatividade dos irmãos espíritas em eventos de divulgação doutrinária que tenham caráter abrangente e de inclusão extensiva para todos.
A divulgação doutrinária e o permanente agir cristão é providência imperativa e não deve se coadunar com o “morno” .
Já soam os clarins de uma nova Era. A data limite está posta. Terminamos esta reflexão que em primeiro serve à sua autora, recordando a letra imorredoura do Evangelho quando da parábola do Grande Banquete: Mateus (22:1-14)

“ 22:11 O Rei, entrando para contemplar os convivas,viu ali um homem que não estava vestido com a veste nupcial,22:12 e disse-lhe:Companheiro,como entraste aqui sem a veste nupcial?Ele se calou.22:13 Então o Rei disse aos servidores:Depois de amarrar os pés e suas mãos,lançai-o para fora,nas trevas exteriores;ali haverá o pranto e o ranger de dentes.22:14 Porque muitos são chamados,mas poucos escolhidos.”