nota areaexterna politica2018
Na Revista Espirita de setembro de 1858, Allan Kardec nos fala sobre a propagação do Espiritismo. Afirma o Codificador que, após o momento em que o Espiritismo se tornasse reconhecido como uma religião formal, viria a 4º fase de propagação: o período da influência sobre a ordem social.

Kardec antevia que, em sendo reconhecida oficialmente, a Doutrina Espirita passaria a influenciar, a princípio individualmente e depois toda a sociedade, através de um processo de renovação social.

E por qual motivo isso ocorreria? Porque a essência do Espiritismo se encontra na máxima “fora da caridade não há salvação” e a caridade essencial está em contagiar o outro, o mundo, através de um pensamento, de uma ação e de um sentimento de beneficência, de transbordamento íntimo, de toda a luz e amor que possuímos em gérmen e se avoluma através da própria vivência desta caridade.

E estamos exatamente neste 4º período de propagação do Espiritismo, momento de influenciar a ordem social, fase de renovação social.

É fundamental que nós espíritas estejamos cientes da orientação kardequiana para o período que agora atravessamos, principalmente, em tempos de vivência responsável de nossa cidadania.

Muito se tem questionado qual o papel do espírita nestas eleições de 2018.

A grande realidade é que este papel é o mesmo em qualquer momento de atuação política do espírita, afinal nossa atuação não necessita ser político-partidária, muito pelo contrário, pois é através de um exercício político cotidiano, de atuação junto à sociedade civil, que estaremos, de forma efetiva, contribuindo para a renovação da ordem social que almejamos.

Sim. Temos atuação política. Somos seres políticos, pois apenas através de uma ação social, coletiva, que vise o bem estar de todos e todas é que atingiremos a ordem social equilibrada, em bases éticas de justiça e amor.

Questiona-se ainda sobre que posição política deveria ter o espirita. Ora, a posição política do espírita-cristão não pode ser descolada da essência da mensagem espírita.

Como nos diz o companheiro Aylton Paiva, “as implicações dos princípios e normas políticas contidas na Terceira Parte — Das Leis Morais — d’O livro dos espíritos, ditado pelos Espíritos e organizado por Allan Kardec, são muito amplas e profundas na sociedade humana.
Por isso, o espírita deve ser consciente e lúcido na compreensão dessas normas e princípios, a fim de que sua participação na sociedade seja consentânea com tal visão política, que, necessariamente, impõe exercitar a justiça, o amor e a caridade.

Convidamos nossos irmãos a refletirem bastante neste momento de atuação cidadã, exercitando seu direito e dever ao voto, tomando por base para sua reflexão os princípios de caridade e vivência moral a que somos chamados pelos Espíritos em a Codificação e por Jesus há mais de 2000 anos.

Muita paz em nossos corações.