ADPF 442 - legalização do aborto até a 12.semana gestação.


(O Livro dos Espíritos - 647) “Toda a lei de Deus está encerrada na máxima
do amor ao próximo ensinada por Jesus?”

“— Certamente essa máxima encerra todos os deveres dos homens entre si;
mas é necessário mostrar-lhes a aplicação, pois do contrário podem
negligenciá-la, como já a fazem hoje.”

(O Livro dos Espíritos -358) “Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?”

“— Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer
que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu
nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que
serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.


Somos espíritas. E o Espiritismo é o Consolador Prometido, o Cristianismo Redivivo. Desta forma, torna-se indissociável de qualquer argumentação realizada pelo espírita o embasamento na Lei de Justiça, Amor e Caridade, lei que resume todas as outras e justifica todas as outras, tendo em vista que tudo o que vivemos, nesta e na outra vida, tem o objetivo central de aprendermos a amar, de exercitarmos esta lei de atração e de relações saudáveis e de edificação da felicidade real, que se inicia no íntimo de cada um de nós.

Dito isto, queremos convidar os espíritas do Rio de Janeiro a refletirem bastante, a meditarem em prece, neste momento grave que é trazido para debate na sociedade a questão da legalização da interrupção voluntária da gestação (aborto provocado), até a 12a semana após fecundação, proposta ao STF, por um partido político.

Necessitamos refletir sobre nossa responsabilidade para com os espíritos que terão suas existências interrompidas, violentamente, ceifando um processo de reencarnação em plena instalação, processo este de difícil e complexa realização, de planejamento meticuloso, mesmo que apressado em algumas circunstâncias, mas que sempre tem a presença da Providência Divina, que tudo sabe, e que sempre move todo o necessário, de forma a ajustar nossos planejamentos reencarnatórios, realinhando-os à Lei de Justiça, Amor e Caridade.

Por conta disso, afirmam os Espíritos da Codificação Espírita, provocados por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, que o aborto constitui crime contra a lei de Deus, pois afronta o realinhamento de sua Lei de Amor, rompe com o processo reencarnatório e com o planejamento do qual fazem parte muitos envolvidos, criança, mãe, pai, e muitos outros atores.

Por conta destes muitos atores é que este momento merece uma reflexão profunda dos espíritas sobre o tema, afinal muito tem se falado sobre uma visão unilateral, o lado da criança, em detrimento dos demais atores do processo, nos discursos a favor da Vida, o que, realmente, é um contrassenso.

Os que são a favor do aborto voluntário de uma gestação sem complicações, sustentam que a criminalização do aborto compromete a dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres e afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas, pobres, de baixa escolaridade e que vivem distante de centros urbanos, onde os métodos para a realização de um aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, afrontando também o princípio da não discriminação.

Outro aspecto apontado como violado é o direito à saúde, à integridade física e psicológica das mulheres, e ainda o direito à vida e à segurança, “por relegar mulheres à clandestinidade de procedimentos ilegais e inseguros” que causam mortes evitáveis e danos à saúde física e mental.

Qual o papel da Casa Espírita neste contexto? Legalizar a morte seria a solução possível?

É urgente que o movimento espírita discuta projetos de acolhimento às mulheres em situação de fragilidade, de todos os matizes, seja financeira, como emocional, ou qualquer outra situação que poderia levá-las a optar pela interrupção da gestação,.... é mais do que urgente que as evangelizações espiritistas discutam sexualidade, gênero, direitos, no contexto da Doutrina Espírita.

Precisamos falar destes temas e mais….

Necessitamos discutir e desconstruir conceitos arcaicos sobre família, evidenciando a presença e a responsabilidade do homem na construção e solidificação da família, no acompanhamento da gestação e no suporte a amamentação, no respeito a mulher e a todos e todas com quem ele se relacionar em sua vida.

Tudo isso é educação espírita!!

Tudo isso é necessário para discutirmos sobre aborto sob o ponto de vista da Doutrina Espírita.

O CEERJ não concorda com a legalização do aborto por inúmeras razões. Primeiro, porque o que protege a saúde das mulheres não é legalizar o aborto e sim promover uma educação para uma vida sexual e reprodutiva saudável, além de atendimento médico e psicológico de qualidade, sempre e não apenas durante a gestação; o que protege as mulheres é uma sociedade que eduque os meninos e futuros pais a aprender a conviver com as mulheres em igualdade e porque há dados falsos naqueles que são apresentados pelos movimentos pró-aborto, o que já vem sendo divulgado amplamente na mídia, alimentados por interesses econômicos escusos¹. O CEERJ não concorda com o aborto porque interrompe a reencarnação de um espírito que lutou muito para estar ali e terá rompida sua oportunidade de vivenciar a Lei de Amor em plenitude.

Por tudo isso, pedimos aos espíritas que reflitam neste momento, trazido por Deus para nós, não por acaso, mas no momento que podemos e devemos trabalhar para a construção de um mundo melhor e mais feliz.

¹http://estudosnacionais.com/anexos/FinanciadoresdaADPF442-MarlonDerosa.pdf


Nota Oficial

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Nota oficial CEERJ aborto -12 semana

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Data de modificação : Ago 2 2018


campanha 160 anos o livro dos espiritos seloParis segunda metade do século 19. Estamos na cidade das luzes e capital intelectual da Europa. Caminhamos em direção a Rua dos Martyrs n.08 . Vamos encontrar um singelo apartamento no segundo andar. No gabinete, o professor Hippolyte Leon Denizard Rivail, assistido e amparado de perto pela esposa, a doce Amelie Boudet, trabalha incessantemente num projeto libertador. Meses antes numa reunião mediúnica experimental na Rua Tiquetonne, havia recebido a advertência. “ Quanto a ti , Rivail, a tua missão aí está: és obreiro que reconstrói o que foi demolido.”
O legado de amor do Cristo Jesus, já havia deitado raízes em corações sequiosos de justiça e verdade na velha Palestina.Em verdadeiro Renascimento, ganhava novo fôlego agora por determinadas mãos de operoso servidor. Para ele também foi dito pelo próprio Jesus, ou o Espírito da Verdade, que o nobre pedagogo reúnia virtudes que precisariam ser exercitadas na árdua tarefa. O mestre recomendou ao discípulo uma série de cuidados e qualidades: humildade, modéstia, desinteresse, coragem, perseverança, devotamento, abnegação, firmeza inabalável, prudência e tato, para não comprometer o sucesso com atos ou palavras intempestivas.
No dia 18 de Abril de 1857 , ele lançava o pilar da monumental obra .A codificação da Doutrina Espírita rasgava o véu da incredulidade, do sobrenatural e da ignorância. Inspirado e acompanhado por uma “nuvem de testemunhas”, espíritos dedicados ao BEM, que ensinavam a reedição das máximas morais do Cristianismo Primeiro, acrescidas de lógica científica e profundidade filosófica.
Kardec não só entreveu a Verdade como conseguiu alcança-la inteira.
Obrigada Kardec. Hoje aos 160 anos de lançamento do Livro dos Espíritos, nos lembramos de ti e do teu legado.
A Humanidade já sabe de um novo porvir.
Todos temos o consolo da nossa filiação divina.
Da existência de um Pai amoroso e Sábio, que nos ama
Indistintamente.
Fazemos parte de uma família universal.
Nosso destino a felicidade. E que para a caminhada , o augusto convite está posto:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar. Esta é a lei “.


banner editorial2016dez

O editorial do CEERJ neste mês de Dezembro quer falar de valorização da vida. No dia 25 iremos comemorar a vida do maior exemplo de perfeição que já esteve entre nós. O nascimento de Jesus,marca a história da humanidade .Seu legado de amor inaugura a Boa Nova,mas há mais de dois mil anos , o Mestre aguarda por nós.Aguarda por entendimento e vivência da sua mensagem.

Muitos ainda se distanciam do chamado e voltam o seu olhar para a crença imatura que acredita ser a materia o elemento motriz da vida .Desconhecem as sublimes lições da questão 358 do Livro dos Espíritos quando de forma assertiva explicita as implicações do aborto provocado .” O aborto provocado é um crime,qualquer que seja a época da concepção? , pergunta o codificador Allan Kardec.

Respondem os espíritos: “ Há sempre crime quando se transgride a lei de Deus. A mãe ou qualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes de seu nascimento,porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento.”

Em polêmica decisão a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 29/11 que praticar aborto nos três primeiros meses da gestação não é crime. O entendimento foi firmado durante o julgamento de um caso específico, que revogou a prisão de cinco funcionários de uma clínica clandestina.

Embora outros magistrados não sejam obrigados a agir da mesma forma, a decisão abre caminho para a descriminalização do aborto no Brasil.

Em março deste ano o medo do Zika Virus e o possível impacto que poderia causar uma epidemia,no aumento de casos de microcefalia,mobilizou a imprensa e a população.

O assunto ganhou a alçada dos poderes jurídicos e ainda tramita a proposta de aprovação no STF do aborto legal em casos de microcefalia.

Por este editorial queremos fazer um convite: refletir e agir diante da escalada de entendimento equivocado do STF e de todos os que acreditam ser a matéria o ponto principal da vida humana.
Para os ministros do STF , vale a argumentação de que “ a criminalização do aborto é incompatível com a autonomia da mulher, com seus direitos sexuais e reprodutivos, com a integridade física e psíquica da gestante e com o princípio da igualdade de gênero .”

Para todos nós que já entendemos a vida espiritual como a verdadeira vida ,sendo ela,pré-existente ao corpo, e a Lei Divina como imutável e perfeita ,a prática do aborto provocado não passa de crime hediondo.
Interromper a gravidez de forma intencional , seja qual for o período da gestação ,é negar a um espírito em processo de reencarnação, a possibilidade de vivências que facultem a sua evolução.

É se colocar acima da Lei Maior, desafiando a Deus.

É desconsiderar no restrito âmbito humano o primeiro e mais fundamental dos direitos : o direito a vida..

Temos convicção de que em todos os reinos da natureza palpita a vibração de Deus, e que a vida humana representa nesta conjuntura o ápice de todas as experiências necessárias para catalogar valores e aquisições sagradas para a vida imortal. Preservar a vida humana é condição primeira daqueles que acreditam em valores que vão além do materialismo, das verdades oscilantes, efêmeras, que marcam uma época de incertezas e de miopias de entendimento.
Antes de se buscar o “ respeito à autonomia e a igualdade de gênero” , preciso se faz entender que somos todos iguais,enquanto espíritos imortais,e que na roupagem carnal cumprimos determinadas vocações,oscilando entre o feminino e o masculino,para a construção de um ser integral,e integrado na sua legítima filiação divina.

Vive-se numa época de grande competitividade e de pouca solidariedade. Em nome deste “modus-vivendi”, os indivíduos se permitem agir passando por cima de valores fundamentais.

A evolução de uma sociedade é medida pela sua capacidade de amparar os mais frágeis. A sociedade que apela para o aborto se declara falida em suas bases educacionais, porque dá guarida à violência que vai resultar em última instância na pena de morte para inocentes. Tal postura equivocada, não se coaduna com valores éticos e morais que apontam para uma sociedade aperfeiçoada na grande obra da regeneração. Amor e justiça são fatores condicionantes para o bem e a felicidade coletiva. É mais do que urgente, o resgate da sensatez, de valores adormecidos pelas fieiras do tempo. De implantarmos uma reedição moral dos valores consagrados pelo Cristianismo, cuja pauta maior é fazer ao outro o que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos.

Se faz necessário trabalhar nos alicerces de uma sociedade mais justa que obrigatoriamente precisa conjugar noções de liberdade, igualdade e fraternidade, princípios solidários entre si.

Compete a todos os homens de boa vontade lutar pela legitimação do progresso moral da humanidade que será alcançado pela extirpação do egoísmo e da consolidação das leis divinas.

É pela consagração de todos estes valores que comemoramos neste Dezembro o Natal. Que comemoramos a vinda passageira e eficaz do Mestre Maior, que veio para nos ensinar novos valores que apontam para a Vida Futura.,
Unamo-nos. O momento agora é de defesa da vida humana,para que possamos garantir para o Homem, sua inexorável destinação : um glorioso futuro espiritual.





cachoeiraA cachoeira se apresenta como ápice de uma fonte viva,que percorrendo distâncias como rio,finaliza sua viagem em passagem de potência,revigoramento e beleza .Todos aqueles que se banham em semelhantes águas ,renovam energias, experimentando sensações de vigor e refazimento.


O significado histórico da Páscoa, repousa raízes no Judaísmo,mas foi absorvido e alterado pelo mundo cristão.

Para os judeus, a Páscoa é a celebração que relembra a libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

Já para o católicos cristãos celebra-se a ressureição de Jesus após a crucificação. A celebração inicia-se no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, período compreendido como Semana Santa.

Todas essas decorrências estão plenas de significados,mas deitando nosso olhar para as primeiras origens desta celebração, vamos encontrar nas antigas tribos politeístas um tributo à primavera e a deusa da fertilidade Eostre.É a partir desta raíz histórica,que surge a relação da Páscoa com ovos( nos tempos modernos,de chocolate...) e com a lebre,ícone das festividades tribais, que marcavam a passagem do rigoroso inverno europeu para o período fértil da primavera.


No Judaísmo a palavra Peseach significa “passagem”.

O vocábulo busca traduzir o ápice das pragas do Egito que atingiram as terras e os interesses do faraó do êxodo,no período de Moisés:

Um anjo da morte visita o Egito e para evitar as mortes dos primogênitos, os fiéis hebreus marcam com o sangue de um cordeiro a porta de entrada de suas casas. Este era o sinal para que os filhos daquele lar fossem poupados da morte, e o anjo passava ... .

Uma outra tradição hebraica tem relação com o cordeiro no período da Páscoa: a família judaica acolhia por uma semana um cordeiro para viver com eles dentro de casa. Na convivência, estabeleciam-se vínculos afetivos e de sentimentos com o animal,e no entardecer da sexta-feira, este era sacrificado. Se alimentar do cordeiro da Páscoa era uma experiência de dor, de desilusão com vistas ao exercício da libertação,pela perda de alguém amado.

Neste aspecto, já caminhamos aqui, para uma inter-relação com uma simbologia mais próxima dos preceitos da Doutrina Espírita.

Lembremo-nos da última ceia de Jesus com os apóstolos.

(Mt 26:17-19/Mc 14:12-16 e Lc 22:14-23).

Jesus conviveu com proximidade durante 3 anos com os discípulos. Durante a ceia pascal (tradição hebraica) Jesus se reúne com os apóstolos e diz: “ Não mais beberei,a partir de agora ,deste fruto da videira,até aquele dia em que beba convosco ,(vinho) novo,no Reino de meu Pai” ( Mt 26:29)

O Mestre se despedia dos 12 apóstolos. Ele dizia, um de vocês vai me entregar e trair.Estou me despedindo de vocês.Vou para o plano espiritual.Voltarei ao Pai.Vocês vão experienciar a dor da perda,e a crise da morte será um portal para que eu continue a amparar vocês e a cuidar da expansão do Cristianismo.

E ecoando as derradeiras falas de Jesus e desdobrando seu simbolismo, a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec , no século 19, vai emoldurar a essência e beleza da mensagem do Mestre atestando ao mundo, que a vida não cessa.

Que todos os cristãos espíritas possam nesta Páscoa, se recordar de Jesus e celebrar em sua memória, o teor primeiro de sua missão : a libertação da escravidão da matéria,e o viver sem amarras com vistas a existência futura ,no plano espiritual.

Não permitamos que os ovinhos de chocolate e os coelhinhos da Páscoa

tirem a essência da celebração deste momento que é o profundo amor de Deus por nós e a imortalidade da alma.

Para os espíritas , a Páscoa propõe uma experiência de Deus. De amar e de sentir amado.


Cristo,foi o cordeiro de Deus, se imolou por nós.

Na passagem da cruz se ungiu de sangue,

De perdão e misericórdia ,

Para sinalizar o caminho,

A abertura das águas,

não mais vermelhas,do Mar Morto,

Apontando para a libertação e o consolo.

A celebração da vida.

A imortalidade da alma.


Carta de Paulo aos Gálatas; 2:20

Já não sou eu que vivo,mas é cristo que vive em mim.E a vida que agora tenho na carne,vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim”

Boa Páscoa.



mãos unidasA Doutrina Espírita se apresenta aos espíritas de todos os tempos como o alicerce libertador-com os mais amplos horizontes da iluminação da humanidade.
Organizados estamos,graças à destemidos e obstinados precursores do passado,que souberam diminuir suas individualidades para construir o todo da estrutura unificada.
Agindo em conjunto,ensaiamos o salutar exercício da convivência cristã,diminuindo a ação aniquiladora da dissensão.
Em união reforçamo-nos contra o mal que ainda existe em nós e que nos cerca na vida hodierna.
Com unificação garantimos a consolidação do Movimento Espírita espraiando a divulgação doutrinária em bases corretas e equilibradas.
Dedicados alistamo-nos na fileiras de serviço, fazendo girar a dinâmica da tarefa auxiliadora ,utilizando com boa vontade, nossos parcos recursos de sentimentos nobres.
Contribuímos na maior parte das vezes com o que nos sobra em haveres,aprendendo pelo hábito e rotina, a haurir felicidade de um gesto caridoso.
Já vai muito tempo, quando o bálsamo suavizante da Boa Nova visitou o mundo em desalinho, para nos indicar o caminho redentor.
Hoje vivemos a Era do Espírito, e como espíritas temos diante de nós a tarefa primeira de estruturação moral íntima,gerando natural e imediato impacto na transformação do mundo à nossa volta.
Seguimos as encorajadoras palavras do Mestre que assinala o tento promissor: Buscai e Achareis.
Na condição de discípulos,fartamo-nos excessivamente no campo das bênçãos divinas.
Alcançados na compreensão da Verdade Maior, pela fé raciocinada,e experimentados no consolo libertador que nos informa a condição de filhos de Deus,somos sabedores das nossas potencialidades infinitas.
Porém,somos filhos perdulários de uma casa generosa e rica que malversam os bens recebidos, em vez de utilizá-los em benefício próprio.
Dispensamos oportunidades de espiritualização na troca de facilidades temporais que estimulam nossas posições “em zonas de conforto”.
Afirmamos acompanhar o Cristo,mas não seguimos a orientação de que “è necessário que Ele cresça e que eu diminua” .
Lutamos por nobres ideais redentores,mas esposamos a fé ao modo daqueles que se adaptam por fora a certas convicções intelectuais,guardando o ranço de velhas ausências morais.
Conjugamos o solidarizar,mas nos furtamos à necessidade de presença operosa nas atividades que favoreçam a divulgação doutrinária,deixando relegados à margem do caminho irmãos sedentos de luz.
Usamos a nossa Doutrina para soluções imediatistas que nos falem de perto ao ego, olvidando que nós mesmos é que deveríamos ser usados por ela na construção de nosso próprio bem,através do bem a todos aqueles que nos acompanham na Terra.
Falamos de uma urgente e necessária mudança de comportamento do Movimento Espírita.
Falamos de um necessária e inadiável reflexão a respeito de nosso comportamento como tarefeiros do BEM , no labor de nossas atuações frente às nossas instituições.
Falamos da constante ausência sentida, daqueles que privilegiam presença exclusiva em atividades que sejam de “sua alçada”.
Falamos da tímida representatividade dos irmãos espíritas em eventos de divulgação doutrinária que tenham caráter abrangente e de inclusão extensiva para todos.
A divulgação doutrinária e o permanente agir cristão é providência imperativa e não deve se coadunar com o “morno” .
Já soam os clarins de uma nova Era. A data limite está posta. Terminamos esta reflexão que em primeiro serve à sua autora, recordando a letra imorredoura do Evangelho quando da parábola do Grande Banquete: Mateus (22:1-14)

“ 22:11 O Rei, entrando para contemplar os convivas,viu ali um homem que não estava vestido com a veste nupcial,22:12 e disse-lhe:Companheiro,como entraste aqui sem a veste nupcial?Ele se calou.22:13 Então o Rei disse aos servidores:Depois de amarrar os pés e suas mãos,lançai-o para fora,nas trevas exteriores;ali haverá o pranto e o ranger de dentes.22:14 Porque muitos são chamados,mas poucos escolhidos.”