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O editorial do CEERJ neste mês de Dezembro quer falar de valorização da vida. No dia 25 iremos comemorar a vida do maior exemplo de perfeição que já esteve entre nós. O nascimento de Jesus,marca a história da humanidade .Seu legado de amor inaugura a Boa Nova,mas há mais de dois mil anos , o Mestre aguarda por nós.Aguarda por entendimento e vivência da sua mensagem.

Muitos ainda se distanciam do chamado e voltam o seu olhar para a crença imatura que acredita ser a materia o elemento motriz da vida .Desconhecem as sublimes lições da questão 358 do Livro dos Espíritos quando de forma assertiva explicita as implicações do aborto provocado .” O aborto provocado é um crime,qualquer que seja a época da concepção? , pergunta o codificador Allan Kardec.

Respondem os espíritos: “ Há sempre crime quando se transgride a lei de Deus. A mãe ou qualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes de seu nascimento,porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento.”

Em polêmica decisão a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 29/11 que praticar aborto nos três primeiros meses da gestação não é crime. O entendimento foi firmado durante o julgamento de um caso específico, que revogou a prisão de cinco funcionários de uma clínica clandestina.

Embora outros magistrados não sejam obrigados a agir da mesma forma, a decisão abre caminho para a descriminalização do aborto no Brasil.

Em março deste ano o medo do Zika Virus e o possível impacto que poderia causar uma epidemia,no aumento de casos de microcefalia,mobilizou a imprensa e a população.

O assunto ganhou a alçada dos poderes jurídicos e ainda tramita a proposta de aprovação no STF do aborto legal em casos de microcefalia.

Por este editorial queremos fazer um convite: refletir e agir diante da escalada de entendimento equivocado do STF e de todos os que acreditam ser a matéria o ponto principal da vida humana.
Para os ministros do STF , vale a argumentação de que “ a criminalização do aborto é incompatível com a autonomia da mulher, com seus direitos sexuais e reprodutivos, com a integridade física e psíquica da gestante e com o princípio da igualdade de gênero .”

Para todos nós que já entendemos a vida espiritual como a verdadeira vida ,sendo ela,pré-existente ao corpo, e a Lei Divina como imutável e perfeita ,a prática do aborto provocado não passa de crime hediondo.
Interromper a gravidez de forma intencional , seja qual for o período da gestação ,é negar a um espírito em processo de reencarnação, a possibilidade de vivências que facultem a sua evolução.

É se colocar acima da Lei Maior, desafiando a Deus.

É desconsiderar no restrito âmbito humano o primeiro e mais fundamental dos direitos : o direito a vida..

Temos convicção de que em todos os reinos da natureza palpita a vibração de Deus, e que a vida humana representa nesta conjuntura o ápice de todas as experiências necessárias para catalogar valores e aquisições sagradas para a vida imortal. Preservar a vida humana é condição primeira daqueles que acreditam em valores que vão além do materialismo, das verdades oscilantes, efêmeras, que marcam uma época de incertezas e de miopias de entendimento.
Antes de se buscar o “ respeito à autonomia e a igualdade de gênero” , preciso se faz entender que somos todos iguais,enquanto espíritos imortais,e que na roupagem carnal cumprimos determinadas vocações,oscilando entre o feminino e o masculino,para a construção de um ser integral,e integrado na sua legítima filiação divina.

Vive-se numa época de grande competitividade e de pouca solidariedade. Em nome deste “modus-vivendi”, os indivíduos se permitem agir passando por cima de valores fundamentais.

A evolução de uma sociedade é medida pela sua capacidade de amparar os mais frágeis. A sociedade que apela para o aborto se declara falida em suas bases educacionais, porque dá guarida à violência que vai resultar em última instância na pena de morte para inocentes. Tal postura equivocada, não se coaduna com valores éticos e morais que apontam para uma sociedade aperfeiçoada na grande obra da regeneração. Amor e justiça são fatores condicionantes para o bem e a felicidade coletiva. É mais do que urgente, o resgate da sensatez, de valores adormecidos pelas fieiras do tempo. De implantarmos uma reedição moral dos valores consagrados pelo Cristianismo, cuja pauta maior é fazer ao outro o que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos.

Se faz necessário trabalhar nos alicerces de uma sociedade mais justa que obrigatoriamente precisa conjugar noções de liberdade, igualdade e fraternidade, princípios solidários entre si.

Compete a todos os homens de boa vontade lutar pela legitimação do progresso moral da humanidade que será alcançado pela extirpação do egoísmo e da consolidação das leis divinas.

É pela consagração de todos estes valores que comemoramos neste Dezembro o Natal. Que comemoramos a vinda passageira e eficaz do Mestre Maior, que veio para nos ensinar novos valores que apontam para a Vida Futura.,
Unamo-nos. O momento agora é de defesa da vida humana,para que possamos garantir para o Homem, sua inexorável destinação : um glorioso futuro espiritual.