Alexandre Pereira
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Nos caminhos da Unificação: perpetuidade, multiplicidade e singularidade.

O pensamento de unificação deve ser iniciado no dia-a-dia da Instituição Espírita. São os gestores, especialmente, responsáveis por identificar as qualidades que poderão oferecer o suporte à construção de uma excelência na prática espírita institucional e no Movimento Espírita. 

A Doutrina Espírita, em seu conteúdo inatacável já oferece as diretrizes para a condução das atividades voltadas ao seu estudo e divulgação. Porém, a administração de um grupamento de pessoas e de uma organização social requer habilidades e visões que devem ir além do imprescindível papel de guarda dos princípios doutrinários. Neste caso, não há desmerecimento no esforço diário de milhares de trabalhadores, mas a busca pela reflexão de que somos todos capazes de ir além do que fazemos, diante de uma questão maior, em benefício do Espiritismo.

Na Instituição Espírita em que já encontramos bem vividos os sentimentos nobres que justificam a proposta do Espiritismo, focados no sentimento de união, colocado propriamente pelo espírito Bezerra de Menezes como condição prévia às iniciativas de unificação, resta-nos observar determinadas qualidades que farão com que este órgão se situe adequadamente no organismo do Movimento Espírita. Ou seja, o equilíbrio da instituição qualificada contribuirá com a saúde do sistema.

Das inúmeras qualidades inerentes aos propósitos espíritas e que as organizações espíritas precisam manter, podemos considerar a perpetuidade, a multiplicidade e a singularidade, numa visão de forças iguais, como a apontarem para os três vértices de um triângulo equilátero.

Atividades próprias devem ser desenvolvidas visando à identificação de ações que levem a perpetuidade da instituição. Em todos os campos de atuação, firmemente na faceta administrativa, deve-se requerer iniciativas que permitam a realização de todas as tarefas doutrinárias sem que se perca a visão de uma existência futura. A validade dos atos de hoje se justificam no amanhã próspero. Nos caminhos da unificação somam-se instituições centenárias e outras recém-nascidas, e o corpo do Movimento Espírita existe porque houve um passado que olhou para frente.

A Instituição Espírita precisa ser viva, rica em multiplicidade, exuberante, o que não se trata de quantidades ou tamanhos, mas pelo amplo campo de atuação. Sempre nas propostas da Codificação o Espiritismo fora oferecido a humanidade, sem pensamento de fazer prosélitos, de portas abertas aos que cheguem. A promoção de múltiplos pontos de ação e abertura ao novo, resguardados pelos conhecimentos das obras basilares, fará abrigar as novas gerações, com as suas necessidades e especificidades. Nos caminhos da unificação o que é diferente contribui para estimular os modos de convivência, a criatividade e a expansão de atuação do Movimento Espírita.

A singularidade presente nas atividades oferecidas pelas Instituições Espíritas precisa ser cuidada como importante diferencial. Quando se busca o Espiritismo, na maior parte dos casos, é porque nele foram identificadas soluções existenciais para problemas individuais e coletivos que só se conseguiu ali. O acolhimento dos aflitos, nas diversas condições que se apresentem, requer uma organização primorosa, livre de improvisos e atividades personalizadas, desenhadas a partir da ideia de um ou outro, de modismos e misticismos. Nos caminhos da unificação a preservação do que é próprio às atividades espíritas gera identidade, assim promovendo harmonia e estabilidade no Movimento Espírita.

Nas tarefas que te foram confiadas nos caminhos da UNIFICAÇÃO, há espaço para trabalhar estas qualidades: perpetuidade, multiplicidade e singularidade?